domingo, julho 31, 2005
sábado, julho 23, 2005
domingo, julho 17, 2005
quarta-feira, julho 13, 2005
quarta-feira, julho 06, 2005
Tinha-te prometido que te levava ao cinema e lá fomos, considerando o teu vício em desenhos animados, que nunca consegui explicar. Pensava que ías ter medo do escuro da sala, que ías estranhar o ambiente, que te ía incomodar o tamanho da tela, e lá te fui preparando (ou assuntando), para o que ías encontrar. De mão dada comigo, viste com atenção cada momento do "Madagascar", num sossego absoluto, enquanto eu dormia profundamente, acordando apenas com as tuas gargalhadas sonoras. Portaste-te muito bem no cinema... eu é que nem por isso!
terça-feira, julho 05, 2005
Não és a super prima, nem a super menina nem nada, por isso hoje a primeira cena de ciúmes. Das que julguei não teres. Mas, orgulhosa, sem dizeres nada, sem falares mal, sem birra. Apenas um ressentimento que se via e se sentia. Um olhar mais vazio, mais triste, mais inseguro. Longe de ti. Eu, que te acho sempre tão superior a tudo e a todos, sem hesitações. Eu que me esqueço que és menina, que tens os teus medos, as tuas angústias, as tuas fragilidades.
Num destes dias na Blogosfera, li algo que não esqueci, não me recordo onde. Um texto tão verdadeiro (que me perdoe a fonte), que me deixou a pensar tanto tempo. Porque, como dizia (por isso as minhas frases não serão originais), gosto de ti por tudo.
Gosto do teu ar, do teu olhar, da tua voz quente. Gosto do teu choro, da tua cara vermelha de raiva, das tuas birras que não compreendo. Do teu cheiro de bebé, ao acabar o banho, do cheiro do teu cabelo suado, do teu queixo arredondado, das tuas feições. Gosto da tua teimosia inexplicável, da tua vontade de permanecer sempre acordada, do teu vício de ver filmes, da alegria com que andas de bicicleta. Gosto dos teus pés gordos, das tuas "safufas" (leia-se bochechas do rabiosque), cheias de banha e celulite. Gosto da tua inteligência, da tua perspicácia, da tua inocência. Gosto da perfeição dos teus defeitos, das tuas zangas comigo, de te dizer não ou sim ou coisa nenhuma. Gosto de te ver dormir, dos teus suspiros, da tua gulodice, dos arranhões dos joelhos. Gosto da tua forma atrapalhada de andar, do correr trôpego, das palavras que inventas, das frases que constróis. Gosto da tua mancha da testa, que tens desde que nasceste, de te ralhar, de te sorrir, de te cantar. Gosto de ti por inteiro, completamente, com tudo de bom ou de mau que me trazes. Porque sim, porque sou mãe. Porque sou a tua mãe, ou porque és simplesmente minha filha.
A prima não veio dividir o meu amor por ti.
Num destes dias na Blogosfera, li algo que não esqueci, não me recordo onde. Um texto tão verdadeiro (que me perdoe a fonte), que me deixou a pensar tanto tempo. Porque, como dizia (por isso as minhas frases não serão originais), gosto de ti por tudo.
Gosto do teu ar, do teu olhar, da tua voz quente. Gosto do teu choro, da tua cara vermelha de raiva, das tuas birras que não compreendo. Do teu cheiro de bebé, ao acabar o banho, do cheiro do teu cabelo suado, do teu queixo arredondado, das tuas feições. Gosto da tua teimosia inexplicável, da tua vontade de permanecer sempre acordada, do teu vício de ver filmes, da alegria com que andas de bicicleta. Gosto dos teus pés gordos, das tuas "safufas" (leia-se bochechas do rabiosque), cheias de banha e celulite. Gosto da tua inteligência, da tua perspicácia, da tua inocência. Gosto da perfeição dos teus defeitos, das tuas zangas comigo, de te dizer não ou sim ou coisa nenhuma. Gosto de te ver dormir, dos teus suspiros, da tua gulodice, dos arranhões dos joelhos. Gosto da tua forma atrapalhada de andar, do correr trôpego, das palavras que inventas, das frases que constróis. Gosto da tua mancha da testa, que tens desde que nasceste, de te ralhar, de te sorrir, de te cantar. Gosto de ti por inteiro, completamente, com tudo de bom ou de mau que me trazes. Porque sim, porque sou mãe. Porque sou a tua mãe, ou porque és simplesmente minha filha.
A prima não veio dividir o meu amor por ti.
sábado, julho 02, 2005
Acordas animada, mais tarde do que o normal, pelo cansaço dos últimos dias. A noite do nascimento da priminha, o primeiro dia de visitas, as viagens para a Maternidade e um jantar longo com amigos perturbaram-te. Saltas para a minha cama com o sorriso de sempre e perguntas-me se a prima vai ficar sempre no Hospital. Depois da ansiedade de vê-la apenas na barriga, mostras-te ansiosa para que regresse...
Um facto é que, mais uma vez, me surpreendes. Passámos nove meses a ouvir dizer e a sentir que ías ter ciúmes, por deixares de ser a (única) menina da casa. A verdade é que passaste 5 horas na Maternidade (quase) sempre a portar-te bem e a observar cada movimento da Mariana. A verdade é que a quiseste pegar ao colo, falas dela a toda a hora, perguntas incessantemente se vai ficar connosco para sempre, se vai gostar de nós sempre. Tu já gostas dela desde sempre... A verdade é que olhas agora para as fotografias dela e dizes em suspiro... tão linda. E de facto é.
Tal como tu, também a mim me apetece ficar sempre com ela. É como que se nos pertencesse, não é filha? Os olhinhos, as bochechas, o queixinho arredondado, as covinhas, o chorinho meigo...
A priminha vai vir para casa entretanto, e depois ainda vamos ficar mais felizes!
Um facto é que, mais uma vez, me surpreendes. Passámos nove meses a ouvir dizer e a sentir que ías ter ciúmes, por deixares de ser a (única) menina da casa. A verdade é que passaste 5 horas na Maternidade (quase) sempre a portar-te bem e a observar cada movimento da Mariana. A verdade é que a quiseste pegar ao colo, falas dela a toda a hora, perguntas incessantemente se vai ficar connosco para sempre, se vai gostar de nós sempre. Tu já gostas dela desde sempre... A verdade é que olhas agora para as fotografias dela e dizes em suspiro... tão linda. E de facto é.
Tal como tu, também a mim me apetece ficar sempre com ela. É como que se nos pertencesse, não é filha? Os olhinhos, as bochechas, o queixinho arredondado, as covinhas, o chorinho meigo...
A priminha vai vir para casa entretanto, e depois ainda vamos ficar mais felizes!
sexta-feira, julho 01, 2005
Hoje é um dia especial, mas ainda não sabes. Dormes sossegada, sem imaginar a agitação que foi a nossa noite. A priminha Mariana nasceu! Terminou a tua ansiedade, a tua impaciência. Daqui a umas horas vais poder segurá-la, como eu já fiz. E vais amá-la, desde o primeiro minuto em que a vires, como todos nós.
Agora a Mariana é uma realidade. E mal posso esperar para a tua hora de acordar, para te poder dizer que hoje é o dia dela. E um dia muito feliz para todos nós!
Agora a Mariana é uma realidade. E mal posso esperar para a tua hora de acordar, para te poder dizer que hoje é o dia dela. E um dia muito feliz para todos nós!
quarta-feira, junho 22, 2005
Sentada ao meu colo, no carro, canto-te uma música da rádio, que adapto como se fosse tua e te canto ao ouvido: "não vou ficar, não quero ficar, sozinha, aqui sem ti". Sossegas da inquietação invulgar que te deu hoje, não sei porquê, e ouves atentamente cada palavra, enquanto cheiro o teu cabelinho suado. A vida, apesar de quase tudo, ainda tem momentos bons...
terça-feira, junho 21, 2005
Ao princípio eras um medo, uma angústia, uma ansiedade, um querer não querendo. Eras uma incerteza, uma incógnita, um saber sem saber nada. Foste crescendo, transformaste-te em ti e a mim...
Cometi tantos erros que vejo e revejo sem saber o que fazer, o que pensar, o que sentir. Apenas com a certeza de que és mais do que eu, mais do que o mundo. Mais do que a vida, que os dias, que o espaço, que o tempo, que o amor. O nosso amor. Mais do que tudo.
Hoje és um porto, uma harmonia, uma paz, uma tranquilidade. Um desejo, uma aprendizagem, uma verdade única, inquestionável e absoluta.
E eu sou tua, princesa... com todas as forças. Um dia, melhor ou pior, hás-de percebê-lo...
Cometi tantos erros que vejo e revejo sem saber o que fazer, o que pensar, o que sentir. Apenas com a certeza de que és mais do que eu, mais do que o mundo. Mais do que a vida, que os dias, que o espaço, que o tempo, que o amor. O nosso amor. Mais do que tudo.
Hoje és um porto, uma harmonia, uma paz, uma tranquilidade. Um desejo, uma aprendizagem, uma verdade única, inquestionável e absoluta.
E eu sou tua, princesa... com todas as forças. Um dia, melhor ou pior, hás-de percebê-lo...
domingo, junho 19, 2005
terça-feira, junho 14, 2005
Uns dias de férias no Algarve como só poderiam ser. Piscina q.b., passeios a pé, algumas compras e calor... muito calor. Na volta trazemos uma gas-qualquer-coisa-trite que nos leva ao hospital, com a doce Helena com 40 de febre. Sem quebrar, sem perder o sorriso. Só com os olhinhos murchos, uma cor mais pálida e menos apetite. Hoje, felizmente, já acordou muito melhor! Já se portou bastante mal e tudo. Enfim (detesto dizer isto), mas é bom sinal!
quinta-feira, junho 09, 2005
Estamos de partida para um fim-de-semana longo no Algarve. Esperamos voltar apenas no Domingo à noite. Isto se a prima Mariana não resolver nascer antes do tempo...
Bom fim-de-semana para todos...
P.S. - Se o Camões soubesse o bem que nos sabe...
Bom fim-de-semana para todos...
P.S. - Se o Camões soubesse o bem que nos sabe...
sábado, junho 04, 2005
Ontem foi o teu Sarau de Ginástica. Onde se juntam papás e crianças aos montes, numa sala gigante, com um calor insuportável. Onde papás e mamãs, ao contrário de mim, por motivos técnicos, levam telemóveis, máquinas fotográficas, máquinas de filmar, batedeiras eléctricas (tal é o número infindável de instrumentos), e afins.
Estavas excitada. Demasiado excitada. Corrias e gritavas sem parar. Rias às gargalhadas. Abraçavas as tuas amigas. Gritavam juntas. Uma animação apenas comparável à das festas de anos (que são os teus eventos favoritos).
Depois lá foi a vossa vez. Muito atenta, seguias como conseguias os exercícios que o professor indicava. Pequena, no meio de todos, fazias tudo a olhar para mim, a sorrir e a acenar, como que pedindo a minha aprovação, ou o meu orgulho.
Lá se seguiu o percurso dos instrumentos. Lá estavas. Responsável, mas sem fugir aquele instinto de criança. Correste, saltaste, penduraste-te sem medo nas argolas, baloiçaste nas barras, deste cambalhotas, sei lá... Estava embevecida a ver-te, cá em baixo, a registar mentalmente os momentos.
Termina a sessão, batemos palmas, mais uma surpresa. Recebes das mãos do professor uma bola que mostras efusivamente, como que um prémio de esforço. Pego-te na mão e trago-te para casa, no final de apenas e só mais uma aventura.
Está quase a terminar esta etapa. Em Setembro começas na nova escola. Aquela que te mostrei ontem, à qual chamas "a escola dos grandes". Onde espero que te adaptes bem, onde espero que sejas ainda mais feliz...
Estavas excitada. Demasiado excitada. Corrias e gritavas sem parar. Rias às gargalhadas. Abraçavas as tuas amigas. Gritavam juntas. Uma animação apenas comparável à das festas de anos (que são os teus eventos favoritos).
Depois lá foi a vossa vez. Muito atenta, seguias como conseguias os exercícios que o professor indicava. Pequena, no meio de todos, fazias tudo a olhar para mim, a sorrir e a acenar, como que pedindo a minha aprovação, ou o meu orgulho.
Lá se seguiu o percurso dos instrumentos. Lá estavas. Responsável, mas sem fugir aquele instinto de criança. Correste, saltaste, penduraste-te sem medo nas argolas, baloiçaste nas barras, deste cambalhotas, sei lá... Estava embevecida a ver-te, cá em baixo, a registar mentalmente os momentos.
Termina a sessão, batemos palmas, mais uma surpresa. Recebes das mãos do professor uma bola que mostras efusivamente, como que um prémio de esforço. Pego-te na mão e trago-te para casa, no final de apenas e só mais uma aventura.
Está quase a terminar esta etapa. Em Setembro começas na nova escola. Aquela que te mostrei ontem, à qual chamas "a escola dos grandes". Onde espero que te adaptes bem, onde espero que sejas ainda mais feliz...
terça-feira, maio 31, 2005
Mais uma das "pérolas" do teu crescimento: "Mãe, quando é que eu cresço?". Mais uma vez fico desarmada, e lá te vou explicando, sem te convencer, que cresces todos os dias, quando dormes, e que fico a ouvir o barulhinho que fazes.
Não satisfeita, viras-me as costas e deixas escapar que querias fazer já quatro anos.
E eu que gostaria que fosses sempre criança!
Não satisfeita, viras-me as costas e deixas escapar que querias fazer já quatro anos.
E eu que gostaria que fosses sempre criança!
terça-feira, maio 24, 2005
domingo, maio 15, 2005
Não tenho tido muita disponibilidade para andar por aqui, mas ainda assim fico feliz por me irem descobrindo. É que assim, lá descobri eu novos amiguinhos. Aqui ficam os links, que já actualizei ali ao lado:
Novo amor
Os seus amores
Sejam felizes!
Novo amor
Os seus amores
Sejam felizes!
domingo, maio 01, 2005
Ontem numa festa que fomos, olhava-te a brincar e pensava. No que a minha vida seria diferente sem a tua presença. No que teriam sido os meus dias sem a tua existência. Talvez fosse ainda uma rapariga normal da minha idade. Como aquela colega de escola que encontrei, que me dizia que nunca me tinha visto tão calma. Eu que era tão rebelde, tão intempestiva. Pouco ponderada, nada reservada.
Diga-se o que se disser, pense-se o que se pensar, a minha identidade mudou desde ti. Sou outra pessoa. Não sei se melhor, ou pior, mas diferente. Não sei ser tua mãe, talvez não te controle como devia fazer. Tantas vezes que me rio dos teus disparates, quando devia apenas corrigi-los. Outras tantas que te deixo não comer a sopa, ficar acordada até mais tarde ou não arrumar os brinquedos. Não para facilitar a minha vida, mas para simplificar a tua.
Mas tenho a certeza de que as mudanças que me vi obrigada a fazer só me trouxeram alegria plena, felicidade extrema. Como amar-te incondicionalmente. Ter o prazer de te ver a sorrir, ouvir-te dizer que gostas de mim, e responder "4", quando te pergunto quanto. Pensar sempre primeiro em ti, para ti, sem me sentir anulada ou indiferente.
Se me voltassem a dizer que ando a perder tanta coisa, volto a soltar uma gargalhada. Estou longe de me sentir a perder alguma coisa. Ganhei-te a ti. Ganhei tudo aquilo que, desde que nasceste, já ninguém me tira. Horas de birra, de choro, de noites mal dormidas. Horas de corridas, de cassetes, de dvd's de desenhos animados, de brincadeiras com o Chico, a Chica e o Chiquinho (que são os meus netos, obviamente), de banhos comuns que se assemelham sempre mais com uma auto-lavagem para carros, de palavras que inventas, outras que dizes sem eu saber onde as ouviste. E daquelos olhos grandes, que fazes quando realmente te sentes feliz. Como quando encontras um parque com baloiços e escorregas.
Porque hoje, apesar de ser dia da mãe, o dia é teu. Afinal foste tu que me proporcionaste esta alegria!
quarta-feira, abril 13, 2005
quarta-feira, abril 06, 2005
Chamem-me ignorante, ou lá o que quiserem. Indiferente é que não fico. E se "tenho" que ler as barbaridades que li (confesso que por força da curiosidade), também me sinto no direito de opinar.
É simples. Ando na net há anos sem conta, foi da net que nasceu a minha filha. Quer dizer, nasceu de mim, mas foi aqui que conheci o pai dela. O pai e dezenas de outras pessoas. Se me disserem que era capaz, actualmente, de fazer o que fiz no passado diria que não. A vida vai-nos dizendo coisas, mostrando coisas. Tontos seríamos se voltassemos a caír nos mesmos erros. Não me acho senhora da verdade, nem de coisa nenhuma, mas gosto de ter a certeza das coisas, e esta é uma certeza minha.
"A Minha Luz" nasceu de um emprego que me dava pouca ocupação e um computador sempre disponível. Nasceu de um amor imenso, de uma admiração que preservo pela minha filha. A minha doce Helena. A mesma Helena que deixo no Infantário todos os dias, que confio aos cuidados dos familiares, que levo ao supermercado ou ao futebol. A Helena de quem me orgulho. Aquela que me faz ser o que nunca imaginei, o que o talvez fosse para mim motivo de crítica há 5 ou 6 anos atrás. A Helena de quem trago fotografias na carteira, que mostro a toda a gente sem pudor.
Isto para chegar ao ponto. A minha filha, que eu escolhi ter. É minha. Chamem-lhe propriedade, ou o que quiserem. Feliz ou infelizemente nós os adultos é que tomamos pelos nossos filhos as decisões. Escolhemos se os fazemos, ou não. Até se os deixamos nascer. Alguém já pôs em causa a escolha do nome de um filho ? Ridículo, não era ? Parece-me que sim. E este é apenas e só um exemplo. Mas chegando ao ponto. Falar da Helena aqui na net, para mim, não é perigoso. Asseguro que sei protegê-la. Riam-se se quiserem ou como quiserem. Ter a Helena em fotografias não me chaca nada. Choca-me que se viva na era dos medos exagerados, das paranóias sucessivas. Não tenho medo que lhe copiem as fotografias, ou que façam com elas o que quer que seja. È apenas e só o campo dos "ses". E se a nossa casa é assaltada e roubam o album? Vêm ladrões pedófilos? E se nos roubam a carteira com as tais fotografias? Há mais ladrões pedófilos? E se, por mero acaso, uma criança aparece numa revista, que também é lida pelos tais pedófilos? Toda a gente é pedófila? É isso que eu não compreendo.
A escolha é nossa. A escolha de darmos ou não importância a um assunto que só hoje é mediatizado, apesar de existir desde sempre, é só nossa. A caça às bruxas, da Idade Média, volta a repetir-se. Eu acho, e digo, e afirmo, que devíamos proteger os nossos filhos de tantas pessoas que nos rodeiam. De estar mais atentos a gestos que podem existir à nossa volta. Porque não acredito, e sublinho, que algures, numa parte qualquer do mundo, alguém escola a Helena, ou a Matilde, ou a Beatriz, ou a Mafalda, ou o Diogo, ou o Manel, ou seja lá que criança de "BabyBlog" for, para fazer mal. Será mania de perseguição ? É o que me parece...
E se me perguntam realmente que utilidade tem um Blog, não sei dizer. Há tantas coisas que fazemos que são inúteis. Certo é que é engraçado, nós gostamos, eu gosto de ler o que os outros dizem, gosto de ver a cara dos bebés cujas "gravidezes" acompanhei (e não sou seguramente pedófila), e gosto de seguir, aqui no meu cantinho, as histórias das outras pessoas de quem não me interessa saber o nome, a idade, a profissão, o sítio onde vivem. Do que leio retiro apenas as histórias. Porque muitas vezes a maldade está nos olhos de quem a vê. Tenho dito. Venham as "bombas", que estou preparada. (Desde já antecipo-me, e sei que vou ser chamada de coisas simpáticas como presunçosa, prepotente, convencida, entre outros mimos). Mas se assim não fosse, não conhecia a Beatriz, nem o Diogo, nem a Íris, ou as três pintainhas, o Afonso, a Gabriela, o Gui, a Francisca, a Diana, e tantos outros que agora de repente não me recordo do nome. Porque os acompanho e acarinho aqui sozinha e quieta. Não para alimentar o meu ego, nem dos seus pais. Só porque sou mãe. Só por isso.
É simples. Ando na net há anos sem conta, foi da net que nasceu a minha filha. Quer dizer, nasceu de mim, mas foi aqui que conheci o pai dela. O pai e dezenas de outras pessoas. Se me disserem que era capaz, actualmente, de fazer o que fiz no passado diria que não. A vida vai-nos dizendo coisas, mostrando coisas. Tontos seríamos se voltassemos a caír nos mesmos erros. Não me acho senhora da verdade, nem de coisa nenhuma, mas gosto de ter a certeza das coisas, e esta é uma certeza minha.
"A Minha Luz" nasceu de um emprego que me dava pouca ocupação e um computador sempre disponível. Nasceu de um amor imenso, de uma admiração que preservo pela minha filha. A minha doce Helena. A mesma Helena que deixo no Infantário todos os dias, que confio aos cuidados dos familiares, que levo ao supermercado ou ao futebol. A Helena de quem me orgulho. Aquela que me faz ser o que nunca imaginei, o que o talvez fosse para mim motivo de crítica há 5 ou 6 anos atrás. A Helena de quem trago fotografias na carteira, que mostro a toda a gente sem pudor.
Isto para chegar ao ponto. A minha filha, que eu escolhi ter. É minha. Chamem-lhe propriedade, ou o que quiserem. Feliz ou infelizemente nós os adultos é que tomamos pelos nossos filhos as decisões. Escolhemos se os fazemos, ou não. Até se os deixamos nascer. Alguém já pôs em causa a escolha do nome de um filho ? Ridículo, não era ? Parece-me que sim. E este é apenas e só um exemplo. Mas chegando ao ponto. Falar da Helena aqui na net, para mim, não é perigoso. Asseguro que sei protegê-la. Riam-se se quiserem ou como quiserem. Ter a Helena em fotografias não me chaca nada. Choca-me que se viva na era dos medos exagerados, das paranóias sucessivas. Não tenho medo que lhe copiem as fotografias, ou que façam com elas o que quer que seja. È apenas e só o campo dos "ses". E se a nossa casa é assaltada e roubam o album? Vêm ladrões pedófilos? E se nos roubam a carteira com as tais fotografias? Há mais ladrões pedófilos? E se, por mero acaso, uma criança aparece numa revista, que também é lida pelos tais pedófilos? Toda a gente é pedófila? É isso que eu não compreendo.
A escolha é nossa. A escolha de darmos ou não importância a um assunto que só hoje é mediatizado, apesar de existir desde sempre, é só nossa. A caça às bruxas, da Idade Média, volta a repetir-se. Eu acho, e digo, e afirmo, que devíamos proteger os nossos filhos de tantas pessoas que nos rodeiam. De estar mais atentos a gestos que podem existir à nossa volta. Porque não acredito, e sublinho, que algures, numa parte qualquer do mundo, alguém escola a Helena, ou a Matilde, ou a Beatriz, ou a Mafalda, ou o Diogo, ou o Manel, ou seja lá que criança de "BabyBlog" for, para fazer mal. Será mania de perseguição ? É o que me parece...
E se me perguntam realmente que utilidade tem um Blog, não sei dizer. Há tantas coisas que fazemos que são inúteis. Certo é que é engraçado, nós gostamos, eu gosto de ler o que os outros dizem, gosto de ver a cara dos bebés cujas "gravidezes" acompanhei (e não sou seguramente pedófila), e gosto de seguir, aqui no meu cantinho, as histórias das outras pessoas de quem não me interessa saber o nome, a idade, a profissão, o sítio onde vivem. Do que leio retiro apenas as histórias. Porque muitas vezes a maldade está nos olhos de quem a vê. Tenho dito. Venham as "bombas", que estou preparada. (Desde já antecipo-me, e sei que vou ser chamada de coisas simpáticas como presunçosa, prepotente, convencida, entre outros mimos). Mas se assim não fosse, não conhecia a Beatriz, nem o Diogo, nem a Íris, ou as três pintainhas, o Afonso, a Gabriela, o Gui, a Francisca, a Diana, e tantos outros que agora de repente não me recordo do nome. Porque os acompanho e acarinho aqui sozinha e quieta. Não para alimentar o meu ego, nem dos seus pais. Só porque sou mãe. Só por isso.
domingo, março 20, 2005
Ontem casou-se a prima Carla, baptizou-se a princesa Bruna e eu feliz. Pelas surpresas da vida, pela sua capacidade em tornar angústias em momentos bons, e o sofrimento em sorrisos. Lembro-me de ti, uns dias antes, sempre impaciente, à espera deste dia. Do dia em que levavas as alianças até ao Sr. Padre, que na Páscoa nos vai trazer "amêngoas, ovos e coelhos" (e eu a perguntar-mde de onde surgirão os ovos e os coelhos...). Impaciente por vestir o vestido novo, com os acessários, de ir à cabeleireira e de crescer mais um pouco na tua vida de menina.
É difícil explicar-te o tempo. Confundes o hoje com o amanhã, ainda não destingues os dias da semana, não tens noção das horas, vives no imediato. É difícil controlar a tua ansiedade sem te desiludir. Mas quando ontem chegou finalmente o dia, não cabias em tanta alegria. Acordar com o banho típico, cortar o cabelo, direita na cadeira, sem esboçares um sorriso, sem uma palavra. Apenas uma mão pequena e suadinha, que por baixo da bata apertava a minha. Um almoço comido a correr, preparar tudo e voar para casa da Carla. As fotografias com a noiva, a ída para a Igreja, o Baptizado da Bruna, ao qual assististe serena e atenta.
Depois entraste na Igreja. Firme e confiante. Surpreendente. Ciente de ti, das tuas funções. Da responsabilidade que é ser a menina das alianças. Da Carla, que estava linda e feliz. Continuavas impaciente, mas mais sossegada do que é normal. Silenciosa como nunca. Até que o tal Senhor que nos vai trazer "amêngoas e Boas Festas" lá para a Páscoa te chama. Saltas do banquinho em direcção ao altar, com o cestinho nas mãos e ouves atenta todas as palavras proferidas. Assistes a tudo com uma atenção invulgar. Orgulho-me, mais uma vez, de ti. Da maneira como és capaz de contornar os protocolos com os teus sorrisos, da volta que dás às situações que para mim podem parecer complicadas. Para ti não são.
Estás uma mulher. Que me enche as horas e o coração. E tão capaz de ser criança e crescida ao mesmo tempo...
sábado, março 12, 2005
Passamos por uma fotografia do teu baptizado, numa moldura, no corredor da casa do pai. Tu, gordinha. com sete meses, a tomar banho. com aquela expressão linda. O sorriso do meu bebé. Aquele que me faz perder de saudades, e que me leva a ti. Cada vez mais crescida, mais independente, mais menina. A minha menina que faz desenhos, verdadeiras obras de arte. Pessoas de enormes cabeças, só com pernas, à excepção da Tia "Polha", que tem uma bola no local da barriga, com uma Mariana lá dentro. E a Moa, a cadela da Tia "Tita", que invadiu as nossas vidas e que, como digo tantas vezes, te passa a cara "a pano", quando chegas a casa depois de mais um dia de escola. A Moa é uma cabeça com quatro patas. E quando fazes mais, por engano, lá te desculpas e dizes que é uma aranha.
Bem... já me perdia! A fotografia. Olhas-me com um olhar sério e perguntas "Mãe, quando eu era bebé tinha esta mãe ou tinha outra mãe?". Fico indignada, sem saber o que dizer. Sorrio. Digo-te que fui sempre eu, a tua mãe. Pergunto se queres outra, dizes que não, que esta é linda. Ensinei-te bem! Ehehehehe! Mas fico a pensar. Tens razão, amor. A vida dá tantas voltas, que às vezes tenho a certeza que a mão que te teve não é a mesma que te acompanha todos os dias...
sábado, março 05, 2005
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