Sem ter outra maneira de te contactar, confesso que fiquei reticente. Sem saber que parte da história temos em comum, sequer que outro blog lês, e se está ou não relacionado comigo! Suponho que sim! Qualquer coisa, em verangelico@yahoo.com .
segunda-feira, maio 28, 2007
Por vezes...
...penso nos nossos dias e lembro-me de meia dúzia de momentos chave. Lembro-me desta imagem. Lembro-me da música repetitiva e do calor. Lembro-me porque estava meia zangada contigo. De estar sentada no carro, enquanto estavas na rua. Lembro-me de cada palavra da mensagem que me mandaste! Uma das mil que ainda guardo...Às vezes apetece-me pedir-te que me entendas, e que me desculpes. Porque nem sempre ouvimos a mesma música repetitiva. Nem sempre nos conseguimos entender como nestes dias. Apetece-me pedir-te que fiques a olhar para mim, a meia dúzia de metros. Porque mesmo a essa distância eu consigo saber onde estás! Às vezes apetecia-me só entender quem és. Ou o que procuras. E se aquilo que falamos meio a sério, meio a brincar, é tão sério como eu imagino!
Porque infelizmente a vida não é feita de fins-de-semana só nossos! Nunca vai ser assim. Nunca nada mais será como em Tavira. Nunca me vais obrigar a andar naquele barco estranho, ou abraçada a ti, ou do teu lado direito. Não consigo! E talvez eu nunca te consiga obrigar a cortar um pouco das asas que te fazem voar neste momento, para tão longe!
Nunca sei em que acreditar! A nossa relação tem sido feita de momentos alternados. Temos sido sempre capazes do melhor e do pior. Dou por mim a ficar silenciosamente furiosa, ou declaradamente feliz! Sem meio termo. E com saudades. Do que fomos, do que somos. De tudo aquilo que ainda podemos vir a ser...
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Coisas minhas
Há dias...
...em que não sei ser tua mãe, nem como reagir! Talvez seja demasiado impaciente, ou inexperiente. Como se 5 anos e meio não fossem nada! Porque já és crescida, mas fazes coisas estranhas. De criança, talvez.
Hoje vinhas cansada. A minha eterna guerra do fim-de-semana de tentar obrigar-vos a cumprirem criteriosamente os horários. A minha luta em vão. Vinhas com olheiras, esgotada! Chegas a casa e nem dou pela tua presença, ou ausência. 10 minutos depois lembro-me que me esqueci de ti. Procuro-te pela casa. Não encontro o teu barulho característico. Chego ao quarto e lá estás, encolhida na cama, a pedir-me para te deixar dormir! E eu digo que deixo. Sem jantar, sem nada. Não fosse a tia desencaminhar-te para um festejo de um caneco que ainda por cima é de barro, e dormias o sono dos justos, talvez até amanhã.
E lá andas a aproveitar o que tem de bom ter duas famílias separadas! A aproveitar o facto de passares tão pouco tempo com o pai, para fazeres o que queres. Num sítio onde a vida te é mais facilitada, onde há amigos para brincar na casa ao lado, um café na esquina, e dois manos duas portas acima! Aqui aproveitas as minhas saudades! Na dificuldade que disfarço em deixar-te ir, dois dias inteiros! No que entendo que não consigo acompanhar o teu ritmo, e as tuas necessidades.
Fazes-me uma birra e eu estranho! Já não é costume. Sou mais explosiva, a reagir como provavelmente não devia. Sem conhecer exactamente os limites do rigor! Lutas contra o sono, que já te venceu há horas. E choras de uma maneira incontrolável. Acabo por ceder, e adormeces agarrada à minha mão. Como se também sentisses a minha falta no sono...
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Coisas nossas
domingo, maio 27, 2007
Hoje...
... contigo ao telefone. Calma, a ferver por dentro! Como tenho aprendido, furiosa, mas a medir as palavras! Para não dizer nada de que me arrependa mais tarde! Ou para evitar uma discussão desnecessária. Lá vou dizendo, de outra maneira, aquilo que penso (aqui posso dizer que me apetecia apertar-te o pescoço, tendo em conta que já não me lês)!
Estranhamente, continuo a sentir-me vazia!
sábado, maio 26, 2007
Tarde...
... talvez demais! Tinha tantas coisas para te dizer. Hoje é Sábado. Saio contra vontade, quando não faz exactamente muito sentido! O telemóvel ao lado, à espera que toque. Às vezes não me reconheço. Nos meus ideais de mulher independente, as fragilidades! Fora do que sinto, apetece-me ser espontânea, chatear-me a sério contigo! Fazer birra, contra o que prometi. Temos quebrado tantas promessas...
Prendo-me a medo à esperança de que tudo na vida tem uma solução. Já a adivinhar que a nossa há-se ser breve! Ninguém vive assim durante muito tempo. Porque é Sábado, e como noutros dias devias estar ao meu lado.
Porque da minha parte, eu estou aqui...
Sozinha...
... e de folga! Pela primeira vez em muitos dias (já não me lembro exactamente da ultima), acordei espontaneamente às 10 da manhã!
Com este tempo nem sequer apetece saír de casa. Sei que a Helena está a divirtir-se com o pai e com os manos, eu estou sem a possibilidade real de estar com quem quero. No meio da última conversa, lá vamos falando de perspectivas e de realidades hipotéticas. Afinal, ao fim de algum tempo, há-de haver uma qualquer solução!
Talvez aproveite para ler mais, para ir ao cinema, ou só para dormir! Amanhã recomeça mais uma semana de trabalho...
sexta-feira, maio 25, 2007
Hoje...
... apetecia-me, porque sim, ficar a dormir a manhã toda! Mas não podia. E por isso, fui à Farmácia, à Junta de Freguesia, à Escola Primária, à Pré-Escola, trabalhei duas horas, fui às Finanças e à Segurança Social!
Num destes dias, acabam as folgas e eu começo a semana mais cansada do que terminei!
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Coisas minhas
quinta-feira, maio 24, 2007
De sempre...
Uma melodia que me entra nos ouvidos, e não me sai da cabeça. Com a respectiva quantidade de tristeza, ou nostalgia. Que me relembra as nossas limitações, perante a vida, perante as pessoas, perante as relações!
Com uma analogia... estaremos a passar exactamente agora pela chuva de Novembro... talvez os dias de Inverno se prolonguem ainda por muito mais tempo. Mais do que aquele que desejava! Cabe-nos exclusivamente a responsabilidade de manter a chama da vela acesa, pelo menos enquanto durar a chuva. Porque há sempre um dia em que chega a Primavera!
Ao jantar...
... no fim de um prato de sopa, uma quantidade exagerada para o costume de massa com carne, e uma peça de fruta.
- Mãe, vou crescer tanto, que vou chegar ao céu. Esta casa não vai chegar para mim, vou fazer uma maior!
(Não consegui perceber se vai ser trolha ou engenheira. Se optar pela segunda hipótese, tenho que comprar rapidamente um aparelho de fax! Será que alguém me pode despedir por ter dito isto???)
I'm a good girl!
48 horas depois, nem uma birra, um lamento, ou uma discussão! Eu disse que ía ser fácil, tu dizes-me meio-a-sério-meio-a-brincar que me portei bem! Já chega, ok? Convém que não te habitues mal...
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Estranho mas verdade
quarta-feira, maio 23, 2007
A poucos dias...
... ainda que incertos do nosso tempo! Das nossas vidas. Das viagens! Sempre a fazer planos, a imaginar lugares. Quando ainda está quase tudo por fazer, ou por descobrir. Quando a vida se desdobra vagarosamente à nossa frente. Falamos meia dúzia de minutos, nunca chegamos a um consenso. As ideias atropelam-se. Tudo o que queríamos fazer juntos.
A conclusão óbvia. Seja onde for, desde que seja...
As primeiras 24 horas...
... foram fáceis de superar! Venham mais 24 e posso voltar ao meu melhor, com direito a estatuto de bicho mau!
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Estranho mas verdade
Sexta feira...
... a necessária inscrição na nova escola. Já tem declaração médica, vacinas em dia. Com Bilhete de Identidade, cartão de saúde, declaração da Junta de Freguesia (o registo criminal ainda não é requisito essencial), lá vou voltar. À escola onde eu e as minhas irmãs andámos. Sem lá voltar há anos, as lembranças exactamente presentes, e precisas. O cheiro do chão de madeira, o ranger das escadas, a sala luminosa, o quadro de giz, a pequena arrecadação, e a voz da Elisa, agora reformada.
17 anos depois... como serão as recordações?
terça-feira, maio 22, 2007
17 ou 18
A sentir, desde cedo, que não sei nada. Contigo, as minhas principais descobertas, ou as vitórias iniciais! Nada que se compare com absolutamente nada, até hoje. Como que se aprendesse a amar contigo, ou como se nunca tivesse amado suficientemente! Sem negar o passado, que nem tenho a pretensão de esquecer. Passou e não volta. Ponto.
Sou a mesma pessoa de sempre, como me viste hoje, como talvez nunca tenhas estado tão perto. Continuo a achar que vale a pena viver tudo. Que assim vai ser a nossa aprendizagem comum. E que temos que ter forças em dobro, para superar os dias que se avizinham!
Nas tuas diferenças, nas minhas fragilidades, este sentimento. Sem lugar comum, é mesmo assim. Quero estar contigo nos dias felizes, e naqueles que me apetece gritar de raiva. Quero que estejas comigo nos sorrisos, e nas perdas. Quero sentir ciúmes, zangar-me contigo sem motivo, fazer-te mil perguntas, responder às tuas com evasivas. Quero viver, ou acreditar. Simplesmente.
Porque nunca vamos exactamente chegar a um acordo. Como em tudo! A vida é tão dúbia quanto os dias. Quando começa ao certo um dia? Antes ou depois do amanhecer? Longe dos protocolos, dos horários, ou dos calendários! Qual será exactamente o dia para recordar?
"Vem, faz-me sorrir, faz-me chorar
Faz-me perder, faz-me ganhar
Faz-me morrer, faz-me viver
Traz-me o amanhecer
Faz-me querer sem duvidar
Faz-me mentir, faz-me jurar
Faz-me o que queres, mas por favor
Faz-me acreditar no amor."
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Coisas minhas
Nota Mental
Terça-Feira, 22 de Maio de 2007. Sensivelmente 21h45, minha hora! Sem falsas promessas, de relações tanto idílicas como irreais, ou surreais! Apenas a vida como ela é! Posso tentar... pelo menos até ao dia 24, à mesma hora, conforme disseste!
A partir daí solto as garras (risos)!
E eu, contigo, a aprender a ser mais feliz!
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Coisas minhas
segunda-feira, maio 21, 2007
Sem explicação...
... e apesar de desde muito cedo me lembrar de uma linguagem quase perfeita, há palavras que perduram no teu vocabulário, há cinco anos e meio (em actualização à medida que me vou lembrando)!
- arrumário
- dinoceronte
- tremontro
5 anos e meio...
... de gente pequena e feliz! 5 anos e meio de brilho, a iluminar as nossas vidas. Num sorriso inesquecível, olhares indecifráveis! A irradiar aquela simpatia de menina mimada. A crescer, a querer voar, fora das minhas asas!
E eu mais pequena, perante o amor maior! Deito-te, num dia cansativo, e celebro-te por dentro! Numa alegria que não se explica. Numa doçura do tamanho do teu abraço.
Parabéns, minha filha...
domingo, maio 20, 2007
A partir de hoje...
Sem promessas que nunca consigo cumprir! O compromisso de ser mais eu, para procurar mais de ti! Estou assustada... mas tenho tanto a certeza!
sábado, maio 19, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
Fim-de-semana...
... a tentar ser uma verdadeira mãe! Amanhã tenho programada uma incursão pelas novas salas de cinema, assim como uma visita à Feira de Maio.
Domingo, uma festa da escola!
A tentar não pensar no que não devo, e a querer que a minha princesa se sinta feliz...
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Maravilhas da Maternidade
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