Não tenho tido muita disponibilidade para andar por aqui, mas ainda assim fico feliz por me irem descobrindo. É que assim, lá descobri eu novos amiguinhos. Aqui ficam os links, que já actualizei ali ao lado:
Novo amor
Os seus amores
Sejam felizes!
domingo, maio 15, 2005
domingo, maio 01, 2005
Ontem numa festa que fomos, olhava-te a brincar e pensava. No que a minha vida seria diferente sem a tua presença. No que teriam sido os meus dias sem a tua existência. Talvez fosse ainda uma rapariga normal da minha idade. Como aquela colega de escola que encontrei, que me dizia que nunca me tinha visto tão calma. Eu que era tão rebelde, tão intempestiva. Pouco ponderada, nada reservada.
Diga-se o que se disser, pense-se o que se pensar, a minha identidade mudou desde ti. Sou outra pessoa. Não sei se melhor, ou pior, mas diferente. Não sei ser tua mãe, talvez não te controle como devia fazer. Tantas vezes que me rio dos teus disparates, quando devia apenas corrigi-los. Outras tantas que te deixo não comer a sopa, ficar acordada até mais tarde ou não arrumar os brinquedos. Não para facilitar a minha vida, mas para simplificar a tua.
Mas tenho a certeza de que as mudanças que me vi obrigada a fazer só me trouxeram alegria plena, felicidade extrema. Como amar-te incondicionalmente. Ter o prazer de te ver a sorrir, ouvir-te dizer que gostas de mim, e responder "4", quando te pergunto quanto. Pensar sempre primeiro em ti, para ti, sem me sentir anulada ou indiferente.
Se me voltassem a dizer que ando a perder tanta coisa, volto a soltar uma gargalhada. Estou longe de me sentir a perder alguma coisa. Ganhei-te a ti. Ganhei tudo aquilo que, desde que nasceste, já ninguém me tira. Horas de birra, de choro, de noites mal dormidas. Horas de corridas, de cassetes, de dvd's de desenhos animados, de brincadeiras com o Chico, a Chica e o Chiquinho (que são os meus netos, obviamente), de banhos comuns que se assemelham sempre mais com uma auto-lavagem para carros, de palavras que inventas, outras que dizes sem eu saber onde as ouviste. E daquelos olhos grandes, que fazes quando realmente te sentes feliz. Como quando encontras um parque com baloiços e escorregas.
Porque hoje, apesar de ser dia da mãe, o dia é teu. Afinal foste tu que me proporcionaste esta alegria!
quarta-feira, abril 13, 2005
quarta-feira, abril 06, 2005
Chamem-me ignorante, ou lá o que quiserem. Indiferente é que não fico. E se "tenho" que ler as barbaridades que li (confesso que por força da curiosidade), também me sinto no direito de opinar.
É simples. Ando na net há anos sem conta, foi da net que nasceu a minha filha. Quer dizer, nasceu de mim, mas foi aqui que conheci o pai dela. O pai e dezenas de outras pessoas. Se me disserem que era capaz, actualmente, de fazer o que fiz no passado diria que não. A vida vai-nos dizendo coisas, mostrando coisas. Tontos seríamos se voltassemos a caír nos mesmos erros. Não me acho senhora da verdade, nem de coisa nenhuma, mas gosto de ter a certeza das coisas, e esta é uma certeza minha.
"A Minha Luz" nasceu de um emprego que me dava pouca ocupação e um computador sempre disponível. Nasceu de um amor imenso, de uma admiração que preservo pela minha filha. A minha doce Helena. A mesma Helena que deixo no Infantário todos os dias, que confio aos cuidados dos familiares, que levo ao supermercado ou ao futebol. A Helena de quem me orgulho. Aquela que me faz ser o que nunca imaginei, o que o talvez fosse para mim motivo de crítica há 5 ou 6 anos atrás. A Helena de quem trago fotografias na carteira, que mostro a toda a gente sem pudor.
Isto para chegar ao ponto. A minha filha, que eu escolhi ter. É minha. Chamem-lhe propriedade, ou o que quiserem. Feliz ou infelizemente nós os adultos é que tomamos pelos nossos filhos as decisões. Escolhemos se os fazemos, ou não. Até se os deixamos nascer. Alguém já pôs em causa a escolha do nome de um filho ? Ridículo, não era ? Parece-me que sim. E este é apenas e só um exemplo. Mas chegando ao ponto. Falar da Helena aqui na net, para mim, não é perigoso. Asseguro que sei protegê-la. Riam-se se quiserem ou como quiserem. Ter a Helena em fotografias não me chaca nada. Choca-me que se viva na era dos medos exagerados, das paranóias sucessivas. Não tenho medo que lhe copiem as fotografias, ou que façam com elas o que quer que seja. È apenas e só o campo dos "ses". E se a nossa casa é assaltada e roubam o album? Vêm ladrões pedófilos? E se nos roubam a carteira com as tais fotografias? Há mais ladrões pedófilos? E se, por mero acaso, uma criança aparece numa revista, que também é lida pelos tais pedófilos? Toda a gente é pedófila? É isso que eu não compreendo.
A escolha é nossa. A escolha de darmos ou não importância a um assunto que só hoje é mediatizado, apesar de existir desde sempre, é só nossa. A caça às bruxas, da Idade Média, volta a repetir-se. Eu acho, e digo, e afirmo, que devíamos proteger os nossos filhos de tantas pessoas que nos rodeiam. De estar mais atentos a gestos que podem existir à nossa volta. Porque não acredito, e sublinho, que algures, numa parte qualquer do mundo, alguém escola a Helena, ou a Matilde, ou a Beatriz, ou a Mafalda, ou o Diogo, ou o Manel, ou seja lá que criança de "BabyBlog" for, para fazer mal. Será mania de perseguição ? É o que me parece...
E se me perguntam realmente que utilidade tem um Blog, não sei dizer. Há tantas coisas que fazemos que são inúteis. Certo é que é engraçado, nós gostamos, eu gosto de ler o que os outros dizem, gosto de ver a cara dos bebés cujas "gravidezes" acompanhei (e não sou seguramente pedófila), e gosto de seguir, aqui no meu cantinho, as histórias das outras pessoas de quem não me interessa saber o nome, a idade, a profissão, o sítio onde vivem. Do que leio retiro apenas as histórias. Porque muitas vezes a maldade está nos olhos de quem a vê. Tenho dito. Venham as "bombas", que estou preparada. (Desde já antecipo-me, e sei que vou ser chamada de coisas simpáticas como presunçosa, prepotente, convencida, entre outros mimos). Mas se assim não fosse, não conhecia a Beatriz, nem o Diogo, nem a Íris, ou as três pintainhas, o Afonso, a Gabriela, o Gui, a Francisca, a Diana, e tantos outros que agora de repente não me recordo do nome. Porque os acompanho e acarinho aqui sozinha e quieta. Não para alimentar o meu ego, nem dos seus pais. Só porque sou mãe. Só por isso.
É simples. Ando na net há anos sem conta, foi da net que nasceu a minha filha. Quer dizer, nasceu de mim, mas foi aqui que conheci o pai dela. O pai e dezenas de outras pessoas. Se me disserem que era capaz, actualmente, de fazer o que fiz no passado diria que não. A vida vai-nos dizendo coisas, mostrando coisas. Tontos seríamos se voltassemos a caír nos mesmos erros. Não me acho senhora da verdade, nem de coisa nenhuma, mas gosto de ter a certeza das coisas, e esta é uma certeza minha.
"A Minha Luz" nasceu de um emprego que me dava pouca ocupação e um computador sempre disponível. Nasceu de um amor imenso, de uma admiração que preservo pela minha filha. A minha doce Helena. A mesma Helena que deixo no Infantário todos os dias, que confio aos cuidados dos familiares, que levo ao supermercado ou ao futebol. A Helena de quem me orgulho. Aquela que me faz ser o que nunca imaginei, o que o talvez fosse para mim motivo de crítica há 5 ou 6 anos atrás. A Helena de quem trago fotografias na carteira, que mostro a toda a gente sem pudor.
Isto para chegar ao ponto. A minha filha, que eu escolhi ter. É minha. Chamem-lhe propriedade, ou o que quiserem. Feliz ou infelizemente nós os adultos é que tomamos pelos nossos filhos as decisões. Escolhemos se os fazemos, ou não. Até se os deixamos nascer. Alguém já pôs em causa a escolha do nome de um filho ? Ridículo, não era ? Parece-me que sim. E este é apenas e só um exemplo. Mas chegando ao ponto. Falar da Helena aqui na net, para mim, não é perigoso. Asseguro que sei protegê-la. Riam-se se quiserem ou como quiserem. Ter a Helena em fotografias não me chaca nada. Choca-me que se viva na era dos medos exagerados, das paranóias sucessivas. Não tenho medo que lhe copiem as fotografias, ou que façam com elas o que quer que seja. È apenas e só o campo dos "ses". E se a nossa casa é assaltada e roubam o album? Vêm ladrões pedófilos? E se nos roubam a carteira com as tais fotografias? Há mais ladrões pedófilos? E se, por mero acaso, uma criança aparece numa revista, que também é lida pelos tais pedófilos? Toda a gente é pedófila? É isso que eu não compreendo.
A escolha é nossa. A escolha de darmos ou não importância a um assunto que só hoje é mediatizado, apesar de existir desde sempre, é só nossa. A caça às bruxas, da Idade Média, volta a repetir-se. Eu acho, e digo, e afirmo, que devíamos proteger os nossos filhos de tantas pessoas que nos rodeiam. De estar mais atentos a gestos que podem existir à nossa volta. Porque não acredito, e sublinho, que algures, numa parte qualquer do mundo, alguém escola a Helena, ou a Matilde, ou a Beatriz, ou a Mafalda, ou o Diogo, ou o Manel, ou seja lá que criança de "BabyBlog" for, para fazer mal. Será mania de perseguição ? É o que me parece...
E se me perguntam realmente que utilidade tem um Blog, não sei dizer. Há tantas coisas que fazemos que são inúteis. Certo é que é engraçado, nós gostamos, eu gosto de ler o que os outros dizem, gosto de ver a cara dos bebés cujas "gravidezes" acompanhei (e não sou seguramente pedófila), e gosto de seguir, aqui no meu cantinho, as histórias das outras pessoas de quem não me interessa saber o nome, a idade, a profissão, o sítio onde vivem. Do que leio retiro apenas as histórias. Porque muitas vezes a maldade está nos olhos de quem a vê. Tenho dito. Venham as "bombas", que estou preparada. (Desde já antecipo-me, e sei que vou ser chamada de coisas simpáticas como presunçosa, prepotente, convencida, entre outros mimos). Mas se assim não fosse, não conhecia a Beatriz, nem o Diogo, nem a Íris, ou as três pintainhas, o Afonso, a Gabriela, o Gui, a Francisca, a Diana, e tantos outros que agora de repente não me recordo do nome. Porque os acompanho e acarinho aqui sozinha e quieta. Não para alimentar o meu ego, nem dos seus pais. Só porque sou mãe. Só por isso.
domingo, março 20, 2005
Ontem casou-se a prima Carla, baptizou-se a princesa Bruna e eu feliz. Pelas surpresas da vida, pela sua capacidade em tornar angústias em momentos bons, e o sofrimento em sorrisos. Lembro-me de ti, uns dias antes, sempre impaciente, à espera deste dia. Do dia em que levavas as alianças até ao Sr. Padre, que na Páscoa nos vai trazer "amêngoas, ovos e coelhos" (e eu a perguntar-mde de onde surgirão os ovos e os coelhos...). Impaciente por vestir o vestido novo, com os acessários, de ir à cabeleireira e de crescer mais um pouco na tua vida de menina.
É difícil explicar-te o tempo. Confundes o hoje com o amanhã, ainda não destingues os dias da semana, não tens noção das horas, vives no imediato. É difícil controlar a tua ansiedade sem te desiludir. Mas quando ontem chegou finalmente o dia, não cabias em tanta alegria. Acordar com o banho típico, cortar o cabelo, direita na cadeira, sem esboçares um sorriso, sem uma palavra. Apenas uma mão pequena e suadinha, que por baixo da bata apertava a minha. Um almoço comido a correr, preparar tudo e voar para casa da Carla. As fotografias com a noiva, a ída para a Igreja, o Baptizado da Bruna, ao qual assististe serena e atenta.
Depois entraste na Igreja. Firme e confiante. Surpreendente. Ciente de ti, das tuas funções. Da responsabilidade que é ser a menina das alianças. Da Carla, que estava linda e feliz. Continuavas impaciente, mas mais sossegada do que é normal. Silenciosa como nunca. Até que o tal Senhor que nos vai trazer "amêngoas e Boas Festas" lá para a Páscoa te chama. Saltas do banquinho em direcção ao altar, com o cestinho nas mãos e ouves atenta todas as palavras proferidas. Assistes a tudo com uma atenção invulgar. Orgulho-me, mais uma vez, de ti. Da maneira como és capaz de contornar os protocolos com os teus sorrisos, da volta que dás às situações que para mim podem parecer complicadas. Para ti não são.
Estás uma mulher. Que me enche as horas e o coração. E tão capaz de ser criança e crescida ao mesmo tempo...
sábado, março 12, 2005
Passamos por uma fotografia do teu baptizado, numa moldura, no corredor da casa do pai. Tu, gordinha. com sete meses, a tomar banho. com aquela expressão linda. O sorriso do meu bebé. Aquele que me faz perder de saudades, e que me leva a ti. Cada vez mais crescida, mais independente, mais menina. A minha menina que faz desenhos, verdadeiras obras de arte. Pessoas de enormes cabeças, só com pernas, à excepção da Tia "Polha", que tem uma bola no local da barriga, com uma Mariana lá dentro. E a Moa, a cadela da Tia "Tita", que invadiu as nossas vidas e que, como digo tantas vezes, te passa a cara "a pano", quando chegas a casa depois de mais um dia de escola. A Moa é uma cabeça com quatro patas. E quando fazes mais, por engano, lá te desculpas e dizes que é uma aranha.
Bem... já me perdia! A fotografia. Olhas-me com um olhar sério e perguntas "Mãe, quando eu era bebé tinha esta mãe ou tinha outra mãe?". Fico indignada, sem saber o que dizer. Sorrio. Digo-te que fui sempre eu, a tua mãe. Pergunto se queres outra, dizes que não, que esta é linda. Ensinei-te bem! Ehehehehe! Mas fico a pensar. Tens razão, amor. A vida dá tantas voltas, que às vezes tenho a certeza que a mão que te teve não é a mesma que te acompanha todos os dias...
sábado, março 05, 2005
domingo, fevereiro 20, 2005
Mais um passo na tua ainda curta vida. Daqueles que me faz pensar, sem saber, se as escolhas que faço por ti e para ti são acertadas. As mesmas dúvidas de querer proteger-te, de não te dar o melhor, de não te proporcionar o que mereces, de não estar à altura da tua grandeza pequena. O problema da alteração da tua rotina.
Andaste no mesmo Infantário desde dos teus sete meses. Onde sempre tiveste um sorriso à espera, de uma segunda família. Lá cresceste, ao longo dos já quase três anos. Fizeste amigos, cujos nomes sabes de cor. Fizeste-te menina. E eu uma mãe descansada.
Mas era inevitável. Algum dia tinha que fazer esta escolha, por própria convicção. Vais para uma escola nova. Daquelas contra as quais eu tinha um confesso preconceito. Uma escola dos grandes, que adorei ao primeiro passo que dei ao entrar. Um ambiente calmo, com apenas duas salas. Enormes, cheias de luz, com vários espaços distintos, onde podes crescer mais e mais. Uma piscina de bolas coloridas, como tu adoras, mais duas professoras e tantos novos amigos por fazer.
Enfim... em Setembro logo sei se ficaste ou não mais feliz...
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
quinta-feira, janeiro 27, 2005
quarta-feira, janeiro 12, 2005
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Segunda-Feira foste à natação. Depois de Ginástica, Música e Inglês, achei necessário que tivesses mais uma actividade física. Talvez assim consigas não desperdiçar a energia que tens em demasia.
Já andavas a pedir a algum tempo para ir com a Tia "Tita". O Pai Natal trouxe o Fato-de-Banho e a toalha a condizer, a mamã completou com os chinelos e a touca, que achaste super "na moda", como disseste. E lá foste tu para uma aula livre, na companhia da Tia. Eu fiquei a olhar-te, lá de cima, entre o calor insuportável da piscina e o da minha ansiedade.
Apareceste com medo. Vai concerteza custar-te a adaptar a uma coisa que não fazes há algum tempo. Não te lembras, mas quando tinhas 6 meses também foste para a piscina, e adoravas. A mamã é que não gostou nada da professora (que era tipo um Hitler de fato-de-banho), e acabámos por desistir...
Acho que te vais adaptar com o tempo. Adoras ver as outras crianças, que mergulham e chapinham em cima dos "chouriços". Adoraste a bóia que o professor no fim te treouxe, decoraste logo o seu nome, falas dele sem parar, pedes-me que te leve mais vezes!
No final da aula fomos para casa jantar, e comeste um prato de sopa enorme, "xixa" com massa e uma maça, que rebateste com 2 biberões cheios de leitinho. É caso para dizer que a natação, para além de te fazer feliz, ainda desperta o tal leãozinho que há em ti!
Já andavas a pedir a algum tempo para ir com a Tia "Tita". O Pai Natal trouxe o Fato-de-Banho e a toalha a condizer, a mamã completou com os chinelos e a touca, que achaste super "na moda", como disseste. E lá foste tu para uma aula livre, na companhia da Tia. Eu fiquei a olhar-te, lá de cima, entre o calor insuportável da piscina e o da minha ansiedade.
Apareceste com medo. Vai concerteza custar-te a adaptar a uma coisa que não fazes há algum tempo. Não te lembras, mas quando tinhas 6 meses também foste para a piscina, e adoravas. A mamã é que não gostou nada da professora (que era tipo um Hitler de fato-de-banho), e acabámos por desistir...
Acho que te vais adaptar com o tempo. Adoras ver as outras crianças, que mergulham e chapinham em cima dos "chouriços". Adoraste a bóia que o professor no fim te treouxe, decoraste logo o seu nome, falas dele sem parar, pedes-me que te leve mais vezes!
No final da aula fomos para casa jantar, e comeste um prato de sopa enorme, "xixa" com massa e uma maça, que rebateste com 2 biberões cheios de leitinho. É caso para dizer que a natação, para além de te fazer feliz, ainda desperta o tal leãozinho que há em ti!
sábado, dezembro 18, 2004
Lembrei-me do dia do teu baptizado num destes dias em que navegava pela net. Sempre a velha questão dos pais... se devem ou não baptizar os filhos quando estes têm ainda uma incapacidade para fazê-lo conscientemente.
Lembrei-me que foi um dia que desejei muito, e que ficou marcado para Julho, quando havia mais facilidade de reunir toda a família e amigos. O ritual de sempre, a preparação normal, as dificuldades que se apresentam aos pais não casados, a dificuldade que foi querer baptizar-te onde os avós se casaram e baptizaram a mamã e as tias. Aquele lugar, cheio de beleza e significado, no alto de uma colina, mais perto de Deus...
Foi tudo pensado ao detalhe, mas a cerimónia estava longe de ser por mim imaginada. Nunca tinha assistido a uma assim. Começámos na rua, como que a assinalar a entrada para a tua vida cristã. E na igreja fomos entrando, devagar... Foi-nos explicado que o baptizado é uma opção dos pais, e não deve ser entendido como que uma obrigação dos filhos para seguir este caminho. Mais tarde, ser-te-á dada a oportunidade de confirmares ou não a nossa escolha. Apenas te encaminhámos...
Por isso sei que fiz a opção correcta para ti. Não sendo eu uma católica praticante, sei que lá em cima tens um anjo que te guarda quando não te vejo, um Deus que te protege das doenças, dos sonhos maus, dos dias tristes, das dificuldades. O mesmo Deus que te me ofereceu, que te ajudou a gerar dentro de mim, e te trouxe ao mundo para alegrar os meus dias. O Deus que faz de ti, todos os dias, a mulher bonita em que te hás-de transformar...
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Quiseste fazer a árvore em casa do papá, e a da casa da avó! Adoras as decorações, as bolas, as luzes, mas principalmente os chocolates... Fizeste o presépio, alinhaste as fuguras, fizeste nascer de novo o menino Jesus, por entre as folhas de papel que o guardaram durante todo o ano...
Este ano o Natal tem outro signficado para ti. Participas mais activamente nas conversas, procuras na rua as decorações das casas, encantas-te com os Pais Natal que vais encontrando.
Hoje surpreendeste-me, mais uma vez. Disseste, naquela confusão temporal que fazes, que amanhã (que quer dizer neste caso, no ano passado), que o mano e o David se vestiram de Pai Natal e entraram em casa da avó... Memórias do Natal anterior, enfim. Lá te expliquei que o verdadeiro, coitadinho, tinha tantos sítios onde ir que não teve tempo de ir à nossa casa. E que por isso tinha mandado emissários. Ficas atenta, a ouvir-me e a falar na tua língua, que falas quando não queres ser entendida...
És uma criança tão feliz, tão bonita, tão alegre... certo é que nunca vi um brilho tão intenso nos teus olhos como o de agora...
Este ano o Natal tem outro signficado para ti. Participas mais activamente nas conversas, procuras na rua as decorações das casas, encantas-te com os Pais Natal que vais encontrando.
Hoje surpreendeste-me, mais uma vez. Disseste, naquela confusão temporal que fazes, que amanhã (que quer dizer neste caso, no ano passado), que o mano e o David se vestiram de Pai Natal e entraram em casa da avó... Memórias do Natal anterior, enfim. Lá te expliquei que o verdadeiro, coitadinho, tinha tantos sítios onde ir que não teve tempo de ir à nossa casa. E que por isso tinha mandado emissários. Ficas atenta, a ouvir-me e a falar na tua língua, que falas quando não queres ser entendida...
És uma criança tão feliz, tão bonita, tão alegre... certo é que nunca vi um brilho tão intenso nos teus olhos como o de agora...
quarta-feira, dezembro 08, 2004
A ausência da mamã na blogosfera justifica-se com uma mudança inesperada! Daquelas que nos são transmitidas com uma frieza que nos gela o corpo, e que me fez tremer, disfarçadamente, para que ninguém visse ou reconhecesse. A mamã, como milhares de outras mamãs, ficou sem trabalho. Já não se levanta ainda de noite, já não percorre centenas de km por semana, já não vai reeber os tostões que tu tanto gostas, ao fim do mês, para te comprar os presentes. A vida é assim...
Certo é que doeu à mamã deixar de um dia para o outro uma quase família. Pessoas com que a mamã se habituou a partilhar os dias, e que ficam aqui sempre guardadas. Só as boas... Doeu à mamã sair, sem saber porquê, sem que encontrasse um motivo. Sair com um sentimento de tristeza, de revolta, de incapacidade...
Num destes dias a mamã volta aquele lugar, para recordar as pessoas, para olhá-las de novo com orgulho, e para lhes dizer que, apesar de tudo, a vida continuou... Um dia volta e diz a (quase) todos que saiu, mas saiu mais rica, mais humana! Um dia tudo se resolve...
Certo é que doeu à mamã deixar de um dia para o outro uma quase família. Pessoas com que a mamã se habituou a partilhar os dias, e que ficam aqui sempre guardadas. Só as boas... Doeu à mamã sair, sem saber porquê, sem que encontrasse um motivo. Sair com um sentimento de tristeza, de revolta, de incapacidade...
Num destes dias a mamã volta aquele lugar, para recordar as pessoas, para olhá-las de novo com orgulho, e para lhes dizer que, apesar de tudo, a vida continuou... Um dia volta e diz a (quase) todos que saiu, mas saiu mais rica, mais humana! Um dia tudo se resolve...
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