quarta-feira, março 12, 2008

Preocupações

Sempre foi difícil para mim equacionar a educação escolar da Helena. Ao contrário do que é normal nos pais, resignei-me e inscrevi-a na escola primária que era mais conveniente. Ou uma das únicas opções. O início foi difícil. Aos poucos ela foi-se ambientando.
Actualmente, e quando sou quase forçada a obrigá-la a fazer, durante a semana, as 10 folhas de trabalhos de casa que a professora passa, noto-lhe as dificuldades. E talvez me arrependa da decisão que tomei! Dificilmente lê um ditongo, é distraída nas contas, está sempre irrequieta. Troca os "ós" pelos "ús", e através dos sons, nem sempre consegue escrever uma palavra, mesmao que já tenha aprendido todas as letras...
Nunca tive a ambição de que fosse a mais bonita, ou a mais inteligente. É especial à maneira dela. Mas tenho sobretudo medo. De ter tomado uma decisão errada. Ou de estar apenas a ser precipitada. Medo de não conseguir proporcionar-lhe o que merece. E merece tanto...

Das contas...

Num destes dias, com os trabalhos de casa:
-Mão, quanto são 12 + 5?
Resposta pronta:
-Conta pelos dedos...

- Ó mãe, mas eu só tenho 10 dedos (com voz de quem me diz... dahhhhhhh)!!!!

Com sorte...

Ainda me calha alguma coisa...

Hilariante...

Lagartos e tripeiros a comentarem jogos do Benfica (Getafe 1 - Bidões 0)!

segunda-feira, março 10, 2008

Finalmente, as férias...

Estão marcadas. Quatro noites, já a partir do dia 24. Vamos para o Algarve. Não para a primeira escolha, mas para a escolha possível, com esta antecedência.
(Can't wait...)!

Das duas...

Hoje, mais uma oprtunidade para ficar algumas horas com as princesas. Ir buscá-las à escola, com uma visita ao "avô-velho" pelo caminho. Voltar para casa, banho e brincadeira.
Chega a ser mais fácil cuidarde duas. Tipo "produção em série"! Ainda mais estas. Que são giras e simpáticas. E são-se como irmãs... brigam que só visto!

Be afraid...


Uma grávida de tesoura em riste! Num impulso, muitos cabelos no chão. O Pedro com cara de pânico (com uma gargalhada irónica escondida)!
E a grávida cortava, cortava, enquanto dizia "eu já vi as cabeleireiras fazerem isto muitas vezes", cheia de moral! E eu a pensar... (eu-também-já-vi-dentistas-a-arrancarem-dentes-e-não-é-por-isso-que-me-atrevo-a-fazê-lo)!


Amanhã, antes de ir trabalhar, provavelmente, tenho que ir fazer um corte destes! (Ai, as hormonas...)!

(Contando que fique com aquela cara e aqueles olhos, é capaz de não ser mal pensado)!

Esta segunda-feira...

O tempo não ajuda, assim como a disposição. Apetecia-me só ficar em casa, como em tantos outros dias! Apetecia-me fechar a porta, não estar...

domingo, março 09, 2008

Arrepiante

Did I ask too much? More than a lot. You gave me nothing, now it's all I got...

terça-feira, março 04, 2008

Promise

A forma mais perfeita de amar, ou seja o que for, traduzida em palavras. Não demasiado doce, talvez meia subtil! Dizer-te apenas. Há aqui um canto, um porto de abrigo, onde cabemos apenas nós. Dizer-te que te lembro a cada instante. Que me preenches os dias, e me embalas nas noites.

Nesta sonoridade suave. Encontro sempre em ti vontade de regressar...

Procura-se...

Dose dupla de auto-estima...

segunda-feira, março 03, 2008

Serei a única...

...a ter saudades do Verão?

Pergunta-me...

...o porquê da menina ser tão magra, com 2 anos. Explico que há países onde as crianças não têm o que comer. Nem a sorte de terem os lanches que ela recusa tantas vezes na escola. Como na semana passada, que os pãezinhos voltaram inteiros, e o iogurte intacto. Diz-me que um dia deu comida ao meninos pobres, com o pai. Pergunta-me porque não dão aquela menina, da televisão. Digo-lhe que é longe. Quer saber se os meninos vão à escola. Se não, porque não lhes ensinam os pais. Os pais também não sabem, é a resposta. E porque é que não há gente que lhes leve comida, de outros países. Digo-lhe que há. Mas que a comida que levam está longe de chegar para todos. Com o coração pequenino, recuso-me. Sou assim quando alguma coisa me deixa de lágrimas nos olhos. Uma forma de não alimentar a dor. Aos olhos dos outros, uma quase insensibilidade. A meu ver, uma forma de me refugiar. Hoje a princesa foi mais cedo para a cama. E eu não vi o resto...

Das folgas

Às vezes precisava de trabalhar, para descansar mentalmente das folgas!

(Haja alguém capaz de me entender...)!

À transparência

Nestes dias tornou-se extremamente difícil viver com as recém (re)descobertas crises de ansiedade! Quando tento apenas viver a vida pela vida. Quando preciso de desligar o complicómetro e voltar a não esperar nada. De repente nasceram as dúvidas. E uma conversa que me deixou extremamente feliz há apenas dois dias, trás consigo uma carga demasiado difícil de suportar! Ninguém manda começar a tentar ler as entrelinhas do que me foi dito. Ninguém manda tentar estar sempre à frente do tempo, ter pressa....
(Há frases que tento reter, e que por vezes me parecem apenas retiradas de um sonho. As saudades. A vontade. Um futuro próximo, que parece sempre ao meus olhos longínquo demais)!

Às vezes...

...sinto-me sem chão. E tudo parece nada...

domingo, março 02, 2008

Petição

Para que o Rui Costa jogue mais uma época no Benfica. Eu assino.

(Se bem que fui ensinada a não me rir da desgraça alheia)!

Das férias

Daqui a menos de um mês, em parte incerta, as (merecidas) férias!

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Não sendo...

...especialmente intuitiva, sempre soube que um dia ia ser assim. Hoje sei que estou mais magoada que nunca. Entre lágrimas, apenas agradeço. Por conseguir finalmente encontrar explicações. Agradeço a mudança que fui obrigada a viver. A calma que me tem sido permitida. A forma a que fui obrigada a viver com as minhas próprias limitações. Agradeço o teste. À minha personalidade, ou apenas à persistência. Com a vida a provar-me que devia confiar mais. Pelo menos em mim...
A música é a mesma. Uma sonoridade que atravessa os dias, outrora vazios. À volta das memórias. Qualquer lugar. Qualquer palavra. Qualquer fase. O que gostava de ter partilhado. As vezes que senti que devia. O tempo que passei só parada. As saudades.
Hoje mostraste-me o que precisava ver, talvez desde sempre. Que sei ser feliz de muitas formas. Que sou capaz. Com passos pequenos. A aprender-me. Hoje bastou-me tudo o que senti. Bastou-me saber...
"Diz que é verdade, que tem saudade, que ainda você pensa muito em mim..."

Like you'll never see me again...

Difícil de entender, ou de explicar! Como tenho a certeza desde sempre. Sem falsas ilusões, por nos saber humanos. Longe da perfeição que procurava aos 19. Aos 27 muda tudo!

Alguém que nos mude os dias, e as noites. E nos faça ter vontade de acordar. Alguém que nos oiça, ou seja capaz de entender os silêncios, os momentos maus. Que nos defenda, incondicionalmente. Que lá esteja apenas. Que seja. Um amigo. A companhia para ir ao cinema, fazer uma viagem distante, ou só ficar. Alguém que nos olhe com admiração e espanto. E se espante, ou se encante. Que não nos subestime. De personalidade vincada, ou forte. Capaz do impensável.

Alguém que não vem de cavalo branco, nem se SLK. Que faz birras, e discute, e levanta a voz. Que gosta de nos irritar, de nos por à prova. E sente ciúmes. Nos acha "desejáveis, ou capazes de desejar". Que nos sinta como se fosse a primeira vez. Ou a última. Sobretudo, que nos traga de volta aquela rotina de sempre. Que nos dê a mão. Que sinta orgulho por nos conhecer, ou nos ter ao lado. Que saiba amar-nos da mesma forma, com a mesma intensidade...

(Hoje acordei optimista...)!

Princesa

Horas depois de preencheres a minha vida com esta alegria, a certeza! Que já te amo, como se aqui estivesses. Que já fazes parte das nossas vidas. Que és linda, linda. E que não posso esperar para te ter aqui connosco. Para seres feliz, com a mana e a prima.

Matilde, querida! A madrinha está tão orgulhosa...

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Amanhã...

Ao longo do tempo vejo-me obrigada a ser mais insensível, ou menos presa às pessoas. Tento não me deixar abater, nem ficar demasiado emotiva...
Como se fosse possível, ao fim de mais de um ano. Um ano de horas intermináveis em comum. Gargalhadas. Conversas idiotas. Trabalho. Partilhas.
Amanhã despedimo-nos não só de um excelente profissional. Deixamos ir a pessoa. De uma forma sincera, um sorriso por ver-te partir. A ser egoísta, a vontade incrível de que permanecesses connosco. Fazemos como fizemos sempre. Em grande. Talvez sejas a nossa maior perda desde sempre. O que sempre nos definiu como equipa...
Saudades. Sempre. Do teu cabelo espetado (ou do penteado novo). O ar gozão. O tom de voz. Saudades das piadas parvas. Dos problemas que causavas. Daquelo brilho do olhar. Das histórias hilariantes. Da simplicidade das conversas. Do coração gigante. Da sensibilidade rara. Da frontalidade. Dos tempos que passámos a depreciar as músicas um do outro. Saudades do homem-menino. Saudades tuas.
Conhecer-te foi um privilégio...

Tenho... verdadeiramente... o desejo profundo de que sejas imensamente feliz! E como acredito...

Dores de cabeça

Tem sido assim, nos últimos dias. Hoje fomos ao médico de família. Depois de alguns exames, há-de haver uma conclusão. Por enquanto, ben-u-ron e descanso...