quarta-feira, maio 14, 2008

Ando...



... há muitos dias a adiar um pensamento. Como que se me libertasse, se caminhasse noutro sentido. Sair, ler, fazer projectos, viver a Helena. Manter-me afastada de uma decisão que não é só minha. Ando há muito tempo a evitar sentimentos. Como se fosse possível adiá-los. Como se a minha vida presente se baseasse apenas no aspecto familiar, ou profissional. Ou social. Tenho-me divertido sem remorsos. Ando a cultivar as relações. Sei com quem conto. Mas falta. Falta não sei quem, nem bem o quê! Quando olho para trás e vejo apenas meia dúzia de promessas, nas horas intermináveis de conversas que temos. Falta-me saber o que se sente para além das saudades. Se é que existem. Se é que se sentem. Como quando um dia me disseram que era difícil exprimir a falta que nos faz alguém que não podemos ter fisicamente, todos os dias. Quando nos limitamos a basear uma relação, seja em que vertente for, nas recordações que temos. No que vivemos um dia...

É tudo muito claro, na minha cabeça. Já não sei chorar. Esgotei as lágrimas, ou limitei-me a secá-las. Ocupo todas as horas do dia longe. Muito longe. Sem saber como seria tudo, se fosse diferente. Mais presente.

Ando cautelosamente feliz desta forma. Sei o que tenho, da forma que o tenho, e a insegurança que isso me provoca. Anteriormente ficaria angustiada. Hoje limito-me a ser paciente. E a acreditar. Que um dia vai ser. O que eu quiser. Que quiserem comigo, ou sem mim. Que os dias são sempre diferentes, e reservam-nos surpresas. Que sou obrigada a viver com elas. E a tirar partido. A saber gerir...

Às vezes acaba-se a força, e quero apenas desistir. Outras tantas acredito. E sei. E sabes. Que sim...

Eu vou...


Lisboa, 30 de Maio de 2008!

segunda-feira, maio 12, 2008

A única coisa de jeito que me aconteceu hoje...






(Já passaram 8 dias...)!

Aos 27 anos...

...tenho (quase) tudo o que passei a vida inteira a desejar! E sabe bem!



Hoje, mais do que nunca, ou todos os dias, tenho a certeza que escolhi continuar...

Palpite

Eu sinto a falta de você, me sinto só, e aí...

Do fascínio dela...

As conversas do fim-de-semana com o pai baseiam-se (quase) sempre no mesmo: os animais. Ou o cão "Kiko", e os peixes do aquário. O preto, com bolas brancas. Feio como um tubarão. Os bebés que nasceram na maternidade, a mãe azul que está grávida, e o pai que, cheio de procupação, que não a larga. Para terminar, o outro que adora ver televisão. Cá em casa, inventa mil brincadeiras com a "Moa", que acabam sempre com a desgraçada da cadela a esconder-se dela. Adora os cães da rua. Foi ela que baptizou (o acordo ortográfico vai tardar por estas bandas, mas isso é outra história) a "Cadelita", ou "Carlita", como dizia ainda bebé.
Desde sempre na rua me lembro de querer brincar com todos os animais que visse. Mesmo aqueles cães mais rafeiros, e abandonados, com aquele olhar feroz. Os outros, de raça tendencialmente perigosa, com as dentuças de fora, que ela apelida sempre de "fofinhos".
Aos seis anos é praticamente impossível delinear-lhe o futuro. Mas se lhe escolhesse uma tendência, seria esta: a Helena adora animais...

quinta-feira, maio 08, 2008

Tenho...

...finalmente o meu pc portátil. E net no quarto. E estou maravilhada!

segunda-feira, maio 05, 2008

Sem ser comigo...

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=343736&tema=27

(Comecei a chorar mal vi a primeira imagem, e ainda não consegui parar)! Há coisas que ninguém deveria ser obrigado a viver!

Mais projectos

Decorre há vários dias a escolha de um pc portátil, com o qual sonho há muitos e longos anos! O que detesto na escolha: há dezenas deles, em montes de lojas diferentes. A opção é difícil, tendo em conta que as lojas insistem em não comercializar os mesmos modelos, para não os podermos comparar!

Acho que vou optar por uma escolha feminina, e compro o mais bonito!

Novos projectos




Amanhã (porque hoje decorreu o processo psicológico), começo a fazer novamente dieta (mais uma, para acrescentar às mil vezes anteriores)!

Estou a precisar de coisas que me ocupem a cabeça.
Sei o que me custa começar. E continuar. Mas os resultados sabem bem!
Hoje aproveitei a folga para me munir dos "essenciais" medicamentos que me vão permitir um humor aceitável (na ausência forçada do chocolate).
Amanhã recomeça a "tortura"! (Vou preparar o almoço e já volto)!

quinta-feira, maio 01, 2008

segunda-feira, abril 28, 2008

Amanhã...

Primeiro acto oficial nas novas funções (e uma viagem interminável para o Porto)!

sábado, abril 26, 2008

There's a link between the two...

...Being close to craziness, and being close to you.

Same mistake

I'm not calling for a second chance,

I'm screaming at the top of my voice.

Give me reason but don't give me choice.

'Cause I'll just make the same mistake.

sexta-feira, abril 25, 2008

1 hora

Conversa telefónica para um call-center. Passam-me para o supervisor do supervisor! E o supervisor ainda tem um supervisor, que supervisiona o supervisionado. Dá-me nós no cérebro (que já podem dever-se ao excesso de sangria), e deixam-me com a sensação de que às Sextas à noite sou uma cliente difícil!
Raios parta o sapo...

Feriado

Depois do trabalho, sozinha. Camarão, muita sangria e crepes com chocolate belga. O 25 de Abril ganhou outro significado!
I'm loving it!

quarta-feira, abril 23, 2008

Se fosses um poema...

Na escola ensinaram-me a ler além das palavras. Talvez longe do estudo convencional, sentávamo-nos informalmente, e deixávamos a imaginação voar. Era ler a sentir, para além das letras, ou do sentido lato do que nos diziam...

Ensinaste-me, num destes dias, a descobrir de perto Ary dos Santos, que tenho passado horas a saborear. Uma escrita suave, mas com uma força desmedida.

Se fosses um poema, eras concerteza "Cavalo à solta". Na mistura agri-doce dos sabores. As marcas que por vezes não reconheces, mas que nos marcam tanto!

Talvez não to diga muitas vezes, mas brilhas na tua descrição. E brilhas nos nossos dias. Talvez não te diga tantas vezes que há momentos teus que recolho ao acaso, e me fazem pensar. Como quando dizias com segurança que era importante fazermos elogios aos outros, quando merecidos. E que às vezes perdias uma oportunidade de o fazer. A minha visão negativa das coisas, nesse dia, ganhou outro sabor!

Talvez nunca te tenha dito que te admiro a transparência. A sensibilidade extrema. Que na tua idade te permite apreciar o que verdadeiramente bom existe. Um livro, uma tarde no sofá, ou apenas uma canção.

Talvez não saibas que é doce a forma como nos mimas. E te entregas aos outros. E te dás. E que sabe bem receber-te. Ou rir contigo. Ou dizer-te disparates que levas a sério. Levas-me a sério. Ouves-me. Dizes sem pudor o que sentes.

Talvez não saibas que elevaste o sentido de família. Podias ser mais uma tia. Mas, com gestos simples, fazes-nos bem. Acatas os pedidos mais bizarros, seja quando for. És paciente, e disponível. E sensata.

Talvez não saibas que realmente penso. Que és tantas vezes dois opostos. E que é a ti que leio neste poema. E que te entendo as faltas de confiança própria, que também tenho e sinto.

Talvez não saibas que é delicioso ter uma tia que vai à net, e nos lê poemas cantados, e cozinha maravilhosamente. Talvez não te apercebas do que é fora do comum ter uma tia que nos empresta cd's, com quem discutimos livros, com quem temos o prazer de planear férias, ou fins-de-demana, ou apenas serões. Talvez não penses que faça diferença, mas faz.

E sabe bem...

Bis - II

(NoMoreCry: eu também...)

O resto de tudo...








(Tenho saudades de te ver, vontade de te abraçar...)!

Um das minhas preferidas...



... de todos os tempos (em versão portuguesa...)!

Ez special



(As minhas descobertas, sempre tar de a más horas! Por norma descubro que sou viciada em música que já praticamente ninguém ouve... e sabe bem)!

Bis




segunda-feira, abril 21, 2008

Gosto...

Hoje...

Talvez tenham acabado as discussões, as noites em claro, e os desentendimentos! A partir de hoje, com as devidas reticências, quero acreditar que a minha filha vai crescer numa família atípica, mas unida. Preciso de "lamber as feridas", e de dar a milésima segunda oportunidade. Espero que sejamos capazes de separar as águas! Eu preciso definitivamente de encerrar os erros do passado que tantas vezes ecoam na minha cabeça. Preciso de tirar deles apenas aquilo que é realmente importante. E de continuar a viver.
Hoje uma assinatura vale por anos e anos de sossego! Ou, pelo menos, assim o espero...

Tia...



(A prova de que eu realmente gostei da letra, que me arrepia de cada vez que a ouço)!

(Para memória futura, entre muitas outras sensibilidades que te reconheço, nestes dias ensinaste-me a ler e a apreciar verdadeiramente Ary dos Santos)!