quarta-feira, maio 23, 2007

A poucos dias...

... ainda que incertos do nosso tempo! Das nossas vidas. Das viagens! Sempre a fazer planos, a imaginar lugares. Quando ainda está quase tudo por fazer, ou por descobrir. Quando a vida se desdobra vagarosamente à nossa frente. Falamos meia dúzia de minutos, nunca chegamos a um consenso. As ideias atropelam-se. Tudo o que queríamos fazer juntos.
A conclusão óbvia. Seja onde for, desde que seja...

As primeiras 24 horas...

... foram fáceis de superar! Venham mais 24 e posso voltar ao meu melhor, com direito a estatuto de bicho mau!

Por mais...





















... que a vida, tantas vezes, me pareça triste! Há imagens que me fazem ter a certeza de que estou errada!

És linda, linda, minha filha...

Sexta feira...

... a necessária inscrição na nova escola. Já tem declaração médica, vacinas em dia. Com Bilhete de Identidade, cartão de saúde, declaração da Junta de Freguesia (o registo criminal ainda não é requisito essencial), lá vou voltar. À escola onde eu e as minhas irmãs andámos. Sem lá voltar há anos, as lembranças exactamente presentes, e precisas. O cheiro do chão de madeira, o ranger das escadas, a sala luminosa, o quadro de giz, a pequena arrecadação, e a voz da Elisa, agora reformada.
17 anos depois... como serão as recordações?

terça-feira, maio 22, 2007

17 ou 18

A sentir, desde cedo, que não sei nada. Contigo, as minhas principais descobertas, ou as vitórias iniciais! Nada que se compare com absolutamente nada, até hoje. Como que se aprendesse a amar contigo, ou como se nunca tivesse amado suficientemente! Sem negar o passado, que nem tenho a pretensão de esquecer. Passou e não volta. Ponto.
Sou a mesma pessoa de sempre, como me viste hoje, como talvez nunca tenhas estado tão perto. Continuo a achar que vale a pena viver tudo. Que assim vai ser a nossa aprendizagem comum. E que temos que ter forças em dobro, para superar os dias que se avizinham!
Nas tuas diferenças, nas minhas fragilidades, este sentimento. Sem lugar comum, é mesmo assim. Quero estar contigo nos dias felizes, e naqueles que me apetece gritar de raiva. Quero que estejas comigo nos sorrisos, e nas perdas. Quero sentir ciúmes, zangar-me contigo sem motivo, fazer-te mil perguntas, responder às tuas com evasivas. Quero viver, ou acreditar. Simplesmente.
Porque nunca vamos exactamente chegar a um acordo. Como em tudo! A vida é tão dúbia quanto os dias. Quando começa ao certo um dia? Antes ou depois do amanhecer? Longe dos protocolos, dos horários, ou dos calendários! Qual será exactamente o dia para recordar?

"Vem, faz-me sorrir, faz-me chorar
Faz-me perder, faz-me ganhar
Faz-me morrer, faz-me viver
Traz-me o amanhecer
Faz-me querer sem duvidar
Faz-me mentir, faz-me jurar
Faz-me o que queres, mas por favor
Faz-me acreditar no amor."

Nota Mental

Terça-Feira, 22 de Maio de 2007. Sensivelmente 21h45, minha hora! Sem falsas promessas, de relações tanto idílicas como irreais, ou surreais! Apenas a vida como ela é! Posso tentar... pelo menos até ao dia 24, à mesma hora, conforme disseste!
A partir daí solto as garras (risos)!
E eu, contigo, a aprender a ser mais feliz!

segunda-feira, maio 21, 2007

Sem explicação...

... e apesar de desde muito cedo me lembrar de uma linguagem quase perfeita, há palavras que perduram no teu vocabulário, há cinco anos e meio (em actualização à medida que me vou lembrando)!

- arrumário
- dinoceronte
- tremontro

5 anos e meio...


... de gente pequena e feliz! 5 anos e meio de brilho, a iluminar as nossas vidas. Num sorriso inesquecível, olhares indecifráveis! A irradiar aquela simpatia de menina mimada. A crescer, a querer voar, fora das minhas asas!

E eu mais pequena, perante o amor maior! Deito-te, num dia cansativo, e celebro-te por dentro! Numa alegria que não se explica. Numa doçura do tamanho do teu abraço.

Parabéns, minha filha...

domingo, maio 20, 2007

Any further questions???

Meu pensamento voa de encontro ao teu...

A partir de hoje...

Sem promessas que nunca consigo cumprir! O compromisso de ser mais eu, para procurar mais de ti! Estou assustada... mas tenho tanto a certeza!

sexta-feira, maio 18, 2007

Fim-de-semana...

... a tentar ser uma verdadeira mãe! Amanhã tenho programada uma incursão pelas novas salas de cinema, assim como uma visita à Feira de Maio.
Domingo, uma festa da escola!
A tentar não pensar no que não devo, e a querer que a minha princesa se sinta feliz...

Passou...

...o dia 17, depois o 18, sem grandes alaridos! Talvez seja apenas eu, no meio da vida frenética, a lembrar-me do seu significado! Dou por mim concentrada, como nunca, no trabalho, mas com a minha capacidade intrínseca de fazer duas coisas ao mesmo tempo! Aqui, com a cabeça a milhares de quilómetros! Com conversas que se prolongam para além do razoável, as minhas eternas questões! Gostava de pensar menos sobre as coisas. Evitava-me mais de metade do sofrimento! Gostava de não ter que fazer sempre as mesmas perguntas, e saber ler nas entrelinhas! Gostava de não me sentir como uma miúda, assim!
Estar apaixonada é isto? A viver as inseguranças antigas, haja um dia alguém que me faça acreditar que é possível ser amada de uma maneira desinteressada, apenas por ser eu! Precisava dessa segurança! Precisava de não ouvir frases do género "eu não te avisei que ía ser assim?", ou "quando arriscaste desta maneira esperavas o quê?". Só tenho meia dúzia de respostas, que talvez pareçam clichés! Envolvi-me, porque sim! Tenho os meus sonhos, que talvez sejam surreais! Mas são meus...
Tenho a prova mais que provada que passo a vida a fazer asneiras! Com a salvaguarda de que tive sempre uma rede por baixo, quando tinha que cair! Queria ter a mesma rede! Ou conseguir um dia acreditar que o que sinto é recíproco, sem esta angústia diária!
Como costumo dizer, hoje estou aqui, mas queria tanto, mas tanto, estar alí...

quinta-feira, maio 17, 2007

Descobri...

...a justificação óbvia para tudo o que me tem acontecido nos últimos tempos! É que apago aqueles mails das correntes, na maior parte das vezes sem sequer os ler! Por isso, e como ainda não morri, já me devo considerar uma pessoa de sorte, não?

quarta-feira, maio 16, 2007

Defendi-me...

... da maneira que pude! Com a certeza de que, daquele dia em diante, a minha vida estará mais facilitada, ou mais protegida. Pelo menos assim espero.
Por isso, e por enquanto, não fará exactamente muito sentido continuar a ter o meu cantinho privatizado! Tenho saudades da liberdade! Ficamos portanto na incubadora, à espera que haja sensatez para tolerarem a minha vida, os meus pensamentos, as minhas opções! A qualquer momento, e se necessário, inverte-se o processo...
Obrigada pelo apoio que tenho sentido! Espero que continuem por aqui...

Tenho...

... a princesa estranhamente doente!

E não gosto...

terça-feira, maio 15, 2007

Às vezes...

... o amor não justifica tudo, e fico furiosa! Não estarei exactamente numa altura muito própria para arriscar a magoar-me mais! Não terei exactamente idade para pseudo discussões que parece que se procuram do nada, que pura e simplesmente não existem, extrapoladas ou não pela frieza de uma conversa telefónica.
Um dia quando tiveres a sensatez de voltar a ler-me, talvez entendas que não devia haver temas proibidos. Que o meu único objectivo é reerguer-me, mas sobretudo não voltar a cair nos mesmos erros, e ser feliz. Ou viver mais calma, sem este sobe e desce de emoções, sem nunca saber muito bem com o que contar...
Todos temos dias bons, outros nem tanto! Tem sido difícil ultrapassar os teus "não tanto"! E eu não tenho feito outra coisa...

domingo, maio 13, 2007

Cansada...

... dos dias vazios! Sem força nem vontade para fazer nada! Apenas dormir!
Depois, aquela conversa óptima que me limpou as lágrimas, e me sossegou. Sim, tens a certeza. Sim, eu penso demais. Sim, estamos juntos. Sim, vamos planear as férias. Sim, tens orgulho na minha decisão. Sim, estás comigo, não estou sozinha. Desligo, sento-me ao computador e fico novamente arrasada. De raiva. Não tens culpa, eu muito menos. Quando fui eu que fiz a escolha, quando à partida já sabia que ía ser desta maneira. Respiro fundo. A tentar cumprir com a calma que prometi. Com o coração pequenino, a doer tanto, tanto...
A Helena chega ao fim da tarde. Com uma alegria que não consigo acompanhar. Olho para trás, para a minha vida. O blog dela passou a ser meu. Tenho mais necessidade de falar actualmente, ou mais necessidade que me ouçam! Sempre a velha dualidade. Vai ser sempre assim? Deus fecha uma porta, e abre uma janela. Nunca o sossego desejado. Sempre alguma coisa a latejar. Valem-me os projectos, e os sonhos, e o facto de continuar a acreditar em coisa nenhuma...

sábado, maio 12, 2007

Nada será como dantes...

... depois de hoje! Numa das atitudes mais sensatas que terei tomado nos últimos tempos! Uma decisão a que fui obrigada. Era imprescindível um ponto final. Contra o que queria, na certeza exacta de que não estarei apenas a ajudar-me a mim própria, ou à Helena. Mas que indirectamente estarei também a ajudar a pessoa com quem vivi. Não exactamente da maneira mais pedagógica. Da única maneira que parecia viável. A última opção.
Não me arrependo, mas são inevitáveis as lágrimas. Não lhe quero mal, quero é sossego. Deus escreve direito por linhas tortas, e é nisso em que tento acreditar. Depois de pouco falar, naquela sala fria. Por saber que o passo que dei foi apenas o início. Por ter a certeza dos riscos que corro, por saber que tudo se pode inverter contra mim! Sem remorsos, a minha verdade, a que conheci. Certa de que cometi tantos ou mais erros, porque nunca aceitei as coisas calada. Reagi. Assustada, talvez. Por ter exposto a minha vida daquela maneira. Por saber que vou ter que entrar em detalhes de coisas que apenas e só queria esquecer. Estou a tentar renascer, e logo com os ecos do passado. Com medo. E vergonha. De me submeter ao que não queria, de ter que ficar transparente, de sujeitar os outros às minhas dores.
Só não reagi de impulso. Apesar de ter feito o que tinha pedido aos outros para não fazerem. Algum dia tinha que ser...
Adivinham-se, portanto, tempos difíceis. Embora pese o facto de uma mudança de atitude minha. sei que estou mais forte. Nem sequer choro por me sentir deprimida, apenas por pena. Dificilmente vou esquecer a tarde de hoje, o que implicou. Dificilmente vou esquecer o facto de agora ser oficial, e não haver caminho de regresso. Dificilmente me esqueço que cheguei a casa e tive a certeza que já tinha de que estão todos do meu lado. Como os olhares me disseram que finalmente tinha tomado a decisão certa. Dificilmente me esqueço que à distância de um telefonema me foi dito gratuitamente "estou orgulhoso por teres tomado uma atitude". Talvez eu também esteja, mas sei o que me dói...

quinta-feira, maio 10, 2007

Hoje...

Sem motivo aparente, o meu telemóvel começou a tocar, começaram as ameaças que nunca passaram disso mesmo, e que deixaram de me causar medo! Actualmente, são-me indiferentes, até as acho ridículas!
E porque alguém teve a simpatia de me chamar vaca (deve ser um elogio, porque eu adoro o dito bicho), acho que isto merece alguma publicidade!

quarta-feira, maio 09, 2007

Dias...

...em que me sinto assim! Em que não entendo o porquê se me sentir sozinha, ou deprimida! Em que tenho a certeza de que nada me adianta sofrer por antecipação. Dias em que chego a casa fora de horas, e invento uma desculpa para tirar a Helena da cama, só porque me apetece vê-la dormir! E sentir aquele cheiro de princesa, enquanto lhe segredo ao ouvido promessas de felicidade eterna.
Dias de trabalho intenso. Que se encaram com calma e naturalidade. E algum desespero que termina no tempo certo, mesmo quando se fecha a porta.
Dias em que o regresso a casa se faz com calma, com a música alto. E aquela conversa. Uma presença a milhares de quilómetros, que me enche o coração. Com os pés na terra, mandar para trás das costas os fantasmas e viver. E dizer aquilo que penso sem medo e sem vergonha. Não que amanhã seja tarde. Apenas para dormir com a certeza de que nada fica por dizer. Nem por sentir. E sinto tanto...
No meio de uma conversa banal. Os momentos de antologia. Muitos se seguirão. Assim a vida nos permita...

terça-feira, maio 08, 2007

Ever After

Ontem pela noite dentro, sono a mais. Nem me lembro de ouvir o telefone tocar, de como marquei o número de volta, a acordar aos poucos. A minha teima em afirmar que está a ser difícil demais. Se fosse uma cena de filme, n'A Casa dos Espíritos. O telefonema à Blanca, a calma. Sozinha, por entre a multidão. Uma direcção única. Um olhar fixo. Apenas um pensamento. "Vamos tentar!" Quando para mim as tentativas não fazem sentido, um falamos depois.
Sem a solução exacta. Mais uma vez, a certeza. Chega-me estar feliz hoje, agora! Será que amanhã chega? Sem perspectivas de como será "sempre", aquilo que quero que seja "ever after"! Pode ser?