segunda-feira, julho 02, 2007

"Vou guardar o nosso amor na caixa da tristeza entre a alma e o coração. Estou cansada de sonhar, parece-me que já nem me lembro como é a realidade e agora que te ausentaste de ti e de mim acho melhor assim.Vou guardar o teu olhar ansioso de quando nos encontrávamos no Jardim da Estrela, tu chegavas sempre antes de mim, atrás de um boné cinzento e de uns óculos muito escuros para que o mundo não desse pela tua presença porque naquela altura o mundo não contava, só nós, e quando eu chegava passeavas as ruas mãos nas minhas como quem pega pela primeira vez num recém-nascido, solene e circunspecto, excitado e feliz, mas isso só se via no azul dos teus olhos, que aclarava quando se cruzava com o verde dos meus, e o verde e o azul tornavam-se o céu e a terra e eu sentia-me a pessoa mais feliz do mundo.Dizem que o azul é a cor do infinito e o verde a da esperança, mas a tua ausência já não enche os meus dias, nem consigo alimentar a doçura na espera, por isso guardo o meu amor por ti num lugar onde ninguém lhe possa tocar e dou-te a chave para não ter que pensar mais nisso.É engraçado, quando olho para o fututo, vejo-te lá. Olho para o sofá da minha sala e estás lá sentado. Olho para a janela e estás comigo, ao meu lado, a ver os barcos que sobem e descem o rio. Deito-me na cama e és tu que me adormeces e acordas. Mas isso é na minha imaginação, que é aquilo a que nos agarramos quando a vida nos rouba o resto.E o resto é estar sentada aqui, na esplanada do Jardim da Estrela, onde via o teu olhar iluminar-se da minha presença e o mundo inteiro em duas cores. Memórias perdidas no tempo como lágrimas na chuva, memórias que não quero perder e que por isso escondo numa caixa onde as guardo para sempre, esperando sem esperar que um dia encontres a chave e me voltes a fazer feliz.Mas para isso tens que querer, Porque sabes, meu amor que não há amor, há provas de amor. Fico à espera delas."
Artista de Circo, Margarida Rebelo Pinto

Amanhã...

...Auditoria! Preciso dizer mais alguma coisa?

Marada

Faz-me bem acordar com a energia de hoje. Depois de (mais) um fim-de-semana típico. A mais recente das guerras. Ligo-te calma, mas irritada. Com aquela vontade de mudar o mundo. Ou de mudar tudo! Deitar tudo a perder. Antes agora, como te digo. A aproveitar os momentos de racionalidade, que são escassos. Como sempre, falo pelos cotovelos, nas minhas teorias da treta. Na esperança de que um dia, de facto, me ouças! Ou na falsa esperança de achar que algum dia alguém me vai ouvir como mereço.
Sempre capaz do melhor, e do pior. Aceitas o que digo, fazemos os acordos do costume. Fazes-me rir à gargalhada, como sempre. Ligo-te por nada, só quando alguma coisa me corre bem. Mesmo que simples. Porque me apetecer partilhá-la contigo. Às vezes estranho da maneira como reages. O mesmo desiquilíbrio. Quando estou mais doce, sinto-te mais distante. Quando sou mais ríspida, sinto-te mais perto de mim. Como dizes, não tens medo. Como se eu fosse uma verdade muito certa. Serei apenas marada, como a carrinha vermelha.
Posso viver 100 anos que nunca vou entender. Tenho feito as minhas concessões, cedências sempre que consigo. Ando a moldar a personalidade, sem perder a espontaniedade que mais me caracteriza. A aprender a crescer, ou a viver contigo. A utlizar a minha maneira diplomática de te fazer sentir o que quero. Nunca vou entender no que é que falho. No que tenho errado. No que não entendes...
Sem dramas, amanhã é outro dia!

A birra...

...denuncia uma noite mal dormida. Depois da animação que foi a festa da prima. Chorar por nada, gritar por coisa nenhuma. Querer uma atenção impossível de dar depois de um dia como hoje. Deito-te contigo a chorar de uma maneira que me parte o coração, mas não cedo. Porque amanhã é outro dia! Oxalá o João Pestana te traga descanso e os sonhos merecidos...

domingo, julho 01, 2007

Há 2 anos...

Uma noite que termina contigo e em ti. Vens ao nosso encontro, como que um anjo, como pedimos a Deus. Perfeita, cheia de ti. Que nos enches de alegria, parados a olhar-te. Que nos invades de orgulho e de prazer por te ter. Na tua natureza, na tua calma, pequena. Com um olhar rasgado e um choro meigo, de uma vida que se inicia, numa fase que termina. Ontem eras uma barriga imperceptível. Hoje és tu. E os nossos dias nunca mais vão ser iguais...

Fazes 2 anos de certezas. De uma beleza invulgar, e uma personalidade vincada. De uma vida que faz parte das nossas, desde sempre. De um olhar que nos preenche, e uma alegria que transborda nas nossas vidas. 2 anos de simpatia. 2 anos de prazer de te ter, e de seres nossa. E de seres linda e traquina. E tão menina! 2 anos de mim, como tia. De multiplicação de amor. 2 anos de prima, e da cumplicidade das duas. 2 anos de admiração. 2 anos da tua presença. Da nossa felicidade.

Parabéns minha querida, parabéns...

sábado, junho 30, 2007

De hoje...

...trabalhar 12 horas seguidas, sempre a resolver problemas!
...o que eu queria tanto, tanto...já não vai ser na próxima semana! E é difícil aceitar estas mudanças!
...a miúda chega constipada e rouca!
...há clientes que não percebem que numa loja trabalham pessoas, com vida própria. Com sensibilidade. Hoje apeteceu-me mandar um cliente à mãe dele!
...estou triste, cansada e derrotada! Que mais?

quinta-feira, junho 28, 2007

Primeiro dia...

...de praia do ano. Ligo para o pai, que me diz que a tarde foi passada a banhos. Não quer falar comigo, oiço-lhe os gritos histérios, e insisto. Numa felicidade que transparece ao telemóvel. Deu mergulhos, rebolou na areia, arranjou mais amigos. Estava um excelente dia de sol. Vale aquele sorriso, a voz cansada, e o olhar que lhe sinto brilhante. Vale pelo silêncio e a ausência aqui em casa...

Sem grandes alaridos...

...porque às vezes as coisas correm mal, quando se fala delas antes do tempo certo. Talvez para a semana! Talvez...

quarta-feira, junho 27, 2007

Falta-me...

...escrever um livro e plantar uma árvore. É que já tenho uma filha, e hoje pintei (mal) uma cerca! Ou as cercas não fazem parte?

terça-feira, junho 26, 2007

Depois...

...de um dia como hoje. Chego a casa e uma palavra é mais do que suficiente para me aconchegar a alma!
Porque sim!

(Desculpa lá cunhado o facto de continuar a comunicar em código. Um dia prometo que vou tentar postar alguma coisa que realmente seja percetível aos comuns mortais)!

Constatação...

As cuecas da Mariana são maiores que as da tia!

(Não as minhas, que são de sereia... metade mulher, metade baleia)!

O Medo...

Há coisas que me congelam em segundos. Como esta:

- Mãe sei uma palavra que parece uma asneira, mas não é uma asneira. É um peixe. Posso dizer, mãe?

(Eu em pânico, a adivinhar o que ela ía dizer...)!

- Carago. Carago é um peixe.

(Ufa...)! E não é que é mesmo?

carago:
substantivo masculino
ICTIOLOGIA peixe seláquio, da família dos Lamnídeos, que aparece nas costas marítimas portuguesas, também conhecido por peixe-frade;


Lá lhe expliquei, depois da aula de Biologia que me deu, que apesar de ser um nome de peixe, dito noutro contexto (não lhe devo ter dito a palavra "contexto", mas enfim), era mesmo uma asneira...

(Eu a pensar que ía saír uma xaputa...)!

segunda-feira, junho 25, 2007

Dentição...

...desta vez dela. Enquanto lhe lavo os dentes antes de dormir:
- Mãe, todos os meus amigos mais velhos (os barbudos, como a professora lhes chama), têm dentes a abanar e eu não!
(Por acaso também estou assim para o ansiosa para a ver com boca de velha...eheheheh)!

Fim-de-semana...

Já me está a dar muito trabalho pensar nisto. Pior a incerteza de não saber quando. Por mim pegava em ti e desaparecíamos para o mais longe possível de tudo. Sem pais, irmãs, tias, sobrinhos e afins.
Precisava do tempo que não temos... só isso!
(Adenda: aos familiares que protestaram, as desculpas óbvias! É normal de vez em quando precisarmos de algum tempo para nós! Nos parentescos todos, a omissão dos cunhados não foi propositada. São os piores...)!

domingo, junho 24, 2007

11 minutos

O livro do Paulo Coelho que não me tem deixado fazer quase mais nada!

Oiço-te...

...em lágrimas, ao telefone, e aprendo a relativizar as minhas dores. As vidas, tão diferentes, que partilhamos há um ano. Desde sempre a identificar-me contigo. Porque te fui descobrindo nos gestos algo em comum. Porque durante cerca de um mês vivemos juntas 24 horas por dia. Talvez saibas mais de mim do que pessoas que conheço desde a infância.
Aprendi a ser mais eu contigo. Ou a partilhar mais facilmente tudo. Porque para lá do trabalho. Às vezes sinto necessidade de tirar 5 minutos que sejam. Tantos dias que não nos cruzamos e que te ligo, para saber de ti. Ou para chorar. Andamos choronas ultimamente...
Hoje seria fácil dizer-te que também me sinto um trapo. Mas na calma que alguém me ensinou, procuro as palavras certas para ti. Sei que tantas vezes te digo o politicamente incorrecto. Ou aquilo que supostamente os amigos não dizem. Tento suavizar a verdade que penso, sem a esconder. Sei que me ouves com atenção. Sei que também te faço falta. Hoje procurei distanciar-me de mim, dos meus medos, focar-me nos teus. Não tem sido fácil. Na minha conclusão que por mais diferentes que sejam as coisas, ninguém é completamente feliz.
Olho para ti e admiro-te. Com os sorriso lindo de miúda pequena. As barreiras que foram ao longo do tempo, ultrapassadas. Apenas te digo, mesmo que não me oiças, que apesar de tudo. Apesar do que agora te parece impossível viver. Vai ser apenas o tempo a curar as feridas. E que estou aqui, para te dar força, e o que quer que seja. Só não apagues a alegria que ao longo dos últimos meses me fui habituando a ver...

Expectativas

Detesto que me façam acreditar numa coisa que nunca vai acontecer, seja pelo motivo que for. Detesto que me deixem à espera. Detesto ser ignorada quando faço uma pergunta. Detesto deixar de ser crente nas coisas que me fazem bem!
Sobretudo, detesto sentir este vazio quando preciso de alguém!
I quit...

sábado, junho 23, 2007

Do filme...

...leve, divertido, simples. Com os primos. As graçolas mais para adultos do que para crianças. A sala repleta. Mais uma vez a minha filhota com aquele brilho no olhar. Uma emoção ao Sábado à tarde, portanto...

Já temos...

...bilhetes para hoje à tarde!

Do passeio...


...só conheci o relato hoje! Lembrava-se da visita que fizemos o ano passado ao Aquário. E dos peixinhos que estam na rua, aos quais se dá a comida que se tira de uma máquina de bolas. E da lula gigante. E do Nemo. E das focas (mãe e filha), que nadam e fazem habilidades, e um som estranho. E das outras focas expostas que morreram antes de nascer. E que a colecção pertence ao D. Carlos, que viveu muito depois do D. Dinis (aparentemente, os únicos 2 reis dos quais já ouviu falar)!

Depois o Museu da àgua, onde existia uma máquina gigante que os senhores puseram a trabalhar (esta já não conheço...)!

Vinha cansada e feliz...

sexta-feira, junho 22, 2007

Hoje...

...mais um dia de passeio para ela. Significa acordar algumas horas mais cedo, preparar-lhe o almoço, convencê-la a sair da cama. Levá-la à escola, e ver a excitação da criançada. Alguns impacientes, outros assustados, sempre a mesma sensação. Fico à espera que vá embora, já sem a angústia dos primeiros passeios. Com a certeza de que vai voltar cansada e feliz, com mais um dia repleto de aventuras!

Move over II

Infelizmente sou obrigada novamente a fechar a concha. Não por ter medo, mas para nos proteger. Não quero correr mais o risco de ser ofendida por quem devia estar calado. Aparentemente a medida de coacção de termo de identidade e residência não é suficiente. Mas disso trataremos, mais uma vez, em sede própria.
Obrigada a todos os que, apesar de tudo, continuam a acompanhar-nos...

quinta-feira, junho 21, 2007

Move over

Esta será muito provavelmente a última vez que me refiro a este assunto aqui, num sítio que é tão íntimo e tão meu. Onde nunca é minha intenção expor demais aquilo que não devo. Seria mais fácil apagar o comentário, ou ignorar que existia.
Sem me sentir na obrigação de me justificar, como digo tantas vezes, a minha verdade conheço-a bem, e a minha consciência deixa-me dormir bem todos os dias...
Outra via mais fácil era pegar no que me foi dito aqui no meu espaço e dissertar. Contar a minha história. Como a vivi. A relação que tive com as pessoas em causa. Longe de querer que assim seja, basta-me que as pessoas que me amam e estão ao meu lado saibam de tudo. Não pelos meus olhos, mas pelo que viram nos últimos anos. Pelo que foram obrigados a viver por minha causa. A minha vida não se trata de obter dos outros simpatia, ou pena. Nem sequer saber a percentagem de pessoas que está ou não do meu lado. Como disse sempre, todas as moedas têm duas faces!
Não me vou defender. Este espaço serve apenas para registar momentos, nunca realidades tão específicas. A minha defesa e da minha filha está feita e registada para memória futura desde o dia 6 de Junho. Será resolvida em sede própria. A nossa vida vai ser o que nós quisermos, e Deus nos permitir. Tudo o resto será pouco importante...

Nunca...

...na minha vida as opções foram tão claras. Talvez esteja numa idade em que me é permitido isso. Talvez, finalmente, tenha encontrado um rumo mais correcto, sem os caminhos tortuosos por onde andava nos últimos anos. Não sou de natureza ingrata, e estou longe de achar que agora tenho a vida perfeita. Mas revolta-me que a minha vida actual seja utilizada para me acusar de coisas que não sou. Melhor... estou tão habituada a insultos, que começam a ser indiferentes. Até me faz rir o ponto a que chega o ser humano.
Por isso fica o recado. Anos e anos de um sofrimento calado deram-me força para agora não me deixar abater por coisas que não me atingem. Deixei de querer ser eu a resolver tudo, e o crime que continua a ser cometido comigo diariamente será tratado no local próprio. Daí nem sequer me passar pela cabeça pagar com a mesma moeda. Fico sossegada no meu canto, a ser tão mais feliz, com a minha princesa. E deixo os outros escorregar...
Outro recado. Este blog é meu. Onde escrevo o que quero. Impulsionado pela minha filha, é certo. Porque a minha vida gira à volta dela, mas não deixa de ser meu. E eu não sou apenas mãe, felizmente continuo a ser mulher. Convido simpaticamente quem se sentir incomodado com esta realidade que faça o favor de fechar a porta.
E sim... estou apaixonada. E isso não faz de mim uma pessoa pior. Antes pelo contrário. Provavelmente arranjei uma desculpa para ser uma mãe mais presente. Hoje em dia tenho força para fazer coisas que nos últimos anos eram impensáveis. E sim, apetece-me escrever vezes sem conta da minha própria vida. E vou sempre continuar a fazê-lo.
Último recado. A diferença que nos separa. Apesar de tudo o que vivi, continuo a proteger a Helena da tua maldade. Continuo a dizer-lhe diariamente aquilo que acho que os sonhos dela precisam ouvir. Chegará o dia em que ela própria será capaz de fazer a sua própria avaliação. Apesar da tentação que tenho, sou suficientemente consciente para separar as águas. Oxalá um dia sejas capaz do mesmo...

Amanhã...

...passeio da escola! Significa preparar um almoço delicioso, levantar duas horas mais cedo do que o habitual, e ter uma criança estupidamente feliz! Tendo em conta que o ano lectivo se focou na temática do ambiente, o dia dela vai ser passado aqui, e no Museu da Água.