quinta-feira, julho 19, 2007

Noites de antologia...

...podemos repetir, quando tudo era mais simples?

quarta-feira, julho 18, 2007

Balanço

Os últimos dias têm sido mais dedicados à minha própria vida! Talvez nem sequer ande tão concentrada no trabalho. Talvez, e simplesmente, precise de tempo. Tenho tido muitas dúvidas. Tenho falado com muita gente. Com a certeza de que não terei um número exagerado de amigos. Os suficientes para me fazerem sentir bem. Porque há coisas que não me atingem, nem afectam, mas doem. E tem sido difícil reerguer-me, ou redescobrir-me. Por entre os escombros que ficaram do meu coração, lá vou juntando as peças, tentando aos poucos perceber os meus objectivos.
À minha volta continua a pairar o mesmo fantasma. Não sei durante quanto tempo. Dantes achava que o tempo se encarregava de resolver tudo. Hoje tenho a certeza de que às vezes é preciso dar uma pequena ajuda humana. Demorei, sozinha. E apesar do que me foi dito sempre à minha volta. Era urgente tomar uma decisão. Levei o meu tempo. Chorei muito. Custou-me a aceitar os erros. Custou-me admitir que me tinha enganado tanto. Custou, de um momento para o outro, deixar para trás uma vida certa e plena de incoerências. Porque me foi ensinado a não virar as costas a ninguém. Porque acredito nos outros até ao fim. Até ao meu fim! Hoje sei que aguentei muito mais do que devia, ou merecia!
Continuo, todos os dias, sem saber ao certo o que esperar. Porque me vejo obrigada a recorrer à ajuda que sempre devia ter tido. Porque preciso de encontrar soluções para o que continua a ser cometido comigo. Sem poder desaparecer, peço só por justiça. Que se faça. Que a minha verdade seja tratada no local próprio. Para conseguir ter a capacidade de recuperar o que perdi! Não escondo que às vezes me sinto a fraquejar. Hoje balancei novamente. Com a convicção de que estou a fazer o que é correcto, sem saber a que preço. Hoje limpei as lágrimas quando vi uma desconhecida preocupada com os meus problemas. Num sítio por onde todos os dias passam problemas semelhante ao meu. Onde sou apenas mais uma.
Sem questionar o apoio que me tem sido dado por toda a gente. Deixei de lado a minha velha mania de me fechar dentro de mim própria. Agora quando quero chorar, faço-o sem vergonha. Grito. Telefono.
Talvez um dia consiga ter a paz que procuro há meses. Talvez um dia a minha filha não seja obrigada a conviver com esta realidade. Porque tenho aprendido ao longo dos tempos a ser mais mãe. E sei que ela sente isso todos os dias. Se muitas vezes não a consigo proteger de outros factores, é porque não dependem de mim! Porque talvez também um dia alguém perceba que ao prejudicar a minha filha não sou eu que sou directamente atingida, mas sim ela. E ela só tem 5 anos, e uma mão cheia de sonhos. Por isso lhe cultivo tanto a capacidade de sonhar...
Continuo talvez iludida com uma realidade que me tem feito bem. Que me tem ajudado a ser mais eu. Com alguém que me fez renascer determinadas características que julgava desaparecidas. Estou agora mais calma, mais sensata, mais ponderada. A tentar não cometer os erros do passado. Dou por mim a aceitar verdades que antes me pareciam inaceitáveis. Em nome de uma vida mais completa, ou mais estável. Ando a arriscar o mundo, é certo. Ando a arriscar tudo. Longe da nossa perfeição, lá vou esperando por momentos só nossos. Que estão tão perto. Onde em meia dúzia de horas hei-de decidir a minha vida. Dói a espera. Dói-me a incerteza. Dói-me balançar...

Mais 2 dias...

...e vou estar aqui! Can't wait!

Publicidade...

...gratuita!

Quem ri por último...

Hoje estou de folga! A contrariar os últimos dois meses de quase trabalho contínuo. Precisava de umas horas para tratar de burocracias essenciais à minha vida, e ao crescimento da princesa. A saga começou de manhã (não tão de manhã como é costume...)! Segurança Social, Finanças, trabalho, Finanças novamente (após 30 minutos a rezar para que o tempo do talão do estacionamento não passasse). Mais dinheiro no estacionamento, e Segurança Social, novamente. Atendida por uma senhora que em vez de me atender explicava ao telefone que hoje tinha que ir com a mãe a Pombal, para morrer (suponho que a mãe, não ela, embora ela estivesse alí a morrer aos poucos). Não me aceita o processo, porque o impresso não está correctamente preenchido, e as fotocópias não estão tiradas, e ela só quer fotocópias. Apetece-me gritar-lhe que já lá trabalhei, e que sei que as pessoas podem (e devem), levar os documentos originais, e que as fotocopiadoras estão a 3 metros da secretária dela. Para tal, basta levantar o traseiro da cadeira. Em vez disso (enquanto fantasio como seria torturar uma funcionária pública), levanto-me, coloco as duas cruzes que faltavam no impresso, e vou a um Centro de Cópias. Volto com as cópias e com as duas cruzes que faltavam, e assim já está tudo correcto. Depois do almoço vou ao único serviço público de hoje onde não me senti na ala da psiquiatria de um qualquer hospital. O maravilhoso Ministério Público. Este atendimento vou-me abster de comentar. Digo apenas e só que está tudo resolvido. Brevemente (muito mais do que algumas pessoas imaginam), vou ter a minha vida normal de volta. E a minha princesa vai poder viver a dela sossegada e feliz.


Hoje, apesar de tudo... estou, no mínimo, aliviada!

O dia...

...em que descobri que tinha uma potencial adolescente (na incubadora, é certo) em casa! Contrariei-a, e ela foi a correr chorar para o quarto!
Deve ser a vida a avisar-me dos anos que se adivinham...

terça-feira, julho 17, 2007

Por entre...

...uma conversa banal e um suspiro. Tudo o que precisava de ouvir, espontaneamente! Valeu por meses! Ainda falta muito para Sexta-Feira? (Sim, finalmente começo a sentir algum entusiamo...)!

segunda-feira, julho 16, 2007

There's so much i need to say to you...

... So many reasons why!

Precisava...

...de cuidar do meu coração, quando o teu é que anda aos pulinhos! Precisava de ter a perspicácia ou a audácia de conseguir perceber o que dizer. E o momento certo para o fazer. Sem a nostalgia de outros tempos, o discernimento para entender que os estados de alma evoluem, e as relações acompanham.
Não te adivinho os dias, nem as expressões, ou as reacções. Queria só estar à altura de conseguir acalmar as tempestades da vida. Que nos prova mais uma vez de que um momento para o outro tudo muda, tudo se altera. Aprendo aos poucos a viver um dia de cada vez, quando contigo me apetecia pintar o futuro de cores. Vou saber esperar, sem guardar o amor na prateleira, como me dizias. Esperei tanto, sem saber, pela tua presença. Que todos os dias vão ser pouco, perto da felicidade que me trazes quando estás comigo...

Amanhã...

...(e se o tempo colaborar, porque de Verão tem-se visto muito pouco), começa a temporada da praia da princesa no ATL. Tento não facilitar, e dar os normais conselhos de mãe quando durante algumas horas, num espaço propício a vários perigos, a minha filha vai estar longe do meu olhar, ou de alguém da família próxima. O resto fica nas mãos das educadoras e de Deus. Oxalá que se divirta...

domingo, julho 15, 2007

Não terei...

...exactamente chorado todas as lágrimas este fim-de-semana. Por entre horas atribuladas, mais uma complicação na vida da Helena. Aquele olhar vazio no regresso. A ausência de brilho nos olhos da minha filha. A ausência de sorriso. A minha incapacidade perante a resolução directa dos problemas. Positivo, dentro do mau, saber que o passo dado nos últimos meses rumo à libertação foi uma escolha correcta. A única solução possível. Com a confirmação de que piores dias virão. Tenha eu capacidade e lucidez para afastar e proteger a minha menina...

So not over you...

sexta-feira, julho 13, 2007

Game over

Confirmam-se as minhas suspeitas, depois de tentar durante todo o dia de hoje perceber. Ou perceber-te. Fico subitamente desarmada. Sei que nada posso fazer perante a tua verdade, ou a tua vontade. Não consigo evitar sentir-me desta maneira. Derrotada. Deprimida. Pior. As lágrimas incontornáveis, ou incontroláveis. Enquanto me falas em tom de balanço. Que não estás preparado. Não agora. Talvez depois, ou um dia!
Sei que daqui a sete dias vai ser da mesma maneira. Havemos de conversar. Está combinado. Sem saber o que te dizer. Sei que nunca vou ser capaz de te fazer ver a falta que me fazes e porque não, o quanto te amo. Nunca vou ser capaz de te fazer entender que aos momentos maus seguem-se os bons. Que estava tão mentalizada e preparada para viver tudo contigo.
Não sei o que pensar. Não consigo sequer pensar! Sei que a minha vida fazia mais sentido contigo. Sei que os passos que tenho dado nos últimos meses eram em função da nossa vida, ou do nosso projecto. Sei que não merecia. Sei que não quero falar. Não quero estar aqui, nem em parte nenhuma.
Fecha-se um ciclo. E eu só quero estar sozinha...

7 dias...

...de contagem decrescente. Sem ansiedade misturada (que deve vir lá mais para o meio da próxima semana). Hoje, como te disse, gostava de acreditar que os últimos dias têm sido um reflexo condicionado pelos longos tempos de ausência. Na certeza do meu amor incondicional, já não me apetece planear nada, contar com alguma coisa. Na mesma certeza, a saber que neste momento, verdades que me magoavam outrora, já me são indiferentes!
Não sei se é o meu sentido prático. Ou a descrença. Noutra qualquer altura 7 dias apenas seriam um motivo para me deixar eufórica. Actualmente nem por isso...

Hoje...

... é Sexta-Feira 13 e ainda não vi ninguém comentar, como de costume! Ou eu tenho o calendário avariado (o que não deixa de ser uma possibilidade), ou já-não-se-fazem-sextas-feiras-13-como-dantes!

Festa da escola

Ontem foi a nossa última visita oficial à antiga escola, desta vez para celebrar. Chegamos, a professora pergunta pelas tias, vamos buscar as tias e a Mariana a casa. Uma alegria para a princesa. Muitas conversas. Em mim apenas nostalgia. Quando nos abraçam e sorriem, e nos agradecem. Quando eu é que tenho tanto a agradecer. Na memória permanecem dois ou três momentos. A música cantada, tão real. Há dois anos entravas naquelas portas nervosa. Ontem saíste tão feliz! Há dois anos eras do grupo dos mais novos. Hoje é dos "barbudos". Inicias uma nova etapa. Deixas para trás os dois anos nos quais mais cresceste, mais aprendeste. E que deixam saudades...

quinta-feira, julho 12, 2007

Amanhã...

...peço-Te apenas que estejas onde deves estar!

Who's gonna pick you up...

... when you fall!

8 dias...

Faltam apenas 8 dias para uma coisa que me devia deixar imensamente feliz. Em vez disso estou céptica, desconfiada, reticente. E detesto...

quarta-feira, julho 11, 2007

Subitamente...

...e num curto espaço de tempo toda a gente se lembra de me perguntar com um ar incrédulo se quero ter mais filhos. Se conseguisse arranjar um pai à altura. Se tivesse um emprego onde trabalhasse menos e ganhasse mais. Se... como ouvi alguém dizer no outro dia. Se a minha avó tivesse rodas era uma bicicleta!

Sonhos...

Talvez um dos mais profundos! Com a certeza de que um dia hei-de estar aqui...

Da avaliação

"O que dizer da Maria Helena? Não há nada negativo para dizer dela! É simpática, amiga, meiga, perspicaz, inteligente, atenta, educada. É emocionalmente estável, criativa, toma iniciativa, conversadora, respeita as regras. Continue a educá-la desta maneira, que ela vai ser uma grande mulher!"
(Entre tantas outras coisas, nunca 40 minutos de conversa me deixaram tão orguulhosa)!

terça-feira, julho 10, 2007

Amanhã...

...fecha-se mais um ciclo. Bem cedo tenho marcada com a Professora a reunião do balanço do ano escolar que terminou hoje. Sem as palavras correctas para agradecer a quem em dois anos educou a minha filha de uma maneira tão especial. Lembro-me do medo que tinha na transição de um infantário particular para uma escola pública. Semelhante ao que tenho actualmente na mudança da escola da Helena. Hoje sei que foi uma decisão acertada. A Helena cresceu como ser humano. Foi ensinada a respeitar os outros, a realidade. Cultivando-lhe os sonhos de menina, como que da própria família se tratasse. 2 anos de descobertas, de conquistas. Que me deixam a transbordar de orgulho. Dizia-me que ía ter saudades da Ofélia. Eu também...

domingo, julho 08, 2007

A realidade...

...com a qual não sei reagir. Uma parvoíce de criança, que se repete muito além do razoável. Chamo-a à parte e faço o primeiro aviso. Depois o segundo. Depois o terceiro que já faço mediante duas palmadas no rabo. Por momentos sinto raiva da minha filha. E isso não vem escrito nos livros. Aqueles segundos em que pergunto a mim própria onde ando a falhar, ou que caminho devo seguir.
Aqui há uns dias perto do sítio onde trabalho, uma criança chorava puxada pela mãe de uma forma assustadora. Sem contemplações, a dita senhora lá foi batendo e gritando com a criança perante a minha estupefacção. Ontem senti-me como a senhora, com a diferença de o ter feito nas quatro paredes do meu quarto. A mesma atitude, talvez condenatória. Não sei os limites da educação. Nem até onde posso ou devo ir. E é difícil...

Constatação de um facto...

Às vezes prefiro evitar uma confrontação com uma qualquer realidade. Assim posso fantasiar que não aconteceu.
A título de exemplo...
- Mudo de canal e finjo que Portugal não perdeu a meia-final do Mundial com a França.
- Não oiço o Sócrates a falar, e finjo que não é primeiro ministro do país onde vivo.