quarta-feira, junho 06, 2007

Adormeces...

...no sofá, ainda mal a noite chegou. Com os olhos que já teimavam em fechar há horas, e um sossego atípico teu. Os dias de natação são sempre assim, mais calmos!
Levo-te para a cama. Respondes instintivamente aos gestos que faço para te deitar. Levantas-te, dás-me um beijo e adormeces profundamente, enquanto te afago os cabelos. Boa Noite, meu anjo...

Paciência

(O que me tem feito falta...)

Volta...

...a minha fragilidade! Cometo mais erros. Começo a achar que tudo é um erro. Na minha certeza, a dor. Questiono tudo. Coisas nunca bem resolvidas na minha cabeça, que se misturam. O passado, com o presente. Aqueles que culpo. Aqueles que não estão cá, e me fazem falta, como a luz. O meu colo. A ausência dele! As indecisões, ou os caminhos errados, que não queria ser obrigada a percorrer. No meu limite. Muito longe dele! Os olhos embaciados, a alma vazia, e o coração que não ajuda. A frustração. A todos os níveis. Sem nada. A detestar-me. Ao fim de dias e dias rebento. Dói-me a cabeça. Dói-me o espírito. Dói-me a vida. Dói-me estar aqui!

terça-feira, junho 05, 2007

How can you do this to me?

Em casa...

... mais cedo do que o normal! Cansada como já não me sentia há muito tempo. Com o corpo a exigir (porque já deixou de pedir), cama. Hoje sonhei o dia inteiro com uma cama!
(Vou ler 2 páginas do meu livro emprestado antes de adormecer)!

segunda-feira, junho 04, 2007

Às vezes...

...dá-me um rebate de consciência, e não há platonismo que escape! Fico sensata, por alguns momentos, digo tudo o que me vai na alma (quando o tempo e as tecnologias o permitem), e sento-me à espera que passe!

Detesto não pensar com o coração!

Quem...


...está privado dos filhos, por obrigação, durante horas, dias, ou o que seja, entende-me. Não nego que tenha as suas vantagens. Agora, mais facilmente me é permitido ir livremente ao cinema, ou ir jantar fora, ou simplesmente ficar sem fazer nada, sem a preocupação constante de vê-la, de estar com ela. Tenho mais tempo para mim.
Chego a casa, recebo aquele abracinho forte, os beijos e uma boca cheia de saudades. Como ela diz. Sento-a na bancada da cozinha e conversamos, em segundos só nossos! Cheiro-a. A minha velha mania. A minha princesa chegou. E gosto tanto...

Tenho...

...os olhos a fechar, a esta hora! Por entre uma Auditoria que não correu exactamente como eu queria, um resultado que rondará os 85/90%, longe dos meus mínimos aceitáveis. Já sabia que me ía sentir assim! A minha frustração. Até ganhar coragem e ligar para o meu formador, que me deu os Parabéns pelo resultado. E que me disse que tinha a certeza que as principais dificuldades estavam ultrapassadas. Que era um caminho longo. Que 6 meses era pouco para atingir os níveis que se pretendem. Muito mais positivo que eu, que assim que o Auditor virou costas fiquei no meu pranto! Ando a trabalhar há meses. Esta semana (que já nem me lembro quando começou), já lá vão 9 dias seguidos! Estou exausta...
Por entre um telefonema madrugador, o meu beijo de boa sorte (que não valeu de muito, é certo), outros tantos telefonemas de apoio, com os meus desabafos. Já passou. Para o próximo mês há mais. Tão cedo não me esqueço da palavra "OK"! Agora já me dá vontade de rir...

OK

Tão depressa não me esqueço desta!

domingo, junho 03, 2007

À cabeceira


(Apesar de, aparentemente, ser a única pessoa que ainda não leu)!

Pouco mais...

...de 12 horas para a Auditoria! Aos poucos lá vou desenhando as estratégias, na minha cabeça. Andei uma semana inteira absolutamente descansada, agora nem por isso! O coração começa a bater mais depressa, e estou reticente. Porque pior do que cometer erros vai ser não os ter detectado, e no meu ponto de vista está tudo perfeito. O esforço tem sido nesse sentido. Tenho noção que a este Auditor nada escapa. Nem o mais pequeno detalhe. Que tem anos e anos de formação, que eu quero combater com uns míseros 7 meses de trabalho. Não há milagres, o que é certo é que está tudo de olhos postos em nós.
Já revi os procedimentos vezes sem conta, passei meticulosamente todas as pastas de arquivo mais do que uma vez! Verifiquei os empréstimos, corrigi os processos do fim-de-semana. Hoje não me apetecia vir embora, com tanto que ainda acho que tenho para fazer. Adivinha-se uma noite pouco calma, apesar do cansaço acumulado.
Amanhã há mais...

sábado, junho 02, 2007

12 horas depois...

...estou em casa! Dói-me cada cantinho do corpo! Dói-me ainda mais a alma!
Sem mais nada...

sexta-feira, junho 01, 2007

Normalmente...

...acordo com o mesmo estado de espírito com que me deitei! Hoje também foi assim. Sempre na minha montanha russa de emoções, e de estados de espíritos! Ontem dormi poucas horas, e acordei cansada. Já começa a notar-se no poder de concentração a ausência de uma pausa. Hoje podia ter trabalhado 24 horas seguidas, que não ía conseguir fazer tudo correctamente.

Ontem fiquei perturbada. Calma, mas perturbada! Há conversas que me deixam assim! No meu pessimismo intrínseco, a fantasiar cenários. Num mail que escrevi sem pensar muito, tão verdadeiro, tão meu! E o coração pequenino. Com a certeza de que continuo a não saber nada de nós. Continuo sem saber que chão ando a pisar. Hoje acordei da mesma maneira. Sempre calma. Nunca soube avaliar se o que vivemos depende exclusivamente de escolhas, se assim fosse era tudo mais simples. No meio do passar das horas, a minha total ineficácia perante a vida. Deixo-te as opções nas mãos, peço-te apenas cuidado comigo. Como se precisasse mesmo de alguma protecção. A meio da tarde, aquele toque inconfundível. Na tua simplicidade e calma, perguntas-me o que foi aquilo ontem! Como se te conseguisse responder. As palavras atropelam-se, mesmo sem saber ao certo o que te dizer. Só com alívio. Por continuares aqui, ou só por soltares, no meio de uma conversa banal um "quero-te a ti"! Eu quero-nos a nós!

Depois de hoje, como será?

Dia da criança

No teu dia, mais uma festa na escola. Preparei-te as coisas à pressa, combinei os detalhes com o pai, comprei-te um presente. Apareceste de surpresa na loja, e deixaste-me tão feliz! Tão feliz, como se não te visse há meses. Vinhas rouca, peganhenta, mas com aquele ar alegre de sempre. Com os olhinhos cansados, e o sorriso estampado! Com uma t-shirt pintada por ti, e um monte de novas aventuras passadas no meio dos amigos.


Gosto tanto deste dia! Gosto tanto de te ver assim...

Passaram...

... cinco dias desde a minha última folga. Faltam-me mais seis para poder descansar novamente! Não tem sido fácil a pressão. Sei perfeitamente o que se espera de mim na Segunda-Feira. Sei que neste momento não há margem de erro. Mas ando de consciência tranquila, de cabeça erguida. Na perfeição que tenho procurado, quando sei que apenas um detalhe pode deitar tudo a perder. Quando me diziam que iria demorar até conseguir atingir padrões de qualidade aceitáveis, achava que era exagero. Hoje, e ao fim de sete meses, acredito...
O big boss vindo algures hoje do Porto perguntava-me se iria dormir descansada no Domingo. Soltei um "Claro que sim", responde-me "E na Segunda?". Segunda-Feira já terá passado mais uma Auditoria, desta vez sem surpresas. E só depende de mim...

quinta-feira, maio 31, 2007

O que eu...

... não estava preparada para ouvir:

- Mãe, amanhã é dia da criança. Podemos saír à noite?

(Como????)

quarta-feira, maio 30, 2007

Aqui e Agora

"Sabes, às vezes sinto que gostavas de apagar para sempre todos os traços do meu passado como se não tivessem existido (...) Sei que o meu passado te pesa cada vez que o presente o resgata em telefonemas rápidos e cordiais que vou recebendo de vez em quando de outras mulheres que já passaram pela minha vida e com quem criei esse laço raro (...) Cada vez que conjugo verbos no pretérito perfeito tu ouves no imperfeito ou no condicional, como se as quisesses trazer de volta e sentá-las à nossa mesa a jantar connosco (...) Mas vocês não percebem isto nos homens; chamam-nos predores, animais, insensíveis, como se não tivéssemos nem honra nem princípios nem coração e é mesmo difícil explicar-te que cada vez que mandamos um ramo de flores ou soltamos palavras de amor não estamos a jogar nenhum jogo preverso, mas apenas à procura de alguma coisa que não descobrimos a maior parte das vezes. Nenhum homem quer magoar uma mulher (...) O que damos é o que temos de melhor, sem pensar porquê nem como, nem até quando. Mas vocês não, têm sempre que questionar tudo, inventar segredos e intenções em cada movimento que fazemos, exagerar as nossas fraquezas e brincar às mães redentoras. É difícil dizer-te que se me fazes ter vontade de ser todos os dias uma pessoa melhor, é porque assim o quero e não porque decidiste salvar-me (...) O que conta é o que vivo contigo, aqui e agora, que a pureza de sentir é não ter de pensar e que amanhã ficarei triste se partires e feliz se ainda me quiseres guardar, por isso esquece o passado e não temas o futuro, porque tudo e nada está nas nossas mãos e é por isso que para nós o amor é uma coisa fácil, simples e transparente. Ou se ama ou não se ama e se eu sinto que te amo sem ter de pensar se é verdade ou não é porque deve ser mesmo, não achas?"
Artista de Circo, Margarida Rebelo Pinto

Ajuda Urgente

Preciso de falar com alguém de Braga, ou que conheça bem aquela zona! É que tenho um cunhado que vai gozar comigo até eu conseguir provar uma coisa que lhe contei hoje...
Procuram-se mentes iluminadas e caridosas, que me afastem da tortura, que aposto que vai ser diária...

Notas mentais

A Helena cresce saudável e feliz, indiferente à guerra que vou travar durante muito tempo. Não considero que o caminho que tomei seja o correcto, mas era o único. Quem conhece a minha realidade, quem conviveu comigo de perto nos últimos tempos, entende-me perfeitamente.

Não sou é um lobo vestido com pele de cordeiro, como lhe conto nas histórias. Tenho as minhas imperfeições, as minhas falhas, as minhas ausências, os meus problemas. Assumo e assumi naquela sala gelada os erros que cometi. Como me defendi, o que fiz! Posso ter vergonha, mas não me arrependo!
A velha história repete-se, as moedas têm dois lados! Mas nunca ninguém vai poder negar o que eu vivi, e continuo a viver todos os dias...

Toneladas de Riso

Isto continua a merecer a minha melhor publicidade!

30 de Maio

A pensar no que havia de te dizer hoje. Sem saber se onde estás há computadores, e me podes ler. A acreditar no que a Helena me diz vezes sem conta. No céu, olhas por nós, e sorris!

Há um ano, estava longe de acreditar que ía ser assim! Para mim era mais um dia da tua recuperação. Rapidamente ías estar em casa, cedo íamos comemorar o teu dia. Reli há uns dias o passar dos meses, a gestão das expectativas. Para que saibas que permaneces vivo nos meus dias. Longe das diferenças, faz-me rir recordar-me do quanto eramos saudavelmente amigos. Com a tua característica dose de altivez e de calma. Com o teu gosto intenso pelas coisas boas da vida. Tenho saudades dos fins-de-semana passados cá em casa, ou das férias. Do quanto fazíamos questão de te arreliar. Com a comida e com o Benfica. Com as frases que te apanhámos, e que utilizávamos vezes sem conta para mais um despique.
Às vezes oiço o eco da tua voz, a dizer-me quantas pontes tem o Porto. E que não vives no Norte. E que a República Dominicana é para aproveitar. E que o Petit é um jogador disciplinado...
Permanece a dor da tua ausência, à mistura com o privilégio infindável de nos termos cruzado contigo! Onde quer que estejas, recebe um beijo nosso, de Parabéns, neste dia 30!

terça-feira, maio 29, 2007

A Carta

6 de Junho, às 14h30.
Sem caminho de volta. Sem arrependimentos, ou sentimentos de culpa. A necessidade de procurar a paz e a verdade. A precisar tanto, mas tanto, de uma mão amiga, de um ombro, ou de alguma coisa que me seque as lágrimas.
A partir daqui, nada será como dantes...

Quando...

... estou irritada, nada a fazer! Ponto. Irritou-me a tua voz dengosa ao telefone, irritei-me no trabalho, porque anda uma parva de uma miúda que não sabe estar em parte nenhuma a armar-se em engraçada. Irritou-me a cria quando cheguei a casa, que não sei o que lhe deu desde que veio de casa do pai! Vem respondona, desobediente e a roçar o mal educada. E se há coisas que eu detesto, uma delas é ter que dizer a mesma coisa mais do que uma vez...

segunda-feira, maio 28, 2007

Borboletas na barriga

Ao fim de uns meses, a mesma sensação. Hoje de manhã! Fiquei arrepiada o dia inteiro. Valeu por dias e dias de desencontros, e faltas, e desentendimentos. Valeu por vidas. Valeu por me fazeres corar, ou desconversar! Valeu por te sentir realmente tu, no teu melhor.

As palavras a ecoar na minha cabeça. Eu a sorrir. E as borboletas que não páram sossegadas...

Se alguma vez...



... eu tiver a tentação de ter mais alguma cria, hei-de concerteza lembrar-me das horas idílicas passadas entre primas. A terrível Helena, e a indomável Mariana!