segunda-feira, junho 11, 2007

Surpresas...

Pessoas com as quais não temos relações absolutamente nenhumas aparecem subitamente com gestos de carinho. Pessoas a quem damos o melhor de nós desaparecem subitamente sem qualquer justificação. No primeiro caso a estupefacção, no segundo a desilusão. Em ambos a surpresa!

domingo, junho 10, 2007

The reason

O dia...

...em que descobri que tinha um pequeno génio em casa. No banho:
- Mãe, se a terra é redonda, porque é que as cadeiras não caem?
Eu, como se soubesse a resposta, lá lhe vou dizendo convicta que se relaciona tudo com uma força chamada "Lei da Gravidade", que prende os objectos à terra e não os deixa cair.
- Como um iman gigante?
(Nota mental... procurar livros de Ciências Naturais, Física, Química e afins. Não para ela, mas para mim)!

sábado, junho 09, 2007

Sábado à noite...

...dormes no sofá há horas, impávida e serena. Enquanto te abraçava, mesmo antes de adormeceres, pensava me nós. Em mim. Na minha vida. De Sábado. Aqui sozinha, porque não consigo nem quero estar de outra maneira. Com a minha veia derrotista. Ontem tinha um pássaro na mão, hoje não sei se voou!
Olho à minha volta, na minha pressa e ansiedade de resolver o que nunca terá uma solução pacífica. As lágrimas caem em bica. Como se na velha história, tudo fosse destruído apenas com um toque meu. Olho para trás e sinto que és a única coisa que me resta. Sem saber se algum dia me vais perdoar por não te amar como mereces. Por não ser a mãe que desejava ser. Por nos deixar afectar por assuntos que nunca te deviam dizer respeito! Por não me deveres a tua felicidade.
Olho para a frente, sem um solução exacta. Sei exactamente o que queria. E não era isto...

sexta-feira, junho 08, 2007

Diz tudo?

Internacional

A minha mente desassossegada faz-me ver esporadicamente, a título de curiosidade, o mapa das visitas feitas aqui ao cantinho. Diariamente (à parte de gentes do rectângulo à beira mar plantado), recebo visitas de localizações estranhas, vindas sabe-se lá de onde. Faço uma pesquisa no Google (para começar por algum lado), e lá aparece um link. Que chique, penso. Tenho que me internacionalizar. De forma regular, do Brasil (estes não precisam de tradução), dos Estados Unidos, Espanha, Suiça, Holanda e Reino Unido. No mínimo, "interesting"...

Ao telefone...

...falamos desinteressadamente dos nossos homens. Dos passados, dos actuais, dos que hão-de vir. "Can't live with, can't live without". A Pipa faz-me rir à gargalhada, no meio de conversas meio a sério, meio a brincar, que me esvaziam a alma. No meio de considerações ou confissões estranhas, concluímos que na nossa idade não se muda um homem de 30, por mais que se tente (o medo)! Concluímos que há homens indiferentes ao nosso carinho, que se isolam perante os problemas, prescindindo tantas vezes da nossa presença (o pânico). Concluímos que podemos andar a vida inteira a guerrear e a discutir, e a querer, mas as diferenças são reais, e acentuam-se nas mais diferentes situações do dia-a-dia (o terror). Concluímos que nem sempre são tão pragmáticos como dizem, e que muitas vezes arranjam refúgios para nos dispensarem, quando bastava apenas serem sinceros (a tragédia)!
Qual vertente "Sex and the City"! Concluo sozinha que ando a perder tempo, o a desvalorizar quem não devia. A subestimar sentimentos, a preocupar-me com assuntos secundários, quando devia focar-me noutros! Com a esperança de não ser tarde demais. Viro uma página, suspiro, e agradeço secretamente a quem se mantém ao meu lado. Apesar de mim. Apesar de tudo...

quinta-feira, junho 07, 2007

Defeito profissional...

6 (s-e-i-s) telemóveis dentro da minha mala atestam a minha insanidade mental!

quarta-feira, junho 06, 2007

Mais uma vez...

...sinto-me a acusar a distância. A incompreensível confusão mental de quem não pode olhar todos os dias, cinco minutos que seja, para os olhos do outro e sossegar. A insegurança de ver os dias a passar, sem saber como será amanhã. E secar as lágrimas das saudades com a esperança de que um dia tudo passa, tudo se esquece, tudo se resolve. Os suspiros intermináveis, e o telemóvel ao lado, a horas mais ou menos marcadas. O sono impossível, a vulnerabilidade. Quando quase tudo se torna relativo. O meu medo de não corresponder aquilo que se espera de mim. Medo de repetir o que não gosto, ouvir o que não quero.
Na minha pose de miúda mimada. A dificuldade em aceitar a vida como ela se me apresenta, sem reagir. Duas horas e meia que nos separam. Mais de um mês depois. Até quando?

Deixar a poeira assentar

Custa!

Adormeces...

...no sofá, ainda mal a noite chegou. Com os olhos que já teimavam em fechar há horas, e um sossego atípico teu. Os dias de natação são sempre assim, mais calmos!
Levo-te para a cama. Respondes instintivamente aos gestos que faço para te deitar. Levantas-te, dás-me um beijo e adormeces profundamente, enquanto te afago os cabelos. Boa Noite, meu anjo...

Paciência

(O que me tem feito falta...)

Volta...

...a minha fragilidade! Cometo mais erros. Começo a achar que tudo é um erro. Na minha certeza, a dor. Questiono tudo. Coisas nunca bem resolvidas na minha cabeça, que se misturam. O passado, com o presente. Aqueles que culpo. Aqueles que não estão cá, e me fazem falta, como a luz. O meu colo. A ausência dele! As indecisões, ou os caminhos errados, que não queria ser obrigada a percorrer. No meu limite. Muito longe dele! Os olhos embaciados, a alma vazia, e o coração que não ajuda. A frustração. A todos os níveis. Sem nada. A detestar-me. Ao fim de dias e dias rebento. Dói-me a cabeça. Dói-me o espírito. Dói-me a vida. Dói-me estar aqui!

terça-feira, junho 05, 2007

How can you do this to me?

Em casa...

... mais cedo do que o normal! Cansada como já não me sentia há muito tempo. Com o corpo a exigir (porque já deixou de pedir), cama. Hoje sonhei o dia inteiro com uma cama!
(Vou ler 2 páginas do meu livro emprestado antes de adormecer)!

segunda-feira, junho 04, 2007

Às vezes...

...dá-me um rebate de consciência, e não há platonismo que escape! Fico sensata, por alguns momentos, digo tudo o que me vai na alma (quando o tempo e as tecnologias o permitem), e sento-me à espera que passe!

Detesto não pensar com o coração!

Quem...


...está privado dos filhos, por obrigação, durante horas, dias, ou o que seja, entende-me. Não nego que tenha as suas vantagens. Agora, mais facilmente me é permitido ir livremente ao cinema, ou ir jantar fora, ou simplesmente ficar sem fazer nada, sem a preocupação constante de vê-la, de estar com ela. Tenho mais tempo para mim.
Chego a casa, recebo aquele abracinho forte, os beijos e uma boca cheia de saudades. Como ela diz. Sento-a na bancada da cozinha e conversamos, em segundos só nossos! Cheiro-a. A minha velha mania. A minha princesa chegou. E gosto tanto...

Tenho...

...os olhos a fechar, a esta hora! Por entre uma Auditoria que não correu exactamente como eu queria, um resultado que rondará os 85/90%, longe dos meus mínimos aceitáveis. Já sabia que me ía sentir assim! A minha frustração. Até ganhar coragem e ligar para o meu formador, que me deu os Parabéns pelo resultado. E que me disse que tinha a certeza que as principais dificuldades estavam ultrapassadas. Que era um caminho longo. Que 6 meses era pouco para atingir os níveis que se pretendem. Muito mais positivo que eu, que assim que o Auditor virou costas fiquei no meu pranto! Ando a trabalhar há meses. Esta semana (que já nem me lembro quando começou), já lá vão 9 dias seguidos! Estou exausta...
Por entre um telefonema madrugador, o meu beijo de boa sorte (que não valeu de muito, é certo), outros tantos telefonemas de apoio, com os meus desabafos. Já passou. Para o próximo mês há mais. Tão cedo não me esqueço da palavra "OK"! Agora já me dá vontade de rir...

OK

Tão depressa não me esqueço desta!

domingo, junho 03, 2007

À cabeceira


(Apesar de, aparentemente, ser a única pessoa que ainda não leu)!

Pouco mais...

...de 12 horas para a Auditoria! Aos poucos lá vou desenhando as estratégias, na minha cabeça. Andei uma semana inteira absolutamente descansada, agora nem por isso! O coração começa a bater mais depressa, e estou reticente. Porque pior do que cometer erros vai ser não os ter detectado, e no meu ponto de vista está tudo perfeito. O esforço tem sido nesse sentido. Tenho noção que a este Auditor nada escapa. Nem o mais pequeno detalhe. Que tem anos e anos de formação, que eu quero combater com uns míseros 7 meses de trabalho. Não há milagres, o que é certo é que está tudo de olhos postos em nós.
Já revi os procedimentos vezes sem conta, passei meticulosamente todas as pastas de arquivo mais do que uma vez! Verifiquei os empréstimos, corrigi os processos do fim-de-semana. Hoje não me apetecia vir embora, com tanto que ainda acho que tenho para fazer. Adivinha-se uma noite pouco calma, apesar do cansaço acumulado.
Amanhã há mais...

sábado, junho 02, 2007

12 horas depois...

...estou em casa! Dói-me cada cantinho do corpo! Dói-me ainda mais a alma!
Sem mais nada...

sexta-feira, junho 01, 2007

Normalmente...

...acordo com o mesmo estado de espírito com que me deitei! Hoje também foi assim. Sempre na minha montanha russa de emoções, e de estados de espíritos! Ontem dormi poucas horas, e acordei cansada. Já começa a notar-se no poder de concentração a ausência de uma pausa. Hoje podia ter trabalhado 24 horas seguidas, que não ía conseguir fazer tudo correctamente.

Ontem fiquei perturbada. Calma, mas perturbada! Há conversas que me deixam assim! No meu pessimismo intrínseco, a fantasiar cenários. Num mail que escrevi sem pensar muito, tão verdadeiro, tão meu! E o coração pequenino. Com a certeza de que continuo a não saber nada de nós. Continuo sem saber que chão ando a pisar. Hoje acordei da mesma maneira. Sempre calma. Nunca soube avaliar se o que vivemos depende exclusivamente de escolhas, se assim fosse era tudo mais simples. No meio do passar das horas, a minha total ineficácia perante a vida. Deixo-te as opções nas mãos, peço-te apenas cuidado comigo. Como se precisasse mesmo de alguma protecção. A meio da tarde, aquele toque inconfundível. Na tua simplicidade e calma, perguntas-me o que foi aquilo ontem! Como se te conseguisse responder. As palavras atropelam-se, mesmo sem saber ao certo o que te dizer. Só com alívio. Por continuares aqui, ou só por soltares, no meio de uma conversa banal um "quero-te a ti"! Eu quero-nos a nós!

Depois de hoje, como será?

Dia da criança

No teu dia, mais uma festa na escola. Preparei-te as coisas à pressa, combinei os detalhes com o pai, comprei-te um presente. Apareceste de surpresa na loja, e deixaste-me tão feliz! Tão feliz, como se não te visse há meses. Vinhas rouca, peganhenta, mas com aquele ar alegre de sempre. Com os olhinhos cansados, e o sorriso estampado! Com uma t-shirt pintada por ti, e um monte de novas aventuras passadas no meio dos amigos.


Gosto tanto deste dia! Gosto tanto de te ver assim...

Passaram...

... cinco dias desde a minha última folga. Faltam-me mais seis para poder descansar novamente! Não tem sido fácil a pressão. Sei perfeitamente o que se espera de mim na Segunda-Feira. Sei que neste momento não há margem de erro. Mas ando de consciência tranquila, de cabeça erguida. Na perfeição que tenho procurado, quando sei que apenas um detalhe pode deitar tudo a perder. Quando me diziam que iria demorar até conseguir atingir padrões de qualidade aceitáveis, achava que era exagero. Hoje, e ao fim de sete meses, acredito...
O big boss vindo algures hoje do Porto perguntava-me se iria dormir descansada no Domingo. Soltei um "Claro que sim", responde-me "E na Segunda?". Segunda-Feira já terá passado mais uma Auditoria, desta vez sem surpresas. E só depende de mim...