sexta-feira, maio 04, 2007

Quarta-Feira...

... depois da consulta, fomos a correr para a escola, porque ía lá o fotógrafo! Ontem, aparentemente, a criançada andou a ver as provas das fotos.
Ela, convicta:
-Mãe, estivemos a ver as fotografias, e os meus amigos disseram-me que eu sou muito fotogénica!
(Gaba-te cesto...)!

quinta-feira, maio 03, 2007

No DVD

Foi preciso...

... a minha irmã chamar-me à atenção para a contagem dos meses, para eu perceber que a minha "barrita" estava errada, e que me induziu em erro!
Sim, sou uma mãe desnaturada. A criança ainda não fez 5 anos e meio... Só a 21 deste mês!

Consulta

Dos 5 anos, no Posto Médico. 18,300 kg, 1,08 m (percentil 50 e 25, respectivamente). Audição ok, visão nem por isso. Tensão arterial normal. Vigia de dentes e hábitos alimentares. O sopro do coração, os sonos, os pulmões, a coluna e os pés. Tudo visto pelas enfermeiras e pela médica simpática. Com umas vacinas à mistura (agora reforços só aos 10 anos), um "au" quase imperceptível da minha princesa heroína, que exibia orgulhosamente no fim uma medalha de bom comportamento e uma dor no braço que se prolonga até hoje!
Apta para a escola primária, portanto. Sem preocupações de maior. Vai ser pequena, diz a médica. Nunca foi muito grande, penso eu!

quarta-feira, maio 02, 2007

Ontem...

... a olhar para o vazio perguntaste-me se imaginava, há 4 anos atrás, que um dia íamos estar assim! Se imaginava, há 4 anos atrás, que um dia seria possível amar-te...
Eu, desarmada...

Pais separados

Apesar de tudo, sempre a mesma dificuldade associada ao tema. Algo de que não se fala, para o qual nunca estamos preparados, que nunca ninguém nos ensinou como ía ser, que não se lê nos livros. Apenas no nosso!
Por mais que queiramos proteger as crianças... e só Deus sabe como tentamos, acabam sempre por senti-lo! A ausência do Pai, a distância da família nuclear, a diferença para os amigos, nas festas da escola, ou apenas no dia-a-dia. E o velho estigma. Em todo o lado, onde quer que vamos, seja ou não para uma qualquer situação rotineira. Como hoje, na Pediatra, que ía falando dos temas com entusiasmo, referindo-se a mim, e ao meu marido. E aqueles olhinhos castanhos à procura dos meus. E a mão suadinha a apertar a minha!
Não que lhe falte amor. Tem umas tias babadas que lhe dão tudo. Uma avó que nunca se cansa de a apoiar. Tem, em casa do Pai, os manos e os avós. Tem amor em dobro. Duas casas, dois quartos, muito mais brinquedos, muito mais tudo. Mas tem o coraçãozinho dividido. E faz-lhe falta aquela presença constante. Ao ponto de procurar desde sempre mais a atenção dos homens. Aos mais chegados, chega a chamar de "Pai". Já o chamou ao Pedro, ao Nuno, recentemente ao meu namorado (isto soa estranho...)! Tento disfarçar a tristeza, ou agir com naturalidade. Lá lhe vou explicando que pai ela tem só um, o dela, que a ama muito, apesar da distância a que estão obrigados. Apesar das nossas diferenças, e divergências (que ultrapassaram há muito o aceitável), não posso negá-lo. É pai dela. Fui eu que o escolhi. Bem ou mal, a opção está feita e é para sempre. Não me cabe a mim dizer-lhe nesta idade a minha verdade, ou a verdade que sinto todos os dias...
Não é fácil estreitar laços depois de uma separação. Ou talvez tenha sido eu a não conseguir fazê-lo. Ficaram as mágoas, as dores, os ressentimentos. Qualquer motivo serve para nos magoarmos. Nada em comum, a não ser a princesa! E talvez mesmo por fraqueza minha, nem tão pouco consigo, por ela, ter uma relação simpática.
Se eu pudesse, se fosse uma escolha imediata minha, era o que ela tinha. Uma família, uma estrutura e um amor como eu, quando era da idade dela, tive o privilégio de viver...

A partir de hoje...

... mais uma etapa! Rumo ao desconhecido! Meia dúzia de promessas, outras tantas expectativas. É um dia triste, apesar de saber que um dia há sempre um regresso...
O meu esforço desmedido por ser mais tolerante, e mais compreensiva! Espero nada mais nada menos do que um esforço maior da tua parte para entenderes o que me dói esta distância. E que não vai ser nada fácil!

terça-feira, maio 01, 2007

Ontem...

... mais uma prova de fogo! E a certeza de que, a qualquer momento, a vida inverte o jogo. Nunca devemos fazer demasiados planos, eu devia eventualmente, ou sempre, moderar as expectativas. Assim, e mediante uma contrariedade, não me sentia não vazia...
De ontem, em poucas horas cá em casa, espaço para meia dúzia de conversas, e outras tantas brincadeiras com a Helena. Nesta altura, por mais prematuro que possa eventualmente parecer, para mim nem sequer faz muito sentido ser de outra maneira. As opções estão tomadas. Sem tentarmos, nunca saberíamos como poderia ter sido. A correr o risco de estar completamente errada, como em tudo! Certo é que depois desta semana, e depois das horas infinitas que passámos sem dormir, e a conversar, e a viver, parece tudo mais translúcido. Parecemos mais nós. Eu sinto-me mais eu...
Hoje talvez consigamos recuperar o tempo adiado...

sábado, abril 28, 2007

O pior das folgas...

... passar um Sábado completa e absolutamente sozinha!

Do jantar...

Espero que este seja apenas e só o início. Depois de limadas as arestas, a nossa vida à transparência, o meu coração aberto, a minha disposição e o meu compromisso de ser mais flexível, ou menos explosiva, ou mais compreensiva perante os obstáculos que têm surgido. A tua vontade demonstrada de que as tuas opções tomem um novo rumo em direcção a nós. E não vai ser nada fácil...

quinta-feira, abril 26, 2007

Hoje...

...regressas! Sem o factor surpresa, que eu com as minhas birras consegui estragar! Num ambiente à minha volta, tão calmo quanto suspeito. Claro que a noite foi passada praticamente sem dormir! E, à medida em que as horas passam, a ansiedade vai aumentando. O jantar que pediste, vai sendo preparado aos poucos.
Talvez hoje, longe das tempestades ultrapassadas no passado, venha a bonança! Talvez consigamos ter a calma e a sensatez de alinhavar ideias e projectos. Independentemente de tudo. A expectativa. Tome a nossa vida o rumo que tomar, vai ser sempre assim. Estou aqui...

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril

Desde pequenas que fomos habituadas cá em casa a ouvir e a cantar músicas antigas. Dos festivais da canção, sabemos quase todas, mesmo aquelas de muitos anos antes de nascermos! Esta, não sei explicar-me porquê, arrepia-me. Sempre que a ouço. E tem, em dias como hoje, um sentido especial.

A propósito da efeméride, a Helena trazia para a casa a lição bem estudada. Ontem, pelo caminho, lá me foi contando, com voz de coro! "As pessoas em Portugal passavam fome, não tinha dinheiro para nada, porque os senhores que governavam eram maus. Vieram os soldados, com as espingardas, e sem dar tiros nem nada, só com os cravos nas armas, conseguiram salvar as pessoas." Não terá sido exactamente assim, mas...

segunda-feira, abril 23, 2007

Sem muitas palavras...

... não consigo exactamente agradecer todo o carinho que me chegou por todas as vias! Agradeço, sinceramente, a vossa preocupação e amizade. E o bem que me soube... o bem que me tem feito!

domingo, abril 22, 2007

Tarde idílica

A arrumar o quarto da cria! O que eu gosto disto...

Com isto tudo...

... e apesar de não me ter esquecido, a minha luz fez exactamente ontem 5 anos e 6 meses!!!

Vou ser prima...

Lá para Dezembro o clã aumenta!!!

Apetece-me...

... gritar que me deixem em paz, para ver se alguém percebe! Que estou nos meus limites! Ou que já os ultrapassei! Uns terão razão, mais do que outros. Eu sei quem a tem, sei o que vivi nos últimos anos. Sei que obriguei, sem saber porquê, os outros a assistirem a situações que nunca deveriam ter acontecido. E para mim chega. Daí o meu ponto final. A minha indiferença. Quando todos os dias continuo a ser ameaçada, e perseguida. Quando aquela pessoa ainda diz que não quer nada comigo, como se alguma vez mais isso me passasse pela cabeça. Para mim chega de dependência, de doenças, de maus tratos. Chega...

Por isso agora, independentemente do que se tem ou não passado, precisava de paz. Aos poucos, estou a tentar erguer-me, a tentar gostar mais de mim! Estou a tentar aprender com os erros que cometi no passado, a tentar que os erros que foram cometidos comigo não se repitam, e sinto que não sei nada! Sinto-me melhor. Sinto que me queria libertar. Que não queria ouvir o telemóvel a tocar a toda a hora, nem o fixo, nem o do trabalho, como já aconteceu. Sinto que não queria mensagens no mail, nem no messenger, nem no hi5, nem recados. Sinto-me presa dentro da minha própria casa, quando até o meu blog tive que bloquear. Como se tivesse feito mal a alguém. Porque isto pode parecer estranho aos olhos de quem não nos conhece. Mas é tão verdadeiro para as pessoas que nos rodeiam!

Daí as minhas opções. Foi talvez preciso vir alguém que passou anos e anos a dizer que me amava, sem eu nunca ter olhado com olhos de ver. Foi preciso, não sei porquê, ter o impulso de voltar a falar com essa pessoa, e ter muito a medo deixado as coisas acontecerem sem fazer nada em contrário. Hoje sei que por mais que me engane no que diz respeito à minha actual relação, que valeu pela minha liberdade. Ou libertação. Valeu por me fazer voltar a acreditar no amor, e nas coisas boas. Valeu por me fazer suspirar, e rir, e chorar, e discutir. Vale todos os dias por saber que estou viva. E que ele está para mim, aqui, ou na China, seja quando for.

Por isso quando me pedes que tenha paciência, e que acredite em ti é tão difícil. Tudo na vida tem uma explicação. Tu, melhor do que as ninguém, conheces as minhas! Sabes o que já perdi, o quanto não estou preparada para voltar a perder! Sabes que apesar da minha dificuldade em quebrar o gelo, me tens desde aqueles dias, de coração aberto. Sabes o que me custa reconhecer as fragilidades! Sabes o que me tem custado retomar uma vida normal. Perdoa-me o excesso de zelo. Oxalá que um dia se confirme que era eu que estava errada! A única coisa que te peço é que reconheças que tenho feito tudo o que está ao meu alcance. E que tenho estado ao teu lado. E que, se em alguns momentos me sentes fraquejar, é porque as circunstâncias assim me têm levado. Porque o sentimento mantém-se, e floresce, e cresce. E as certezas também...

sábado, abril 21, 2007

Pelas...

... constantes ameaças que tenho recebido nos últimos meses por parte do pai da minha filha, o meu blog vai deixar de ser público. Agradeço a quem quiser continuar a ler-nos que me envie uma mensagem para o meu endereço de correio electrónico: verangelico@yahoo.com.

sexta-feira, abril 20, 2007

Ontem...







... encontrei um cd com fotos de 2002. A tua primeira era digital. Aquelas bochechas gordinhas de bebé, com as mãos sapudas, o sorriso inconfundível, o queixo pequeno, a mancha óbvia na testa, que já justifiquei anos a fio. Fotos mais recentes, e outros tantos vídeos de aulas de ballet do ano passado. Pedaços da tua vida, dos nossos momentos. Imagens raras minhas contigo.

Olho para ti hoje, mesmo comparando com há um ano atrás. E estás diferente. No teu processo de crescimento, traços menos marcados, cara de menina. Atitudes de menina. Quando é que deixaste de ser o meu bebé? Com cara de chupeta. O que te pressionei para a deixares, as saudades que tenho de te ver adormecer com ela! Quando é que perdeste aqueles caracóis, e os totós empoleirados na cabeça, que os tios detestavam? Onde estão aquelas "safufas" gordas, cheias de refegos, e aquelas pernocas torneadas de criança pequena?

Sem falsa nostalgia. Um orgulho imenso de te ver crescer feliz. No meu processo de adaptação à tua nova vida. Como será? A tia, que me diz para não te levar para a escola primária, para te deixar mais um ano connosco, que ainda ontem nasceste. Em tom de brincadeira. E eu a pensar... escola primária? Como é que é possível? Como é possível já teres quase 6 anos? Se ainda ontem eras assim...

Same old story...

O meu pessimismo, os meus pontos fracos, as minhas inseguranças a sobreporem-se a tudo aquilo em que acredito e quero! A quem quero.
Até quando?
Sem meias palavras, cansada de nos proteger do que não consigo. Não desisto facilmente. Andava a acreditar em tão pouco nos últimos anos. Apesar das tuas queixas, dos meus azedumes, das minhas mudanças constantes e típicas. Achas que para mim é fácil dizer-te aquilo a que me vi obrigada a dizer hoje? Achas que é fácil que não estejas aqui, agora, para podermos esclarecer fisicamente o que as palavras escritas por vezes não permitem? Achas que é fácil viver os últimos tempos de ânimo leve, sem pensar demasiado em tudo?
Não esperes mais de mim, porque mais não consigo ser! Talvez a fasquia estivesse demasiado elevada. Talvez eu não seja de facto quem imaginaste. Mas sou eu. Na minha transparência.
Deixo-te em paz. Fica tudo do teu lado. Sem pressões, e outras complicações. Porque, como nos livros, tornas-te responsável por aquilo que cativas... e nisso eu confio tanto!

quarta-feira, abril 18, 2007

Aos...

... quase 27 anos achava que sabia tudo das pessoas! Que era impossível enganar-me em relação a alguém. Sem as minhas certezas inabaláveis, ou as minhas verdades inequívocas. Hoje sei que não sei nada! Que o instinto não me serve de nada. Que a minha frontalidade não me ajuda em nada. Que as pessoas não são o que imagino. Caí da nuvem!
Para além do que sei que sinto, hoje é dia de chorar muito! Pode ser que assim aprenda alguma coisa...
Eu juro que só te queria entender...

Um dia...

... talvez entendas o que sinto actualmente! Talvez saibas que nada do que fiz foi com o intuito de prejudicar ou ofender alguém, muito menos a ti! Por pior que as coisas tenham corrido, por piores recordações que tenha, foste parte integrante da minha vida, foi contigo que defini a vida que em tempos tive. Muito do que tenho hoje.
Um dia, quando a tua relação amadurecer, talvez entendas que eu agora precisava de calma e de espaço. Precisava de não me sentir ameaçada todos os dias. De não sentir esta pressão. Precisava de virar calmamente esta página, e não guardar de ti o que tenho guardado. Brigas, insultos, ameaças, faltas de respeito, mágoa!
Um dia talvez te consiga perdoar. Se é que alguma vez vais querer que te perdoe. Não te guardo rancor, mas estou no meu limite. Talvez muitas vezes no nosso passado não me tenha portado à altura, mas o que passou, lá vai. E tem o valor que tem! Serve apenas e só para provar que me engano tantas vezes, e para tentar melhorar todos os dias...
Por mim chega. Chega. Passei anos e anos da minha vida a ouvir dizer que nunca ninguém ía gostar de mim como sou. Que nunca ninguém me ía aguentar. Que a minha vida era inútil. Que falhava como mãe, como mulher, como pessoa. Que ninguém se aproximava de mim sem ser por interesse. Que precisava de um médico. Anos e anos a ouvir dizer que eras a única pessoa que me fazia bem, que me fazia falta, que olhava para mim e por mim. E quem não aguenta mais sou eu!
Hoje não consegui ficar calada!

terça-feira, abril 17, 2007

Oxalá...

... entendas facilmente! Não é oficial, mas é oficioso...

domingo, abril 15, 2007

Hold still

Mais uma vez...

... a sensação de que já vi acontecer tanta coisa, que já nada me consegue surpreender! E quando menos espero, mais uma prova de que estou enganada!
Qual será exactamente o momento certo para "nos vivermos"? Aquilo que tenho contigo? Porque problemas, dificuldades e surpresas menos boas, já temos montanhas delas... Hoje mais uma certeza de que o controlo da vida me é completamente alheio, e que nada posso fazer para mudar o rumo das coisas! Posso sim continuar aqui para tudo, como sempre, como combinámos. E ficar à espera que tomes uma decisão definitiva. Que só depende de ti.
Espero só que tudo não tenha sido nada!...