quarta-feira, janeiro 12, 2005
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Já andavas a pedir a algum tempo para ir com a Tia "Tita". O Pai Natal trouxe o Fato-de-Banho e a toalha a condizer, a mamã completou com os chinelos e a touca, que achaste super "na moda", como disseste. E lá foste tu para uma aula livre, na companhia da Tia. Eu fiquei a olhar-te, lá de cima, entre o calor insuportável da piscina e o da minha ansiedade.
Apareceste com medo. Vai concerteza custar-te a adaptar a uma coisa que não fazes há algum tempo. Não te lembras, mas quando tinhas 6 meses também foste para a piscina, e adoravas. A mamã é que não gostou nada da professora (que era tipo um Hitler de fato-de-banho), e acabámos por desistir...
Acho que te vais adaptar com o tempo. Adoras ver as outras crianças, que mergulham e chapinham em cima dos "chouriços". Adoraste a bóia que o professor no fim te treouxe, decoraste logo o seu nome, falas dele sem parar, pedes-me que te leve mais vezes!
No final da aula fomos para casa jantar, e comeste um prato de sopa enorme, "xixa" com massa e uma maça, que rebateste com 2 biberões cheios de leitinho. É caso para dizer que a natação, para além de te fazer feliz, ainda desperta o tal leãozinho que há em ti!
sábado, dezembro 18, 2004
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Este ano o Natal tem outro signficado para ti. Participas mais activamente nas conversas, procuras na rua as decorações das casas, encantas-te com os Pais Natal que vais encontrando.
Hoje surpreendeste-me, mais uma vez. Disseste, naquela confusão temporal que fazes, que amanhã (que quer dizer neste caso, no ano passado), que o mano e o David se vestiram de Pai Natal e entraram em casa da avó... Memórias do Natal anterior, enfim. Lá te expliquei que o verdadeiro, coitadinho, tinha tantos sítios onde ir que não teve tempo de ir à nossa casa. E que por isso tinha mandado emissários. Ficas atenta, a ouvir-me e a falar na tua língua, que falas quando não queres ser entendida...
És uma criança tão feliz, tão bonita, tão alegre... certo é que nunca vi um brilho tão intenso nos teus olhos como o de agora...
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Certo é que doeu à mamã deixar de um dia para o outro uma quase família. Pessoas com que a mamã se habituou a partilhar os dias, e que ficam aqui sempre guardadas. Só as boas... Doeu à mamã sair, sem saber porquê, sem que encontrasse um motivo. Sair com um sentimento de tristeza, de revolta, de incapacidade...
Num destes dias a mamã volta aquele lugar, para recordar as pessoas, para olhá-las de novo com orgulho, e para lhes dizer que, apesar de tudo, a vida continuou... Um dia volta e diz a (quase) todos que saiu, mas saiu mais rica, mais humana! Um dia tudo se resolve...
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Ando a cultivar-te memórias... dos tempos agora distantes, dos dias mais antigos, das fotografias que vês e revês na esperança de encontrar algo ou alguma referência que te transporte para outra idade. Queres saber o porquê de já não seres mais um bebé, de seres uma menina grande, talvez com receio que o primo bebé que lá vem invada o teu tempo e o teu espaço. Mas dizes, orgulhosa, com voz altiva de menina mais velha, que o primo vai dormir no teu berço, e que vais ter uma cama "gandi, gandi, gandi" só para ti, igual à da avó. Dizes que vais ensiná-lo a andar e a falar e a pintar e a escrever, como se o fizesses já, na tua metódica perfeição... Mas o mais engraçado é que poucos milímetros de vida são já uma certeza na tua. Quando vês a "Tia Polha" saltas-lhe para o colo enquanto gritas alegremente. Queres dar-lhe um beijo na barriga. Ao contrário do que pensava, tens perfeitamente a noção de que ainda falta muito tempo para termos o bebé connosco, e demonstras uma calma para mim desconhecida. Lá andas tu outra vez a ensinar-me a viver, enquanto corres à volta da mesa, e dizes e repetes vezes sem parar, com os braços esticados para o ar, que a barriga da tia vai ficar "muito enorme"... |
segunda-feira, novembro 29, 2004
sábado, novembro 27, 2004
Mas para que a viagem não fosse em vão, a mamã resolveu falar com a tua professora. As preocupações do costume. Parece certo é que a tua vida na escolinha é bastante diferente da de casa. Na escola és activa, perspicaz, meticulosa, meiga e sociável... nada de novo. Facto é que também és cautelosa e obediente. Facetas tuas que por vezes desconheço, ou não revelas. E culpo-me porque por vezes (ou quase sempre), sou eu que te facilito a vida para te compensar de coisas que não controlo. Para te compensar do tempo que não tenho, do cansaço que não escolho, do afecto de uma família dita normal, da que estás involuntariamente privada. Para o bem e para o mal, estamos todos...
sexta-feira, novembro 26, 2004
quinta-feira, novembro 25, 2004
A tua festa foi como imaginei, apesar deste ano não me sentir muito motivada para a fazer. Não sei se pela excitação das novidades do bebé primo, que lá vem, ou se por estar a trabalhar nesses dias, que me causou o dobro do cansaço. De qualquer forma, ao fim de analisar todos as hipóteses, concluí apenas que este aniversário não foi só mais um. São já três os anos de ti, em mim, ou em nós. Da tua vida, da tua alegria, da nossa felicidade. Três anos da maior aprendizagem que tive, de descoberta, da construção do amor mais eterno que conheço. O que tenho por ti.
Estavas radiante com a perspectiva de chegar Domingo. Como te prometi, quando acordasses, lá estaria uma prendinha encostada à janela, deixada por uma fada. A fada madrinha, na tua imaginação. A "fada mamã". Quando te telefonei, às 10h40, cantavas radiante as "musícas" do novo CD. E querias à força abrir uns presentes que a mamã tentara esconder de ti, debaixo da cama da Tia Tita. Chegar a casa foi uma alegria. Vestir-te uma roupa nova, e terminar à pressa os doces e salgados dos convidados. A madrugada anterior não foi suficiente para ultimar todos os pormenores. Depois sempre a mesma alegria. Os amigos e familiares a chegar. Montanhas de presentes para desembrulhar. Velas no bolo de aniversário. Desta vez três. Outro dos dias mais felizes da minha vida, por poder partilhá-lo contigo. O meu corpo a ressentir-se de horas sucessivas de stress, compras, culinária, arrumações e afins. Mas foi tão bom ver-te adormecer ao lado do Xico com um sorriso estampado na carinha pequena. Segunda-Feira querias fazer anos outra vez. Tiveste direito a bolo e surpresas na escolinha. Quando te fui buscar, à tarde, perguntaste-me se ías ter mais prendas e mais bolos e mais gente. Respondo-te que não. Só para o ano. "Como a avó, que também faz anos para o ano?" Perguntas. Sim. "Mamã, o que é um ano?". E eu, mais uma vez, sem te conseguir responder... |
domingo, novembro 21, 2004
sábado, novembro 20, 2004
Estou só eu aqui, a pensar. Desde que nasceste que mudaste a minha vida e os meus sonhos para sempre. Porque nasceste do meu corpo, porque te alimentaste de mim, porque vivi para ti durante meses. Desde que choraste pela primeira vez, naquela manhã fria de Novembro, soube e sei que és o meu amor mais constante, mais estável, mais garantido, mais feliz, mais incontestável, mais incondicional. Eras linda quando nasceste. Tão pequenina. Tão rosada. Sempre te falei, sempre senti que te conhecia, mas ver-te foi o expoente máximo de uma felicidade que nunca ousei imaginar.
Agora sou um ser mais completo. Tudo o que vejo, tudo o que sinto, tudo o que penso tem um toque teu. Tu, que na tua pequenez, me vais mostrando o mundo, e me vais dando certezas de que a minha existência, por mais difícil que seja, vale sempre a pena!
E ser tua mãe é mesmo assim. Ver-te crescer, rir com as tuas gracinhas, ajudar-te a levantar, quando cais. Sentir o teu cheiro, enquanto dormes numa paz imensa, com respirar de anjo. Levar-te para a escola, aos pulinhos, enquanto canto a tua música preferida. Observar-te, apenas. Ensinar-te as cores, as letras e os números. Mas sobretudo sentir orgulho. Tanto… E fazer tudo e ainda mais para te proteger, dar-te colinho, dar-te miminhos… fazer de ti a criança feliz que eu fui.
Fazes três anos amanhã, meu bebé pequeno. E a alegria de te ter perto de mim aumenta a cada minuto que passa…
segunda-feira, novembro 15, 2004
Afinal às vezes temos medo, amor, por nada, ou por coisa nenhuma! Sei que ainda é cedo, demasiado cedo, mas o milagre da vida desenvolve-se na barriga da tia magriça! Se dúvidas havia, eis que a tecnologia nos vem provar que a tua sementinha - prima está lá, bem viva, e já com 3,8 mm. Quase 4 mm de gente, que vão crescendo inversamente proporcionais à nossa paciência. Mas da mesma maneira que a nossa curiosidade... É impressionante como uma imagem quase imperceptível muda as nossas vidas para sempre. E é por isso que a mamã acredita tanto numa Senhora, a quem pediu tanto que tudo corresse bem. Que assim continue! Mais do que alegria, felicidade. Mais do que tudo... P.S. - E a dra. ainda deixou no ar a possibilidade de em vez de uma, serem duas sementinhas...
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domingo, novembro 14, 2004
Estava aqui a pensar, pequenina, que na tua cabeça as coisas têm uma lógica estranha mas muito real. Porque, sinceramente, faz todo o sentido chamares "arrumário" a um móvel onde se arrumam coisas! Já acrescentei mais uma palavra ao lote das que tu inventas, e que são tão utéis, que às vezes dou por mim a dizê-las noutras situações, com outras pessoas, que provavelmente pensam coisas estranhas da mamã. Já pensei também nisso, e realmente todos os dias compreendo mais o que é ser mãe. Ou melhor, tua mãe! É vestir um pouco a tua pele, sentir como te sentes, viver o que vives. Para te compreender. Há dias em que não tenho paciência, outros em que pareço, como tu, uma menina. Como quando te levo ao Infantário e fazemos corridas para ver quem chega primeiro à campaínha, em grande algazarra. Não sei ser de outra maneira, ou educar-te de outra forma. Talvez por vezes seja demasiado permissiva. Certo é que sigo o meu instinto, e deixo-me levar. Porque das ideias pré-definidas que tinha, já me esqueci... P.S. - "Falei" agora com a sementinha, que até estava bem disposta! |
sábado, novembro 13, 2004
Não Aguento!!! Logo no dia em que a Beatriz resolveu nascer, eis que tenho uma notícia pela qual esperei tanto tempo. VOU SER TIA ! Pois é Princesa, vais ter o primo bebé que pediste, com meias, sapatinhos, e tudo o que tens direito…
Resta-me pedir a Deus que não confirmem as suspeitas, e que o meu bebé, agora apenas com 2 mm, cresça saudável e feliz na barriga magricela da mamã! Decididamente, é muita felicidade para um dia só! P.S. – Eu sei que, dadas as circunstâncias, ainda é segredo. Mas eu prometo que ninguém vai ler isto! |







