segunda-feira, junho 04, 2007

Tenho...

...os olhos a fechar, a esta hora! Por entre uma Auditoria que não correu exactamente como eu queria, um resultado que rondará os 85/90%, longe dos meus mínimos aceitáveis. Já sabia que me ía sentir assim! A minha frustração. Até ganhar coragem e ligar para o meu formador, que me deu os Parabéns pelo resultado. E que me disse que tinha a certeza que as principais dificuldades estavam ultrapassadas. Que era um caminho longo. Que 6 meses era pouco para atingir os níveis que se pretendem. Muito mais positivo que eu, que assim que o Auditor virou costas fiquei no meu pranto! Ando a trabalhar há meses. Esta semana (que já nem me lembro quando começou), já lá vão 9 dias seguidos! Estou exausta...
Por entre um telefonema madrugador, o meu beijo de boa sorte (que não valeu de muito, é certo), outros tantos telefonemas de apoio, com os meus desabafos. Já passou. Para o próximo mês há mais. Tão cedo não me esqueço da palavra "OK"! Agora já me dá vontade de rir...

OK

Tão depressa não me esqueço desta!

domingo, junho 03, 2007

À cabeceira


(Apesar de, aparentemente, ser a única pessoa que ainda não leu)!

Pouco mais...

...de 12 horas para a Auditoria! Aos poucos lá vou desenhando as estratégias, na minha cabeça. Andei uma semana inteira absolutamente descansada, agora nem por isso! O coração começa a bater mais depressa, e estou reticente. Porque pior do que cometer erros vai ser não os ter detectado, e no meu ponto de vista está tudo perfeito. O esforço tem sido nesse sentido. Tenho noção que a este Auditor nada escapa. Nem o mais pequeno detalhe. Que tem anos e anos de formação, que eu quero combater com uns míseros 7 meses de trabalho. Não há milagres, o que é certo é que está tudo de olhos postos em nós.
Já revi os procedimentos vezes sem conta, passei meticulosamente todas as pastas de arquivo mais do que uma vez! Verifiquei os empréstimos, corrigi os processos do fim-de-semana. Hoje não me apetecia vir embora, com tanto que ainda acho que tenho para fazer. Adivinha-se uma noite pouco calma, apesar do cansaço acumulado.
Amanhã há mais...

sábado, junho 02, 2007

12 horas depois...

...estou em casa! Dói-me cada cantinho do corpo! Dói-me ainda mais a alma!
Sem mais nada...

sexta-feira, junho 01, 2007

Normalmente...

...acordo com o mesmo estado de espírito com que me deitei! Hoje também foi assim. Sempre na minha montanha russa de emoções, e de estados de espíritos! Ontem dormi poucas horas, e acordei cansada. Já começa a notar-se no poder de concentração a ausência de uma pausa. Hoje podia ter trabalhado 24 horas seguidas, que não ía conseguir fazer tudo correctamente.

Ontem fiquei perturbada. Calma, mas perturbada! Há conversas que me deixam assim! No meu pessimismo intrínseco, a fantasiar cenários. Num mail que escrevi sem pensar muito, tão verdadeiro, tão meu! E o coração pequenino. Com a certeza de que continuo a não saber nada de nós. Continuo sem saber que chão ando a pisar. Hoje acordei da mesma maneira. Sempre calma. Nunca soube avaliar se o que vivemos depende exclusivamente de escolhas, se assim fosse era tudo mais simples. No meio do passar das horas, a minha total ineficácia perante a vida. Deixo-te as opções nas mãos, peço-te apenas cuidado comigo. Como se precisasse mesmo de alguma protecção. A meio da tarde, aquele toque inconfundível. Na tua simplicidade e calma, perguntas-me o que foi aquilo ontem! Como se te conseguisse responder. As palavras atropelam-se, mesmo sem saber ao certo o que te dizer. Só com alívio. Por continuares aqui, ou só por soltares, no meio de uma conversa banal um "quero-te a ti"! Eu quero-nos a nós!

Depois de hoje, como será?

Dia da criança

No teu dia, mais uma festa na escola. Preparei-te as coisas à pressa, combinei os detalhes com o pai, comprei-te um presente. Apareceste de surpresa na loja, e deixaste-me tão feliz! Tão feliz, como se não te visse há meses. Vinhas rouca, peganhenta, mas com aquele ar alegre de sempre. Com os olhinhos cansados, e o sorriso estampado! Com uma t-shirt pintada por ti, e um monte de novas aventuras passadas no meio dos amigos.


Gosto tanto deste dia! Gosto tanto de te ver assim...

Passaram...

... cinco dias desde a minha última folga. Faltam-me mais seis para poder descansar novamente! Não tem sido fácil a pressão. Sei perfeitamente o que se espera de mim na Segunda-Feira. Sei que neste momento não há margem de erro. Mas ando de consciência tranquila, de cabeça erguida. Na perfeição que tenho procurado, quando sei que apenas um detalhe pode deitar tudo a perder. Quando me diziam que iria demorar até conseguir atingir padrões de qualidade aceitáveis, achava que era exagero. Hoje, e ao fim de sete meses, acredito...
O big boss vindo algures hoje do Porto perguntava-me se iria dormir descansada no Domingo. Soltei um "Claro que sim", responde-me "E na Segunda?". Segunda-Feira já terá passado mais uma Auditoria, desta vez sem surpresas. E só depende de mim...

quinta-feira, maio 31, 2007

O que eu...

... não estava preparada para ouvir:

- Mãe, amanhã é dia da criança. Podemos saír à noite?

(Como????)

quarta-feira, maio 30, 2007

Aqui e Agora

"Sabes, às vezes sinto que gostavas de apagar para sempre todos os traços do meu passado como se não tivessem existido (...) Sei que o meu passado te pesa cada vez que o presente o resgata em telefonemas rápidos e cordiais que vou recebendo de vez em quando de outras mulheres que já passaram pela minha vida e com quem criei esse laço raro (...) Cada vez que conjugo verbos no pretérito perfeito tu ouves no imperfeito ou no condicional, como se as quisesses trazer de volta e sentá-las à nossa mesa a jantar connosco (...) Mas vocês não percebem isto nos homens; chamam-nos predores, animais, insensíveis, como se não tivéssemos nem honra nem princípios nem coração e é mesmo difícil explicar-te que cada vez que mandamos um ramo de flores ou soltamos palavras de amor não estamos a jogar nenhum jogo preverso, mas apenas à procura de alguma coisa que não descobrimos a maior parte das vezes. Nenhum homem quer magoar uma mulher (...) O que damos é o que temos de melhor, sem pensar porquê nem como, nem até quando. Mas vocês não, têm sempre que questionar tudo, inventar segredos e intenções em cada movimento que fazemos, exagerar as nossas fraquezas e brincar às mães redentoras. É difícil dizer-te que se me fazes ter vontade de ser todos os dias uma pessoa melhor, é porque assim o quero e não porque decidiste salvar-me (...) O que conta é o que vivo contigo, aqui e agora, que a pureza de sentir é não ter de pensar e que amanhã ficarei triste se partires e feliz se ainda me quiseres guardar, por isso esquece o passado e não temas o futuro, porque tudo e nada está nas nossas mãos e é por isso que para nós o amor é uma coisa fácil, simples e transparente. Ou se ama ou não se ama e se eu sinto que te amo sem ter de pensar se é verdade ou não é porque deve ser mesmo, não achas?"
Artista de Circo, Margarida Rebelo Pinto

Ajuda Urgente

Preciso de falar com alguém de Braga, ou que conheça bem aquela zona! É que tenho um cunhado que vai gozar comigo até eu conseguir provar uma coisa que lhe contei hoje...
Procuram-se mentes iluminadas e caridosas, que me afastem da tortura, que aposto que vai ser diária...

Notas mentais

A Helena cresce saudável e feliz, indiferente à guerra que vou travar durante muito tempo. Não considero que o caminho que tomei seja o correcto, mas era o único. Quem conhece a minha realidade, quem conviveu comigo de perto nos últimos tempos, entende-me perfeitamente.

Não sou é um lobo vestido com pele de cordeiro, como lhe conto nas histórias. Tenho as minhas imperfeições, as minhas falhas, as minhas ausências, os meus problemas. Assumo e assumi naquela sala gelada os erros que cometi. Como me defendi, o que fiz! Posso ter vergonha, mas não me arrependo!
A velha história repete-se, as moedas têm dois lados! Mas nunca ninguém vai poder negar o que eu vivi, e continuo a viver todos os dias...

Toneladas de Riso

Isto continua a merecer a minha melhor publicidade!

30 de Maio

A pensar no que havia de te dizer hoje. Sem saber se onde estás há computadores, e me podes ler. A acreditar no que a Helena me diz vezes sem conta. No céu, olhas por nós, e sorris!

Há um ano, estava longe de acreditar que ía ser assim! Para mim era mais um dia da tua recuperação. Rapidamente ías estar em casa, cedo íamos comemorar o teu dia. Reli há uns dias o passar dos meses, a gestão das expectativas. Para que saibas que permaneces vivo nos meus dias. Longe das diferenças, faz-me rir recordar-me do quanto eramos saudavelmente amigos. Com a tua característica dose de altivez e de calma. Com o teu gosto intenso pelas coisas boas da vida. Tenho saudades dos fins-de-semana passados cá em casa, ou das férias. Do quanto fazíamos questão de te arreliar. Com a comida e com o Benfica. Com as frases que te apanhámos, e que utilizávamos vezes sem conta para mais um despique.
Às vezes oiço o eco da tua voz, a dizer-me quantas pontes tem o Porto. E que não vives no Norte. E que a República Dominicana é para aproveitar. E que o Petit é um jogador disciplinado...
Permanece a dor da tua ausência, à mistura com o privilégio infindável de nos termos cruzado contigo! Onde quer que estejas, recebe um beijo nosso, de Parabéns, neste dia 30!

terça-feira, maio 29, 2007

A Carta

6 de Junho, às 14h30.
Sem caminho de volta. Sem arrependimentos, ou sentimentos de culpa. A necessidade de procurar a paz e a verdade. A precisar tanto, mas tanto, de uma mão amiga, de um ombro, ou de alguma coisa que me seque as lágrimas.
A partir daqui, nada será como dantes...

Quando...

... estou irritada, nada a fazer! Ponto. Irritou-me a tua voz dengosa ao telefone, irritei-me no trabalho, porque anda uma parva de uma miúda que não sabe estar em parte nenhuma a armar-se em engraçada. Irritou-me a cria quando cheguei a casa, que não sei o que lhe deu desde que veio de casa do pai! Vem respondona, desobediente e a roçar o mal educada. E se há coisas que eu detesto, uma delas é ter que dizer a mesma coisa mais do que uma vez...

segunda-feira, maio 28, 2007

Borboletas na barriga

Ao fim de uns meses, a mesma sensação. Hoje de manhã! Fiquei arrepiada o dia inteiro. Valeu por dias e dias de desencontros, e faltas, e desentendimentos. Valeu por vidas. Valeu por me fazeres corar, ou desconversar! Valeu por te sentir realmente tu, no teu melhor.

As palavras a ecoar na minha cabeça. Eu a sorrir. E as borboletas que não páram sossegadas...

Se alguma vez...



... eu tiver a tentação de ter mais alguma cria, hei-de concerteza lembrar-me das horas idílicas passadas entre primas. A terrível Helena, e a indomável Mariana!

SJ

Sem ter outra maneira de te contactar, confesso que fiquei reticente. Sem saber que parte da história temos em comum, sequer que outro blog lês, e se está ou não relacionado comigo! Suponho que sim! Qualquer coisa, em verangelico@yahoo.com .

Por vezes...

...penso nos nossos dias e lembro-me de meia dúzia de momentos chave. Lembro-me desta imagem. Lembro-me da música repetitiva e do calor. Lembro-me porque estava meia zangada contigo. De estar sentada no carro, enquanto estavas na rua. Lembro-me de cada palavra da mensagem que me mandaste! Uma das mil que ainda guardo...
Às vezes apetece-me pedir-te que me entendas, e que me desculpes. Porque nem sempre ouvimos a mesma música repetitiva. Nem sempre nos conseguimos entender como nestes dias. Apetece-me pedir-te que fiques a olhar para mim, a meia dúzia de metros. Porque mesmo a essa distância eu consigo saber onde estás! Às vezes apetecia-me só entender quem és. Ou o que procuras. E se aquilo que falamos meio a sério, meio a brincar, é tão sério como eu imagino!
Porque infelizmente a vida não é feita de fins-de-semana só nossos! Nunca vai ser assim. Nunca nada mais será como em Tavira. Nunca me vais obrigar a andar naquele barco estranho, ou abraçada a ti, ou do teu lado direito. Não consigo! E talvez eu nunca te consiga obrigar a cortar um pouco das asas que te fazem voar neste momento, para tão longe!
Nunca sei em que acreditar! A nossa relação tem sido feita de momentos alternados. Temos sido sempre capazes do melhor e do pior. Dou por mim a ficar silenciosamente furiosa, ou declaradamente feliz! Sem meio termo. E com saudades. Do que fomos, do que somos. De tudo aquilo que ainda podemos vir a ser...

Há dias...

...em que não sei ser tua mãe, nem como reagir! Talvez seja demasiado impaciente, ou inexperiente. Como se 5 anos e meio não fossem nada! Porque já és crescida, mas fazes coisas estranhas. De criança, talvez.
Hoje vinhas cansada. A minha eterna guerra do fim-de-semana de tentar obrigar-vos a cumprirem criteriosamente os horários. A minha luta em vão. Vinhas com olheiras, esgotada! Chegas a casa e nem dou pela tua presença, ou ausência. 10 minutos depois lembro-me que me esqueci de ti. Procuro-te pela casa. Não encontro o teu barulho característico. Chego ao quarto e lá estás, encolhida na cama, a pedir-me para te deixar dormir! E eu digo que deixo. Sem jantar, sem nada. Não fosse a tia desencaminhar-te para um festejo de um caneco que ainda por cima é de barro, e dormias o sono dos justos, talvez até amanhã.
E lá andas a aproveitar o que tem de bom ter duas famílias separadas! A aproveitar o facto de passares tão pouco tempo com o pai, para fazeres o que queres. Num sítio onde a vida te é mais facilitada, onde há amigos para brincar na casa ao lado, um café na esquina, e dois manos duas portas acima! Aqui aproveitas as minhas saudades! Na dificuldade que disfarço em deixar-te ir, dois dias inteiros! No que entendo que não consigo acompanhar o teu ritmo, e as tuas necessidades.
Fazes-me uma birra e eu estranho! Já não é costume. Sou mais explosiva, a reagir como provavelmente não devia. Sem conhecer exactamente os limites do rigor! Lutas contra o sono, que já te venceu há horas. E choras de uma maneira incontrolável. Acabo por ceder, e adormeces agarrada à minha mão. Como se também sentisses a minha falta no sono...

Hummmmppfffff!

A taça é de barro!

domingo, maio 27, 2007

Hoje...

... contigo ao telefone. Calma, a ferver por dentro! Como tenho aprendido, furiosa, mas a medir as palavras! Para não dizer nada de que me arrependa mais tarde! Ou para evitar uma discussão desnecessária. Lá vou dizendo, de outra maneira, aquilo que penso (aqui posso dizer que me apetecia apertar-te o pescoço, tendo em conta que já não me lês)!
Estranhamente, continuo a sentir-me vazia!

sábado, maio 26, 2007

Tarde...

... talvez demais! Tinha tantas coisas para te dizer. Hoje é Sábado. Saio contra vontade, quando não faz exactamente muito sentido! O telemóvel ao lado, à espera que toque. Às vezes não me reconheço. Nos meus ideais de mulher independente, as fragilidades! Fora do que sinto, apetece-me ser espontânea, chatear-me a sério contigo! Fazer birra, contra o que prometi. Temos quebrado tantas promessas...
Prendo-me a medo à esperança de que tudo na vida tem uma solução. Já a adivinhar que a nossa há-se ser breve! Ninguém vive assim durante muito tempo. Porque é Sábado, e como noutros dias devias estar ao meu lado.
Porque da minha parte, eu estou aqui...

Sozinha...

... e de folga! Pela primeira vez em muitos dias (já não me lembro exactamente da ultima), acordei espontaneamente às 10 da manhã!
Com este tempo nem sequer apetece saír de casa. Sei que a Helena está a divirtir-se com o pai e com os manos, eu estou sem a possibilidade real de estar com quem quero. No meio da última conversa, lá vamos falando de perspectivas e de realidades hipotéticas. Afinal, ao fim de algum tempo, há-de haver uma qualquer solução!
Talvez aproveite para ler mais, para ir ao cinema, ou só para dormir! Amanhã recomeça mais uma semana de trabalho...