domingo, outubro 07, 2007

Programa das festas

  • Visita às grutas
  • Passeio e pic-nic na serra

(Oxalá o tempo colabore...)!

sábado, outubro 06, 2007

À conversa...

...com a amiga de confidências, verdades nas quais nem sempre penso. À distância das teclas tudo se diz, sem medo. Tudo se assume! A vida ganha outras perspectivas. Sem ilusões falsas. Digo-lhe o que penso e o que sinto, sei quanto me entende. Porque já limpou as lágrimas, e ensinou-me a ser mais feliz com o que tenho, ou o que sou. Ensina-me todos os dias a valorizar-me, e a rir à gargalhada.
E sabe tão bem...

Namoros

- Mãe, já consegui que o Daniel fosse meu namorado.
- Sim, filha. Como?
- Ele pediu-me uma caneta, e eu disse que só emprestava se ele namorasse comigo.
(Onde é que ela aprendeu que as relações são um jogo de interesses?)
- Mas filha, provavelmente ele só aceitou namorar contigo por causa da caneta.
- Não faz mal mãe. Vou pensar num plano para o conquistar...
(PLANO??? Onde é que a criatura foi buscar isto??? Será que em vez de lhe comprar 24 canetas, devo comprar-lhe 36???)

And the Oscar goes to...

Estou farta de estar calada. E ando com uma vontade imensa de exorcizar da minha vida determinadas coisas, ou pessoas. Daquelas em que a determinada altura da vida se dá tudo. E se recebe nada. Aquelas pessoas que nos tiram o valor, e a auto estima. E deixam a nossa vida virada ao contrário, até ao dia... Até ao dia em que descobrimos que podemos voar por nós próprios. E que não adianta esconder o sol com uma peneira...
Estou cansada de, nas últimas semana, ser obrigada a assumir o papel de mãe má. E quem me conhece sabe do que falo. Com a consciência de que durante anos forcei o pai da Helena a tê-la aos fins-de-semana. Quando era eu própria que ía levá-la e buscá-la a casa dele. E se, durante a semana, quisesse eventualmente que falassem, sempre partiu de mim a iniciativa de telefonar. Para não falar de tantas outras coisas, das quais agora me envergonho, e envergonham concerteza as pessoas envolvidas. Que se dizem tão católicas, e tão defensoras da família. E que batem com a mão no peito para dizerem que são pais e avós fantásticos.
Estou triste por arranjar concorrência à altura para ganhar o Oscar. Leio isto e rio. Levanto-me e aplaudo de pé. Porque para quem não conhece, a performance é fantástica. Mas basta tentar ler mais nas entrelinhas, e percebe-se facilmente que um lobo nunca consegue vestir a pele de um cordeiro, mesmo que disfarce as patas com farinha.
Entristece-me sobretudo ter que lavar roupa suja aqui. Quando a minha vida está longe de ser perfeita. Mas é concerteza muito mais feliz desde que me libertei em Fevereiro. Já jogámos tudo o que havia para jogar. Já fui chantageada, agredida, insultada. Há testemunhas e um processo a decorrer em tribunal que valeu um termo de identidade e residência. A minha filha foi deixada esquecida na escola a semana passada sem qualquer tipo de justificação. A tal menina que é tão cumplice do pai não merece atenção quando o mesmo se encontra a jantar com amigos.
Estranho perceber que a vida de tal pessoa parece ter efeito espelho. Quanto mais me acusa de ser a mãe má, já eu sei que há disparates por trás. Quanto mais me acusa de por "namoricos" (que expressão horrível de dizer, quando se tem quase 50 anos) à frente dos interesses da minha filha, já eu sei que anda aluado com mais uma cachopa qualquer. Quanto mais... mais eu me orgulho. Por ser eu, por trabalhar e não depender do dinheiro dos outros. Por não ser dependente de vícios. Por não passar a vida inteira no café sem fazer nada, a falar da vida dos outros. Por ter uma filha fantástica com quase 6 anos a quem nada faltou, graças à paciência e generosidade da minha família (exclusivamente a minha). Por ter uma filha que me ama acima de tudo, e que sabe que deixo tudo e faço tudo por ela, como sempre. Por ela ser forte, saudável e feliz. E por estar, de consciência plena, apesar das minhas lacunas, a fazer um trabalho fabuloso...
Nunca utilizei a assuntos de fé para me vangloriar. Se bem me lembro, essa mania das velas acesas lá em casa até partiu de mim, numa altura em que precisava de alguma coisa na qual acreditar. Mas ensinaram-me que aquilo que fazemos deve ficar connosco. Aquilo em que acreditamos deve ser pessoal, e só assim tem valor. Sob pena de parecer exibicionismo. Ou teatro. E orgulho-me de ter uma educação que não me permite desejar mal a ninguém. Mas não tenho paciência de santo. E para mim chega!
Quanto ao vudu, às pragas e afins... nem comento! Um homem que quer o mal da mãe da própria filha não merece realmente muita credibilidade!
E espero que esta tenha sido a última vez que me vejo obrigada a dizer isto!
Também em tom de recado. Quem muito apregoa que é feliz causa-me desconfiança. Desconfio de vidas perfeitas, que se denotam nas mensagens que recebo há meses. Desconfio de uma vida que conheço à transparência. Que só deve comover quem, por inocência, lê palavras do protagonista e acredita. Mas como se costuma dizer, vozes de burro não chegam ao céu...
Eu sou trapalhona, tenho mau humor, pouca paciência. Fico deprimida muitas vezes, choro por tudo e por nada, penso demais. Não sou daquelas mães que não largam os filhos. Pareço à partida descuidada. Não me apetece passar horas intermináveis a bricar com bonecas. Sou exignte, por vezes ríspida, ou exagerada. Mas a minha filha tem regras. Horas certas para comer e para dormir, ou para tomar banho. Os trabalhos de casa estão primeiro que qualquer brincadeira. As palmadas são raras, e não passam da medida certa, no momento oportuno. Não a pressiono, nem digo o que não devo à frente dela. Raramente lhe falto a uma promessa. Só não sou infalível. E pudesse eu falar livremente, e um blog só não chegava para tudo o que tinha que dizer...
Às vezes pergunto-me se alguma vez vou ter paz. Depois penso no nome completo dela, e percebo que a culpa é toda minha. Afinal foi eu que fiz a escolha errada...

quinta-feira, outubro 04, 2007

Arrepio ou suspiro...

Páro uns minutos. Momentos d'antes! A música que queria ouvir, e que me refresca memórias de sempre. Com um suspiro, ou um arrepio. A leveza dos dias. E uma saudade imensa. Daqueles dias longínquos. Quando as visões eram mais inocentes. E nós eramos nós. Respiro fundo, fecho os olhos e é impossível não sorrir, com umas lágrimas à mistura. Vou viver outros tantos amores. Talvez mais intensos. Quem sabe mais fortes. Por agora assim. Uma consciência plena, um aperto fundo. E mais nada...

Tia ao quadrado...

Hoje descobri que vou ser tia mais uma vez. Dois "sobrinhos" que hão-de nascer lá para Maio! (E acho que as minhas irmãs continuam não-grávidas)!
E é tão bom...

quarta-feira, outubro 03, 2007

Sem ter...

...a presunção, e a ilusão de que a vida é sempre perfeita. Assim vou estando. Cautelosamente. Porque tudo o que é demasiado bom tem tendência para piorar. Sinto-me bem. Sinto-me forte. Sinto-me eu. Como fui em tempos, ou há muitos anos. Com vontade de virar o mundo do avesso. Com uma calma que já não reconhecia em mim!
Hoje mais um passo. Olho para o futuro e sorrio! Deixei de pensar em todos os momentos, de sofrer por antecipação, ou de ter memória selectiva. Com os pés na terra, longe dos momentos que me fazem sonhar, e andar com a cabeça nas nuvens. A necessidade de pertencer a este mundo. Ser mais sensata, sem deixar de lado a minha parte mais emotiva, ou mais humana. Que faz de mim apenas e só aquilo que sou.
Hoje voltei a rir verdadeiramente. A soltar gargalhadas espontâneas. A abraçar! O que me tem feito falta esta proximidade, quando estou rodeada de pessoas que sempre quiseram o melhor de mim, ou para mim. Hoje respirei de alívio. Hoje pude ser mais verdadeira. Sem remorsos. Porque o que se faz, está feito. Porque eu também erro. Porque também tenho os meus momentos.
Hoje aceitei a vida como ela se me apresenta. Aprendi mais um pouco a perder, ou a aceitar as perdas. Aprendi a viver com o que as dores trazem. Aprendi que é mais fácil simplificar. Hoje falei noutro tom, de outra maneira, com outras perspectivas.
Hoje foi assim...

Vou ser tia...

...e garanto que nenhuma das minhas irmãs está grávida (pelo menos que eu saiba)!!!

Toda a verdade sobre o amor - parte II

Um homem casado, que precisa constantemente de procurar outras mulheres. Mente a todas ao mesmo tempo, faz promessas falsas. O inevitável (porque os homens não são assim muito perspicazes quando traem)... é descoberto. Porque mais cedo ou mais tarde vai cometendo erros!
Moral da história... a oficial descobre o amor noutra pessoa. A oficiosa termina não se sabe muito bem como, mas vingada!
Alguém me explica onde é que eu já vi este "filme"?

terça-feira, outubro 02, 2007

Toda a verdade sobre o amor...

Não vou dissertar. Vou só ver o filme (e tentar perceber se já o vi antes ou não...)!

Precisava...

...de falar, ponto. Sem dizer nada, ou pouca coisa. Quando as palavras e os pensamentos se atropelam. Quando preciso de assentar ideias, por a cabeça em ordem. Valorizar-me...
Preocupo-me demais, e não devia. Um dia destes acordo com pena do que não vivi...

Primeira leitura...

Hoje a princesa chegou a casa a dizer que já sabia ler duas palavras: "ui" e "iu"!
E eu a babar de orgulho...

Onde quer que estejas...

Parabéns! Porque o teu dia não se esquece. Amo-te como daqui aí...

Lufada de ar fresco...

O que vale é que as crises passam depressa! Se ontem me preocupava, hoje é-me indiferente! Num destes dias, de uma vez por todas, vou aceitar a vida como ela é. E vou ter a certeza de que só está comigo quem quer, porque quer, até querer! Chega de ilusões, de mentiras, de falsas esperanças e de tudo. Porque o que tiver que ser será. E eu não vou, só por mim, mudar nada! E soube tão bem acordar assim...

segunda-feira, outubro 01, 2007

Não consigo

...

Pecados Íntimos

Inquietante, perturbador. Deixou-me a pensar na vida e no destino. Que nos cabe a nós fazer opções. Abdicar ou não de determinadas coisas. Entre o certo e o incerto. A fronteira entre a felicidade arriscada, e uma vida confortável. As escolhas do amor. A busca incessante. O assumir as fraquezas. A forma certa de vivermos com o que se sobrepõe à própria vontade.
Estranha-se ao princípio. Balança-se no fim!

sábado, setembro 29, 2007

Serão...

"Pecados Íntimos", e chocolate. E o pensamento longe...

sexta-feira, setembro 28, 2007

Move over

Talvez nunca tenhamos tido uma conversa com a franqueza de hoje, com esta verdade! Olho para o meu dia, e faltam-me as palavras. Sinto-me confusa. Na minha realidade, transportas-me para o que nunca quis ver, dás-me as explicações que precisava para continuar. Numa simplicidade que estranho. Quando à minha volta assumimos que devia evitar. Mas não consigo. E hão-de-me entender...
Estive a um passo de te dizer o que não devo. Não me consigo expor mais. Pela primeira vez em muito tempo senti-me na obrigação de dizer o que sinto. Deixei cair a máscara. Não adianta fingir uma força que não tenho, alguém que não sou. Pela primeira vez deixei cair livremente as lágrimas sem te esconder o sofrimento que têm sido os meus dias. Pela primeira vez falo-te demasiado a sério!
Por mais que doa. Por mais que tudo. Mesmo que pareça contraproducente. Não consigo apagar o passado. Não sei esquecer o que se passa cá dentro. Ficámos mal resolvidos desde aquele instante. Não te entendo as mentiras, nem as motivações, nem os actos. Mas não os consigo compensar com falta de amor. Saberei sequer o que é, como se transforma, como mexe comigo... Saberei eu aceitar o que me dizes na frieza de um gesto...
Precisas de digerir o que te disse. Perguntas-me pela reacção do clã. Digo-te seguramente que estou rodeada de pessoas que me amam incondicionalmente, apesar de todos os disparates que foi a minha vida, dos quais não sinto o mínimo de orgulho. Asseguro-te que nunca vou ter que ser eu a justificar-me perante os outros, quando o único erro que cometi foi apoiar-te sempre. Faço-te perceber o inevitável, que me custou horas de sono. Que me custam estas lágrimas. Que me custou toda a relação contigo. Que me custa a tua ausência quando apesar de tudo fecho os olhos e tenho apenas imagens nossas inesquecíveis. Que me custa saber se algum dia vais querer sequer que te perdoe. Quando eu própria não posso ser perdoada por te ter dito tudo isto. Quando a única coisa que peço é que me aceitem como sou. Quando preciso do coração à frente das obrigações, ou das condenações! Quando um dia vais ter que entender que nada do que fiz foi para nos prejudicar. Quando sei desde sempre que a principal prejudicada sou eu...
Nunca estive sozinha. Sei o que valorizo. Identifico perfeitamente as minhas prioridades. Mas na verdade aqui custa menos a assumir. Eu era muito, mas muito... muito mais feliz na nossa mentira doce...

Hoje...

Acordei com vontade de ouvir uma música de sempre, que explica tantas coisas na minha vida...

Thank...

...You!

(Porque eu não sou só a ingrata sempre pronta a refilar nos momentos maus!)

Madrinha...

Fazem-me falta os serões de Verão contigo, quando se adivinha o Outono, e tenho que te dizer adeus... como hoje! Sempre com a promessa que havemos de passar mais tempo juntas. Porque me faz falta recuperar o tempo que a vida nos tirou. Porque aos quase 27 anos me sinto mais próxima de ti do que nunca.
Talvez te tenha deixado ir embora sem te dizer o quanto de admiro. Por seres a mãe maravilhosa que és, a avó terna. Por mostrares sempre um sorriso, quando a vida te tirou mil vezes a vontade de rir. Por seres tão generosa, tão verdadeira e tão forte. Tão doce. Tão tu...
Hoje em meia dúzia de palavras dás-me um dos melhores conselhos que podia ter ouvido. Na tua simplicidade. Com a voz melodiosa de sempre. Com uma beleza incomparável. Como só tu. E a tua capacidade intrínseca de me fazeres sentir bem. Comigo e com a vida.
Deixas-me a chorar. Não de tristeza, mas de saudades. Vais embora e deixas-me com a certeza e o orgulho de ter a melhor madrinha do mundo...

quarta-feira, setembro 26, 2007

Milagre...

Antes que me comecem a chatear com santos milagreiros de bola, já o ano passado disse e repito: A TAÇA É DE BARRO!

Hummmpfffff!

So quiet...

Há dias assim, de mal menos. Acordo ensonada, preparo a cria para a escola. A caixa da loja dá-me cabo da cabeça, mas termina num instante. O trabalho flui. Sem stress. Dias em que o telemóvel fica esquecido, num canto qualquer. Dias em que tudo corre bem. Dias com outra disposição, outro sorriso, por nada, só porque sim. Dias que me deixam a pensar que a vida toda devia ser desta maneira. Mais simplificada, sem jogos, sem dúvidas nem mentiras. Só uma conversa banal, tida com medo. De quem acaba de caír e se levanta devagar. Num silêncio que diz tudo. E uma vontade que se esconde. Porque a vida é uma aprendizagem. Eu tenho aprendido que nem tudo é como quero, nem quando quero. Muito menos à minha maneira. Pode já ser tarde. Mas mais vale tarde que nunca...

segunda-feira, setembro 24, 2007

Supostamente...

...para tudo na vida existe uma explicação. Provavelmente sem muita lógica. Nos últimos dias tenho tido tempo para parar e pensar no significado dos meus últimos meses! Acho que acredito em destino. Acho, e quero acreditar que nada é ao acaso. Mas não posso entender o porquê de tantas coisas...
Procuro uma explicação que não encontro em lado nenhum. Nem nas pessoas, nem nas suas palavras. Nem em Deus, em quem acreditava tanto. Nem na medicação que tomo sem questionar. Precisava de uma explicação que me sossegasse. Que me dissesse que o sofrimento não é em vão. Que algo de bom se consegue retirar. Olho para trás e vejo dias e dias. Meses, talvez. De ansiedade, de mentiras nas quais acreditei sem hesitar. Contra a verdade que estava estampada à minha frente...
Tenho quase 27 anos e nenhum objectivo. Deixei de acreditar no que quer que seja. Por aqui vou vivendo um dia após o outro. Com o estigma de continuar a gostar de uma pessoa que subitamente ganhou rosto, forma e nome. Que já não preciso de esconder! Quase 27 anos depois, e nada do que sinto é consistente. Nada do que possa fazer me deixa feliz, ou completa. Nada...
Devia haver uma explicação para precisar de ouvir aquela voz. Para me sentir com capacidades de perdoar. Para o facto de muitas vezes querer apagar da memória os momentos maus, quando os bons me pareceram sempre tão verdadeiros. Deve haver uma explicação para não conseguir superar. Para me ter apaixonado no fim de uma relação falhada. Para ser culpada disto que tenho que viver agora.
Se tudo na vida tem uma explicação...ainda gostava de perceber porque é que não encontro as que procuro...

Da escola...

Este fim-de-semana fez na perfeição 3 folhas cheias de "I's" maiúsculos. Já identifica sem dificuldades a letra no meio das palavras, quer seja escrita à mão, ou em letra de imprensa.
Para hoje adivinham-se novidades...