sexta-feira, maio 18, 2007

Passou...

...o dia 17, depois o 18, sem grandes alaridos! Talvez seja apenas eu, no meio da vida frenética, a lembrar-me do seu significado! Dou por mim concentrada, como nunca, no trabalho, mas com a minha capacidade intrínseca de fazer duas coisas ao mesmo tempo! Aqui, com a cabeça a milhares de quilómetros! Com conversas que se prolongam para além do razoável, as minhas eternas questões! Gostava de pensar menos sobre as coisas. Evitava-me mais de metade do sofrimento! Gostava de não ter que fazer sempre as mesmas perguntas, e saber ler nas entrelinhas! Gostava de não me sentir como uma miúda, assim!
Estar apaixonada é isto? A viver as inseguranças antigas, haja um dia alguém que me faça acreditar que é possível ser amada de uma maneira desinteressada, apenas por ser eu! Precisava dessa segurança! Precisava de não ouvir frases do género "eu não te avisei que ía ser assim?", ou "quando arriscaste desta maneira esperavas o quê?". Só tenho meia dúzia de respostas, que talvez pareçam clichés! Envolvi-me, porque sim! Tenho os meus sonhos, que talvez sejam surreais! Mas são meus...
Tenho a prova mais que provada que passo a vida a fazer asneiras! Com a salvaguarda de que tive sempre uma rede por baixo, quando tinha que cair! Queria ter a mesma rede! Ou conseguir um dia acreditar que o que sinto é recíproco, sem esta angústia diária!
Como costumo dizer, hoje estou aqui, mas queria tanto, mas tanto, estar alí...

quinta-feira, maio 17, 2007

Descobri...

...a justificação óbvia para tudo o que me tem acontecido nos últimos tempos! É que apago aqueles mails das correntes, na maior parte das vezes sem sequer os ler! Por isso, e como ainda não morri, já me devo considerar uma pessoa de sorte, não?

quarta-feira, maio 16, 2007

Defendi-me...

... da maneira que pude! Com a certeza de que, daquele dia em diante, a minha vida estará mais facilitada, ou mais protegida. Pelo menos assim espero.
Por isso, e por enquanto, não fará exactamente muito sentido continuar a ter o meu cantinho privatizado! Tenho saudades da liberdade! Ficamos portanto na incubadora, à espera que haja sensatez para tolerarem a minha vida, os meus pensamentos, as minhas opções! A qualquer momento, e se necessário, inverte-se o processo...
Obrigada pelo apoio que tenho sentido! Espero que continuem por aqui...

Tenho...

... a princesa estranhamente doente!

E não gosto...

terça-feira, maio 15, 2007

Às vezes...

... o amor não justifica tudo, e fico furiosa! Não estarei exactamente numa altura muito própria para arriscar a magoar-me mais! Não terei exactamente idade para pseudo discussões que parece que se procuram do nada, que pura e simplesmente não existem, extrapoladas ou não pela frieza de uma conversa telefónica.
Um dia quando tiveres a sensatez de voltar a ler-me, talvez entendas que não devia haver temas proibidos. Que o meu único objectivo é reerguer-me, mas sobretudo não voltar a cair nos mesmos erros, e ser feliz. Ou viver mais calma, sem este sobe e desce de emoções, sem nunca saber muito bem com o que contar...
Todos temos dias bons, outros nem tanto! Tem sido difícil ultrapassar os teus "não tanto"! E eu não tenho feito outra coisa...

domingo, maio 13, 2007

Cansada...

... dos dias vazios! Sem força nem vontade para fazer nada! Apenas dormir!
Depois, aquela conversa óptima que me limpou as lágrimas, e me sossegou. Sim, tens a certeza. Sim, eu penso demais. Sim, estamos juntos. Sim, vamos planear as férias. Sim, tens orgulho na minha decisão. Sim, estás comigo, não estou sozinha. Desligo, sento-me ao computador e fico novamente arrasada. De raiva. Não tens culpa, eu muito menos. Quando fui eu que fiz a escolha, quando à partida já sabia que ía ser desta maneira. Respiro fundo. A tentar cumprir com a calma que prometi. Com o coração pequenino, a doer tanto, tanto...
A Helena chega ao fim da tarde. Com uma alegria que não consigo acompanhar. Olho para trás, para a minha vida. O blog dela passou a ser meu. Tenho mais necessidade de falar actualmente, ou mais necessidade que me ouçam! Sempre a velha dualidade. Vai ser sempre assim? Deus fecha uma porta, e abre uma janela. Nunca o sossego desejado. Sempre alguma coisa a latejar. Valem-me os projectos, e os sonhos, e o facto de continuar a acreditar em coisa nenhuma...

sábado, maio 12, 2007

Nada será como dantes...

... depois de hoje! Numa das atitudes mais sensatas que terei tomado nos últimos tempos! Uma decisão a que fui obrigada. Era imprescindível um ponto final. Contra o que queria, na certeza exacta de que não estarei apenas a ajudar-me a mim própria, ou à Helena. Mas que indirectamente estarei também a ajudar a pessoa com quem vivi. Não exactamente da maneira mais pedagógica. Da única maneira que parecia viável. A última opção.
Não me arrependo, mas são inevitáveis as lágrimas. Não lhe quero mal, quero é sossego. Deus escreve direito por linhas tortas, e é nisso em que tento acreditar. Depois de pouco falar, naquela sala fria. Por saber que o passo que dei foi apenas o início. Por ter a certeza dos riscos que corro, por saber que tudo se pode inverter contra mim! Sem remorsos, a minha verdade, a que conheci. Certa de que cometi tantos ou mais erros, porque nunca aceitei as coisas calada. Reagi. Assustada, talvez. Por ter exposto a minha vida daquela maneira. Por saber que vou ter que entrar em detalhes de coisas que apenas e só queria esquecer. Estou a tentar renascer, e logo com os ecos do passado. Com medo. E vergonha. De me submeter ao que não queria, de ter que ficar transparente, de sujeitar os outros às minhas dores.
Só não reagi de impulso. Apesar de ter feito o que tinha pedido aos outros para não fazerem. Algum dia tinha que ser...
Adivinham-se, portanto, tempos difíceis. Embora pese o facto de uma mudança de atitude minha. sei que estou mais forte. Nem sequer choro por me sentir deprimida, apenas por pena. Dificilmente vou esquecer a tarde de hoje, o que implicou. Dificilmente vou esquecer o facto de agora ser oficial, e não haver caminho de regresso. Dificilmente me esqueço que cheguei a casa e tive a certeza que já tinha de que estão todos do meu lado. Como os olhares me disseram que finalmente tinha tomado a decisão certa. Dificilmente me esqueço que à distância de um telefonema me foi dito gratuitamente "estou orgulhoso por teres tomado uma atitude". Talvez eu também esteja, mas sei o que me dói...

quinta-feira, maio 10, 2007

Hoje...

Sem motivo aparente, o meu telemóvel começou a tocar, começaram as ameaças que nunca passaram disso mesmo, e que deixaram de me causar medo! Actualmente, são-me indiferentes, até as acho ridículas!
E porque alguém teve a simpatia de me chamar vaca (deve ser um elogio, porque eu adoro o dito bicho), acho que isto merece alguma publicidade!

quarta-feira, maio 09, 2007

Dias...

...em que me sinto assim! Em que não entendo o porquê se me sentir sozinha, ou deprimida! Em que tenho a certeza de que nada me adianta sofrer por antecipação. Dias em que chego a casa fora de horas, e invento uma desculpa para tirar a Helena da cama, só porque me apetece vê-la dormir! E sentir aquele cheiro de princesa, enquanto lhe segredo ao ouvido promessas de felicidade eterna.
Dias de trabalho intenso. Que se encaram com calma e naturalidade. E algum desespero que termina no tempo certo, mesmo quando se fecha a porta.
Dias em que o regresso a casa se faz com calma, com a música alto. E aquela conversa. Uma presença a milhares de quilómetros, que me enche o coração. Com os pés na terra, mandar para trás das costas os fantasmas e viver. E dizer aquilo que penso sem medo e sem vergonha. Não que amanhã seja tarde. Apenas para dormir com a certeza de que nada fica por dizer. Nem por sentir. E sinto tanto...
No meio de uma conversa banal. Os momentos de antologia. Muitos se seguirão. Assim a vida nos permita...

terça-feira, maio 08, 2007

Ever After

Ontem pela noite dentro, sono a mais. Nem me lembro de ouvir o telefone tocar, de como marquei o número de volta, a acordar aos poucos. A minha teima em afirmar que está a ser difícil demais. Se fosse uma cena de filme, n'A Casa dos Espíritos. O telefonema à Blanca, a calma. Sozinha, por entre a multidão. Uma direcção única. Um olhar fixo. Apenas um pensamento. "Vamos tentar!" Quando para mim as tentativas não fazem sentido, um falamos depois.
Sem a solução exacta. Mais uma vez, a certeza. Chega-me estar feliz hoje, agora! Será que amanhã chega? Sem perspectivas de como será "sempre", aquilo que quero que seja "ever after"! Pode ser?

segunda-feira, maio 07, 2007

The lake house

Foi sempre assim... a determinada altura esbarro com um filme daqueles! A simplicidade de uma história impossível. Apenas nas telas. Com uma mensagem que me faz pensar! Irreal... que o amor tem o seu tempo. Que aparece no tempo certo. Há que saber vivê-lo, apesar das contrariedades. Há que saber senti-lo nos compassos certos. E é forte, e eterno, incompreensível!
Se a vida fosse como os filmes era mais fácil. Eu ía saber entender tanta coisa! A minha vida, como aquele filme. Numa casa transparente, uma paisagem idílica. E o Keanu Reeves... era pedir muito?

Hoje...

... um espectáculo da Leopoldina e da Tartaruga bebé! Uma emoção, portanto...
(Adenda: tirando os cenários e os personagens, que são de facto fabulosos, digamos que as expectativas se confirmam)!

domingo, maio 06, 2007

Procura-se...

... mecenas do cinema, que queira apadrinhar uma alma caridosa, amante de filmes rosa choque, recentemente viciada em ver filmes em todo o lado, todos os dias, a todas as horas (não apenas e necessariamente nas horas vagas)! Os eventuais interessados devem possuir DVD portátil (que devem ceder por tempo indeterminado), e endereçar as candidaturas para o e-mail deste cantinho...

Dia da Mãe

Acordar com um presente daqueles, e um sorriso do tamanho do mundo! A certeza inquestionável de que este amor, o nosso amor, é verdadeiro, e terno, e eterno, e suave, e doce! E ultrapassa tudo...
Beijo, filha...

sábado, maio 05, 2007

Segue-se...

... o meu primeiro fim-de-semana sozinha na loja! Hoje com cerca de 11 horas de trabalho, amanhã com horário normal! Se amanhã às 19h30 não tiver estrangulado nenhum cliente, digamos que o balanço é positivo!!!

sexta-feira, maio 04, 2007

Fronteira

Andam a testar-me os limites, e eu ando na fronteira ténue da minha sanidade mental!
Nunca fui exactamente uma pessoa forte. Talvez tenha sempre disfarçado à minha maneira. Actualmente nem sequer me apetece utilizar o disfarce. Queria poder gritar, bater o pé, fazer birra, sem que isso me fosse apontado. Queria responder aos outros da mesma maneira que fazem comigo, e não ter que me limitar a ficar no meu canto, à espera que o tempo e o espaço resolvam tudo por mim. Queria não me sentir presa dentro do meu próprio espaço, dentro da minha própria vida. Não ter que medir as palavras que digo, com medo das reacções que possam eventualmente causar.
Sem falsa ingratidão, por saber quem tenho desde sempre à minha volta, por conhecer tão bem a minha família e os meus amigos, ou com quem posso sempre contar. Hoje queria apenas ter a certeza de que os últimos dias não foram apenas e só uma mentira doce...

Quarta-Feira...

... depois da consulta, fomos a correr para a escola, porque ía lá o fotógrafo! Ontem, aparentemente, a criançada andou a ver as provas das fotos.
Ela, convicta:
-Mãe, estivemos a ver as fotografias, e os meus amigos disseram-me que eu sou muito fotogénica!
(Gaba-te cesto...)!

quinta-feira, maio 03, 2007

No DVD

Foi preciso...

... a minha irmã chamar-me à atenção para a contagem dos meses, para eu perceber que a minha "barrita" estava errada, e que me induziu em erro!
Sim, sou uma mãe desnaturada. A criança ainda não fez 5 anos e meio... Só a 21 deste mês!

Consulta

Dos 5 anos, no Posto Médico. 18,300 kg, 1,08 m (percentil 50 e 25, respectivamente). Audição ok, visão nem por isso. Tensão arterial normal. Vigia de dentes e hábitos alimentares. O sopro do coração, os sonos, os pulmões, a coluna e os pés. Tudo visto pelas enfermeiras e pela médica simpática. Com umas vacinas à mistura (agora reforços só aos 10 anos), um "au" quase imperceptível da minha princesa heroína, que exibia orgulhosamente no fim uma medalha de bom comportamento e uma dor no braço que se prolonga até hoje!
Apta para a escola primária, portanto. Sem preocupações de maior. Vai ser pequena, diz a médica. Nunca foi muito grande, penso eu!

quarta-feira, maio 02, 2007

Ontem...

... a olhar para o vazio perguntaste-me se imaginava, há 4 anos atrás, que um dia íamos estar assim! Se imaginava, há 4 anos atrás, que um dia seria possível amar-te...
Eu, desarmada...

Pais separados

Apesar de tudo, sempre a mesma dificuldade associada ao tema. Algo de que não se fala, para o qual nunca estamos preparados, que nunca ninguém nos ensinou como ía ser, que não se lê nos livros. Apenas no nosso!
Por mais que queiramos proteger as crianças... e só Deus sabe como tentamos, acabam sempre por senti-lo! A ausência do Pai, a distância da família nuclear, a diferença para os amigos, nas festas da escola, ou apenas no dia-a-dia. E o velho estigma. Em todo o lado, onde quer que vamos, seja ou não para uma qualquer situação rotineira. Como hoje, na Pediatra, que ía falando dos temas com entusiasmo, referindo-se a mim, e ao meu marido. E aqueles olhinhos castanhos à procura dos meus. E a mão suadinha a apertar a minha!
Não que lhe falte amor. Tem umas tias babadas que lhe dão tudo. Uma avó que nunca se cansa de a apoiar. Tem, em casa do Pai, os manos e os avós. Tem amor em dobro. Duas casas, dois quartos, muito mais brinquedos, muito mais tudo. Mas tem o coraçãozinho dividido. E faz-lhe falta aquela presença constante. Ao ponto de procurar desde sempre mais a atenção dos homens. Aos mais chegados, chega a chamar de "Pai". Já o chamou ao Pedro, ao Nuno, recentemente ao meu namorado (isto soa estranho...)! Tento disfarçar a tristeza, ou agir com naturalidade. Lá lhe vou explicando que pai ela tem só um, o dela, que a ama muito, apesar da distância a que estão obrigados. Apesar das nossas diferenças, e divergências (que ultrapassaram há muito o aceitável), não posso negá-lo. É pai dela. Fui eu que o escolhi. Bem ou mal, a opção está feita e é para sempre. Não me cabe a mim dizer-lhe nesta idade a minha verdade, ou a verdade que sinto todos os dias...
Não é fácil estreitar laços depois de uma separação. Ou talvez tenha sido eu a não conseguir fazê-lo. Ficaram as mágoas, as dores, os ressentimentos. Qualquer motivo serve para nos magoarmos. Nada em comum, a não ser a princesa! E talvez mesmo por fraqueza minha, nem tão pouco consigo, por ela, ter uma relação simpática.
Se eu pudesse, se fosse uma escolha imediata minha, era o que ela tinha. Uma família, uma estrutura e um amor como eu, quando era da idade dela, tive o privilégio de viver...

A partir de hoje...

... mais uma etapa! Rumo ao desconhecido! Meia dúzia de promessas, outras tantas expectativas. É um dia triste, apesar de saber que um dia há sempre um regresso...
O meu esforço desmedido por ser mais tolerante, e mais compreensiva! Espero nada mais nada menos do que um esforço maior da tua parte para entenderes o que me dói esta distância. E que não vai ser nada fácil!

terça-feira, maio 01, 2007

Ontem...

... mais uma prova de fogo! E a certeza de que, a qualquer momento, a vida inverte o jogo. Nunca devemos fazer demasiados planos, eu devia eventualmente, ou sempre, moderar as expectativas. Assim, e mediante uma contrariedade, não me sentia não vazia...
De ontem, em poucas horas cá em casa, espaço para meia dúzia de conversas, e outras tantas brincadeiras com a Helena. Nesta altura, por mais prematuro que possa eventualmente parecer, para mim nem sequer faz muito sentido ser de outra maneira. As opções estão tomadas. Sem tentarmos, nunca saberíamos como poderia ter sido. A correr o risco de estar completamente errada, como em tudo! Certo é que depois desta semana, e depois das horas infinitas que passámos sem dormir, e a conversar, e a viver, parece tudo mais translúcido. Parecemos mais nós. Eu sinto-me mais eu...
Hoje talvez consigamos recuperar o tempo adiado...