...(e se o tempo colaborar, porque de Verão tem-se visto muito pouco), começa a temporada da praia da princesa no ATL. Tento não facilitar, e dar os normais conselhos de mãe quando durante algumas horas, num espaço propício a vários perigos, a minha filha vai estar longe do meu olhar, ou de alguém da família próxima. O resto fica nas mãos das educadoras e de Deus. Oxalá que se divirta...
segunda-feira, julho 16, 2007
domingo, julho 15, 2007
Não terei...
...exactamente chorado todas as lágrimas este fim-de-semana. Por entre horas atribuladas, mais uma complicação na vida da Helena. Aquele olhar vazio no regresso. A ausência de brilho nos olhos da minha filha. A ausência de sorriso. A minha incapacidade perante a resolução directa dos problemas. Positivo, dentro do mau, saber que o passo dado nos últimos meses rumo à libertação foi uma escolha correcta. A única solução possível. Com a confirmação de que piores dias virão. Tenha eu capacidade e lucidez para afastar e proteger a minha menina...
sexta-feira, julho 13, 2007
Game over
Confirmam-se as minhas suspeitas, depois de tentar durante todo o dia de hoje perceber. Ou perceber-te. Fico subitamente desarmada. Sei que nada posso fazer perante a tua verdade, ou a tua vontade. Não consigo evitar sentir-me desta maneira. Derrotada. Deprimida. Pior. As lágrimas incontornáveis, ou incontroláveis. Enquanto me falas em tom de balanço. Que não estás preparado. Não agora. Talvez depois, ou um dia!
Sei que daqui a sete dias vai ser da mesma maneira. Havemos de conversar. Está combinado. Sem saber o que te dizer. Sei que nunca vou ser capaz de te fazer ver a falta que me fazes e porque não, o quanto te amo. Nunca vou ser capaz de te fazer entender que aos momentos maus seguem-se os bons. Que estava tão mentalizada e preparada para viver tudo contigo.
Não sei o que pensar. Não consigo sequer pensar! Sei que a minha vida fazia mais sentido contigo. Sei que os passos que tenho dado nos últimos meses eram em função da nossa vida, ou do nosso projecto. Sei que não merecia. Sei que não quero falar. Não quero estar aqui, nem em parte nenhuma.
Fecha-se um ciclo. E eu só quero estar sozinha...
7 dias...
...de contagem decrescente. Sem ansiedade misturada (que deve vir lá mais para o meio da próxima semana). Hoje, como te disse, gostava de acreditar que os últimos dias têm sido um reflexo condicionado pelos longos tempos de ausência. Na certeza do meu amor incondicional, já não me apetece planear nada, contar com alguma coisa. Na mesma certeza, a saber que neste momento, verdades que me magoavam outrora, já me são indiferentes!
Não sei se é o meu sentido prático. Ou a descrença. Noutra qualquer altura 7 dias apenas seriam um motivo para me deixar eufórica. Actualmente nem por isso...
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Coisas minhas
Hoje...
... é Sexta-Feira 13 e ainda não vi ninguém comentar, como de costume! Ou eu tenho o calendário avariado (o que não deixa de ser uma possibilidade), ou já-não-se-fazem-sextas-feiras-13-como-dantes!
Festa da escola
Ontem foi a nossa última visita oficial à antiga escola, desta vez para celebrar. Chegamos, a professora pergunta pelas tias, vamos buscar as tias e a Mariana a casa. Uma alegria para a princesa. Muitas conversas. Em mim apenas nostalgia. Quando nos abraçam e sorriem, e nos agradecem. Quando eu é que tenho tanto a agradecer. Na memória permanecem dois ou três momentos. A música cantada, tão real. Há dois anos entravas naquelas portas nervosa. Ontem saíste tão feliz! Há dois anos eras do grupo dos mais novos. Hoje é dos "barbudos". Inicias uma nova etapa. Deixas para trás os dois anos nos quais mais cresceste, mais aprendeste. E que deixam saudades...
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Coisas Dela
quinta-feira, julho 12, 2007
8 dias...
Faltam apenas 8 dias para uma coisa que me devia deixar imensamente feliz. Em vez disso estou céptica, desconfiada, reticente. E detesto...
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Coisas minhas
quarta-feira, julho 11, 2007
Subitamente...
...e num curto espaço de tempo toda a gente se lembra de me perguntar com um ar incrédulo se quero ter mais filhos. Se conseguisse arranjar um pai à altura. Se tivesse um emprego onde trabalhasse menos e ganhasse mais. Se... como ouvi alguém dizer no outro dia. Se a minha avó tivesse rodas era uma bicicleta!
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Disparates
Da avaliação
"O que dizer da Maria Helena? Não há nada negativo para dizer dela! É simpática, amiga, meiga, perspicaz, inteligente, atenta, educada. É emocionalmente estável, criativa, toma iniciativa, conversadora, respeita as regras. Continue a educá-la desta maneira, que ela vai ser uma grande mulher!"
(Entre tantas outras coisas, nunca 40 minutos de conversa me deixaram tão orguulhosa)!
terça-feira, julho 10, 2007
Amanhã...
...fecha-se mais um ciclo. Bem cedo tenho marcada com a Professora a reunião do balanço do ano escolar que terminou hoje. Sem as palavras correctas para agradecer a quem em dois anos educou a minha filha de uma maneira tão especial. Lembro-me do medo que tinha na transição de um infantário particular para uma escola pública. Semelhante ao que tenho actualmente na mudança da escola da Helena. Hoje sei que foi uma decisão acertada. A Helena cresceu como ser humano. Foi ensinada a respeitar os outros, a realidade. Cultivando-lhe os sonhos de menina, como que da própria família se tratasse. 2 anos de descobertas, de conquistas. Que me deixam a transbordar de orgulho. Dizia-me que ía ter saudades da Ofélia. Eu também...
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Coisas Dela
domingo, julho 08, 2007
A realidade...
...com a qual não sei reagir. Uma parvoíce de criança, que se repete muito além do razoável. Chamo-a à parte e faço o primeiro aviso. Depois o segundo. Depois o terceiro que já faço mediante duas palmadas no rabo. Por momentos sinto raiva da minha filha. E isso não vem escrito nos livros. Aqueles segundos em que pergunto a mim própria onde ando a falhar, ou que caminho devo seguir.
Aqui há uns dias perto do sítio onde trabalho, uma criança chorava puxada pela mãe de uma forma assustadora. Sem contemplações, a dita senhora lá foi batendo e gritando com a criança perante a minha estupefacção. Ontem senti-me como a senhora, com a diferença de o ter feito nas quatro paredes do meu quarto. A mesma atitude, talvez condenatória. Não sei os limites da educação. Nem até onde posso ou devo ir. E é difícil...
Constatação de um facto...
Às vezes prefiro evitar uma confrontação com uma qualquer realidade. Assim posso fantasiar que não aconteceu.
A título de exemplo...
- Mudo de canal e finjo que Portugal não perdeu a meia-final do Mundial com a França.
- Não oiço o Sócrates a falar, e finjo que não é primeiro ministro do país onde vivo.
sábado, julho 07, 2007
Oitava Maravilha
sexta-feira, julho 06, 2007
Nestes dias...
...a princesa aprendeu a nadar. Sem dar muita importância explícita, fiquei a pensar que nesta idade é mais uma conquista, mais um passo no crescimento, mais uma vitória. E deixa-me tão imensamente feliz...
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Coisas Dela
quarta-feira, julho 04, 2007
Ontem e hoje...
...excelente notícia, notícia maravilhosa, notícia triste! Segue-se?
(É que o coraçãozinho não aguenta...)!
(É que o coraçãozinho não aguenta...)!
terça-feira, julho 03, 2007
Auditoria
100%! Hoje dificilmente qualquer outra coisa me deixava mal disposta! Mesmo assim, ainda há quem tente...
segunda-feira, julho 02, 2007
"Vou guardar o nosso amor na caixa da tristeza entre a alma e o coração. Estou cansada de sonhar, parece-me que já nem me lembro como é a realidade e agora que te ausentaste de ti e de mim acho melhor assim.Vou guardar o teu olhar ansioso de quando nos encontrávamos no Jardim da Estrela, tu chegavas sempre antes de mim, atrás de um boné cinzento e de uns óculos muito escuros para que o mundo não desse pela tua presença porque naquela altura o mundo não contava, só nós, e quando eu chegava passeavas as ruas mãos nas minhas como quem pega pela primeira vez num recém-nascido, solene e circunspecto, excitado e feliz, mas isso só se via no azul dos teus olhos, que aclarava quando se cruzava com o verde dos meus, e o verde e o azul tornavam-se o céu e a terra e eu sentia-me a pessoa mais feliz do mundo.Dizem que o azul é a cor do infinito e o verde a da esperança, mas a tua ausência já não enche os meus dias, nem consigo alimentar a doçura na espera, por isso guardo o meu amor por ti num lugar onde ninguém lhe possa tocar e dou-te a chave para não ter que pensar mais nisso.É engraçado, quando olho para o fututo, vejo-te lá. Olho para o sofá da minha sala e estás lá sentado. Olho para a janela e estás comigo, ao meu lado, a ver os barcos que sobem e descem o rio. Deito-me na cama e és tu que me adormeces e acordas. Mas isso é na minha imaginação, que é aquilo a que nos agarramos quando a vida nos rouba o resto.E o resto é estar sentada aqui, na esplanada do Jardim da Estrela, onde via o teu olhar iluminar-se da minha presença e o mundo inteiro em duas cores. Memórias perdidas no tempo como lágrimas na chuva, memórias que não quero perder e que por isso escondo numa caixa onde as guardo para sempre, esperando sem esperar que um dia encontres a chave e me voltes a fazer feliz.Mas para isso tens que querer, Porque sabes, meu amor que não há amor, há provas de amor. Fico à espera delas."
Artista de Circo, Margarida Rebelo Pinto
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Coisas minhas
Marada
Faz-me bem acordar com a energia de hoje. Depois de (mais) um fim-de-semana típico. A mais recente das guerras. Ligo-te calma, mas irritada. Com aquela vontade de mudar o mundo. Ou de mudar tudo! Deitar tudo a perder. Antes agora, como te digo. A aproveitar os momentos de racionalidade, que são escassos. Como sempre, falo pelos cotovelos, nas minhas teorias da treta. Na esperança de que um dia, de facto, me ouças! Ou na falsa esperança de achar que algum dia alguém me vai ouvir como mereço.
Sempre capaz do melhor, e do pior. Aceitas o que digo, fazemos os acordos do costume. Fazes-me rir à gargalhada, como sempre. Ligo-te por nada, só quando alguma coisa me corre bem. Mesmo que simples. Porque me apetecer partilhá-la contigo. Às vezes estranho da maneira como reages. O mesmo desiquilíbrio. Quando estou mais doce, sinto-te mais distante. Quando sou mais ríspida, sinto-te mais perto de mim. Como dizes, não tens medo. Como se eu fosse uma verdade muito certa. Serei apenas marada, como a carrinha vermelha.
Posso viver 100 anos que nunca vou entender. Tenho feito as minhas concessões, cedências sempre que consigo. Ando a moldar a personalidade, sem perder a espontaniedade que mais me caracteriza. A aprender a crescer, ou a viver contigo. A utlizar a minha maneira diplomática de te fazer sentir o que quero. Nunca vou entender no que é que falho. No que tenho errado. No que não entendes...
Sem dramas, amanhã é outro dia!
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Coisas minhas
A birra...
...denuncia uma noite mal dormida. Depois da animação que foi a festa da prima. Chorar por nada, gritar por coisa nenhuma. Querer uma atenção impossível de dar depois de um dia como hoje. Deito-te contigo a chorar de uma maneira que me parte o coração, mas não cedo. Porque amanhã é outro dia! Oxalá o João Pestana te traga descanso e os sonhos merecidos...
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Coisas Dela
domingo, julho 01, 2007
Há 2 anos...
Fazes 2 anos de certezas. De uma beleza invulgar, e uma personalidade vincada. De uma vida que faz parte das nossas, desde sempre. De um olhar que nos preenche, e uma alegria que transborda nas nossas vidas. 2 anos de simpatia. 2 anos de prazer de te ter, e de seres nossa. E de seres linda e traquina. E tão menina! 2 anos de mim, como tia. De multiplicação de amor. 2 anos de prima, e da cumplicidade das duas. 2 anos de admiração. 2 anos da tua presença. Da nossa felicidade.
Parabéns minha querida, parabéns...
Parabéns minha querida, parabéns...
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