sexta-feira, abril 20, 2007

Same old story...

O meu pessimismo, os meus pontos fracos, as minhas inseguranças a sobreporem-se a tudo aquilo em que acredito e quero! A quem quero.
Até quando?
Sem meias palavras, cansada de nos proteger do que não consigo. Não desisto facilmente. Andava a acreditar em tão pouco nos últimos anos. Apesar das tuas queixas, dos meus azedumes, das minhas mudanças constantes e típicas. Achas que para mim é fácil dizer-te aquilo a que me vi obrigada a dizer hoje? Achas que é fácil que não estejas aqui, agora, para podermos esclarecer fisicamente o que as palavras escritas por vezes não permitem? Achas que é fácil viver os últimos tempos de ânimo leve, sem pensar demasiado em tudo?
Não esperes mais de mim, porque mais não consigo ser! Talvez a fasquia estivesse demasiado elevada. Talvez eu não seja de facto quem imaginaste. Mas sou eu. Na minha transparência.
Deixo-te em paz. Fica tudo do teu lado. Sem pressões, e outras complicações. Porque, como nos livros, tornas-te responsável por aquilo que cativas... e nisso eu confio tanto!

quarta-feira, abril 18, 2007

Aos...

... quase 27 anos achava que sabia tudo das pessoas! Que era impossível enganar-me em relação a alguém. Sem as minhas certezas inabaláveis, ou as minhas verdades inequívocas. Hoje sei que não sei nada! Que o instinto não me serve de nada. Que a minha frontalidade não me ajuda em nada. Que as pessoas não são o que imagino. Caí da nuvem!
Para além do que sei que sinto, hoje é dia de chorar muito! Pode ser que assim aprenda alguma coisa...
Eu juro que só te queria entender...

Um dia...

... talvez entendas o que sinto actualmente! Talvez saibas que nada do que fiz foi com o intuito de prejudicar ou ofender alguém, muito menos a ti! Por pior que as coisas tenham corrido, por piores recordações que tenha, foste parte integrante da minha vida, foi contigo que defini a vida que em tempos tive. Muito do que tenho hoje.
Um dia, quando a tua relação amadurecer, talvez entendas que eu agora precisava de calma e de espaço. Precisava de não me sentir ameaçada todos os dias. De não sentir esta pressão. Precisava de virar calmamente esta página, e não guardar de ti o que tenho guardado. Brigas, insultos, ameaças, faltas de respeito, mágoa!
Um dia talvez te consiga perdoar. Se é que alguma vez vais querer que te perdoe. Não te guardo rancor, mas estou no meu limite. Talvez muitas vezes no nosso passado não me tenha portado à altura, mas o que passou, lá vai. E tem o valor que tem! Serve apenas e só para provar que me engano tantas vezes, e para tentar melhorar todos os dias...
Por mim chega. Chega. Passei anos e anos da minha vida a ouvir dizer que nunca ninguém ía gostar de mim como sou. Que nunca ninguém me ía aguentar. Que a minha vida era inútil. Que falhava como mãe, como mulher, como pessoa. Que ninguém se aproximava de mim sem ser por interesse. Que precisava de um médico. Anos e anos a ouvir dizer que eras a única pessoa que me fazia bem, que me fazia falta, que olhava para mim e por mim. E quem não aguenta mais sou eu!
Hoje não consegui ficar calada!

terça-feira, abril 17, 2007

Oxalá...

... entendas facilmente! Não é oficial, mas é oficioso...

domingo, abril 15, 2007

Hold still

Mais uma vez...

... a sensação de que já vi acontecer tanta coisa, que já nada me consegue surpreender! E quando menos espero, mais uma prova de que estou enganada!
Qual será exactamente o momento certo para "nos vivermos"? Aquilo que tenho contigo? Porque problemas, dificuldades e surpresas menos boas, já temos montanhas delas... Hoje mais uma certeza de que o controlo da vida me é completamente alheio, e que nada posso fazer para mudar o rumo das coisas! Posso sim continuar aqui para tudo, como sempre, como combinámos. E ficar à espera que tomes uma decisão definitiva. Que só depende de ti.
Espero só que tudo não tenha sido nada!...

sábado, abril 14, 2007

Gostava...

... de ter maneira de resolver harmoniosamente os problemas dos últimos dias! Quando a vida é mesmo assim! Por um lado, a felicidade extrema de te ter comigo. Depois, o reverso da medalha.
Nunca me disseste que ía ser fácil, eu nunca pensei que custasse tanto...

Dias como hoje...

... não se esquecem!

A tua imagem permanece sempre presente. Todos os dias da minha vida...

sexta-feira, abril 13, 2007

O que mais me aborrece...

... nas pessoas em geral. Numa em particular. Ouvir-me pacientemente, enquanto faço queixas, anotações, divagações ou desabafos. Sem reacção. No fim, com uma mudança de assunto repentina, ou um "tenho que desligar, falamos mais tarde". Irrita-me deixar assuntos para o dia seguinte, não falar de uma coisa que me preocupa, ter forçosamente que ignorar ou adiar uma situação que podia ficar à partida resolvida...

Irrita-me esta sensação de "Déjà vu"...

A caminho da escola...

- Mãe, sabes o que o Lucas quer ser quando for grande? Pianês (sem me dar tempo de resposta)!
Pianês ???? Risos...

quarta-feira, abril 11, 2007

Há música...

... da qual gosto especialmente sem saber porquê! Como esta, que estive anos e anos sem ouvir, que ouvi hoje, a caminho de casa. E soube tão bem...

Numa destas noites...

... sem dormir, andei a vaguear pelo blog, desde o início. A lamentar o facto de não ter momentos da Helena desde sempre. A recordar fases e frases das quais já nem me lembrava, dias bons outros nem tanto que nos foram acontecendo! O meu bebé, que vai fazer 6 anos. Como é que se descreve a vida de um filho, ou como se escrevem na nossa memória páginas da vida deles, sem que nada se perca, ou se desvaneça, ou se apague. O meu bebé pequeno. Naquele primeiro dia frio, com os raios de sol a entrarem teimosamente pela persiana da janela. Quando nos conhecemos. E como estabelecemos os laços que nos hão-de unir todos os dias, apenas e só para o resto das nossas vidas. A minha menina, que nos encheu de alegria. Que nos provou que o amor é mais forte que tudo, e que as tristezas, e que os desgostos, e que as amarguras. Que na sua simplicidade pintou os nossos dias de cores fortes. Que me preenche os sonhos. A minha mulher pequena, que cresce todos os dias, sem que eu assim queira. Que amo de uma forma inquestionável e incondicional. De quem tenho tanto orgulho, tanto. A minha princesa que nasceu ontem de nós, de quem procuro ecos dos anos já passados nos traços doces...
Tinham-me dito que os anos passavam a correr. Eu não acreditava. Dou por mim a ter que inscrever o meu bebé na escola primária. E a tentar adiar mais um dia, e outro, por ver o tempo a passar depressa demais. E a minha vontade de que a minha menina fosse novamente bebé, e que estivesse aqui comigo. Sempre, sempre...

Pode ser que assim...

... te consiga obrigar a ouvir isto!!!

terça-feira, abril 10, 2007

O que eu...

... ainda me vou rir com isto! Há pessoal que pensa que vai para Cabo Verde, e ainda acaba, com alguma sorte, no Cabo Carvoeiro...
(Não desanimem... podem sempre ficar no 203 do Sol Peniche... a piscina aquecida é nice, e o Director do Hotel é um "must")!

A alegria...

... de voltar à escola era incontida! Entre risinhos, pulinhos, gritinhos e beijos muitos. Aos colegas, à professora, à auxiliar! E um brilho no olhar inconfundível!
Ainda tem tanto tempo para aprender que estar de férias é tão bom...

domingo, abril 08, 2007

O que nos rimos hoje...







... assim! Eu a tirar-lhe fotos, ela a tirar-me a mim, nós a tirarmos às duas!!!

sábado, abril 07, 2007

Difícil...

... dissociar a Páscoa daquele dia, mesmo que sejam dias diferentes. Sempre as mesmas imagens que me percorrem o pensamento. A tentar esquecer-me dos dias maus, e a guardar na memória o teu sorriso. Disseram-me qua seria melhor assim. Que com o tempo esta dor se atenuava, e dói da mesma maneira, todos os dias, mesmo seis anos depois...
A nossa vida mudou, desde aquela Páscoa! Nunca mais nada foi da mesma maneira, embora passe os dias a tentar reinventar-te. Como se fosse possível que aqui estivesses novamente. Como se fosse possível ouvir mais uma vez a tua voz. Uma única vez! Encontrei-te, vezes sem conta, nos sonhos que tive noite após noite, que com o tempo acabaram por desaparecer. Revejo-te estampado na cara das meninas. O nariz pequeno, as bochechas redondas, e o sorriso rasgado. Encontro-te nos amigos, que aqui permanecem, que te relembram tantas vezes, para me recordar que a tua vida não foi em vão, apesar de ter terminado cedo demais.
Porque só quem não te conheceu não entende como eras! Porque eu própria nunca conheci ninguém como tu...
A nossa casa mudou, desde aquela Páscoa. Já não se respira a tua alegria. Por entre as quatro paredes, apenas ecos da tua presença e a certeza única e absoluta da falta que nos fazes, todos os dias...

Impressionante...

... que a Internet me proporcione o que a vida não me proporcionou durante anos a fio! À distância de um "clic" navego pela vida em imagens de colegas de escola, amigos de outros tempos, ou simplesmente conhecidos.
Sem falsos saudosismos, e com o meu mau feitio comprovado e assumido, raros são os contactos que mantive com pessoas da minha infância e adolescência. Costumo dizer que as verdadeiras amizades são aquelas que cultivei no seio da minha família. Dou por mim a olhar para o rumo que as vidas de todos tomaram. Em cerca de 9 anos, desde que fui para Coimbra estudar. 9 anos depois, as mesmas caras. E as voltas e revoltas que a vida deu...
Estranho, o Hi5.

sexta-feira, abril 06, 2007

Foi...

... feliz para casa do pai. Oxalá que aproveitem bem o excelente dia de Primavera!

quarta-feira, abril 04, 2007

Hoje...

... contei-te um segredo, que não sei se irás ou não partilhar com alguém. Não que te ensine a mentir, ensino-te apenas a respeitar a privacidade dos outros. Já estás crescida, e é tão fácil confiar nesse sorriso lindo de menina. Mais um passo para o nosso crescimento em comum...

terça-feira, abril 03, 2007

Depois...

... de dias e dias com uma avaria qualquer no pc que não me deixava nem postar, nem comentar, eis-me de volta!!!

quinta-feira, março 29, 2007

Pesadelos

Esta já não é a idade dos pesadelos, mas numa destas noites foi inevitável. A meio da noite (agora sempre de luz apagada, e sem televisão ligada... o medo do escuro foi superado), aparece na minha cama a dizer que tinha tido um pesadelo.
Conforme indicações médicas anteriores, conversei com ela, não dei muita importância, e tentei que dormisse novamente, o que só aconteceu uma hora depois. Quando acordámos lembrava-se perfeitamente de tudo, e lá me foi explicando que tinha sonhado com um dinossauro que comia a avó.
Há dinossauros muita malucos...

terça-feira, março 27, 2007

Mais simples se aprendessemos com os erros que não cometemos, com as pessoas que não amámos, com as perdas que não sofremos. Muito mais fácil seguirmos o nosso caminho imunes às nossas próprias fragilidades, longe das desilusões e das crenças inimagináveis.

Vira-se uma página, e hoje o dia termina como começou...

domingo, março 25, 2007

Talvez...

...ninguém entenda o fascínio que tenho desde sempre por aeroportos. Mais uma das minhas manias estranhas. A velha máxima de que proporcionam reencontros entre as pessoas. Quando a crueldade de uma despedida é apenas um mero "até já". Ou a emoção e a ansiedade de esperar por alguém de quem se tem tantas saudades. Talvez uma mera e simples associação a um defeito ou efeito profissional. As viagens.
E eu aqui, tão longe, a pensar em férias...

sábado, março 24, 2007

Sexta feira...

... dia de folga. Tempo para descansar. Como noutra sexta-feira qualquer pego no carro e vou buscar a princesa à escola. Em cima das 15h30, porque os petizes se atrasam sempre à hora de beber o leite. Caminho normal, com uma diferença. Num cruzamento à minha direita (que sei que tem STOP), vejo um carro que não pára. Numa fracção de segundos. Bate-me do lado direito e projecta-me o carro contra a parede de uma casa do outro lado da estrada. Noutra fracção de segundos, fico em pânico. Montes de gente à minha volta, eu sem conseguir respirar, ou reagir. Tudo aos gritos, uma mulher a bater-me com força no braço a dizer-me para me acalmar (noções populares de socorrismo, concerteza). E ou senhor a gritar para trazerem as luvas. As luvas? Lembro-me de me doer a cabeça, de por a mão na cabeça, de tentar perceber se tinha sangue em algum lado através do retrovisor. De sentir apenas uma dor forte, e um galo enorme! Depois de meia dúzia de telefonemas, lá preenchemos a declaração amigável, onde o rapazito se dava como culpado (quem mandou não parar num STOP?), e fui tratar das burocracias. O meu Fiat Punto, amigo de tantos anos e tantas viagens foi quem ficou mais mal tratado, coitado! Talvez nem tenha remédio...
Depois de tudo, e com a dor de cabeça a manter-se, e um estado de quase adormecimento geral, lá fui ao Hospital. Entre um exame neurológico, meia dúzia de palpadelas e dois raio x, vim com a indicação de que tenho que fazer repouso. Nada de especial! O médico (que cheirava maravilhosamente, e era todo giraço), a gozar com a minha cabeça (dizia que parecia de criança), e a mostrar-me a minha mais recente aquisição dentária! Um must...