... há muitos dias a adiar um pensamento. Como que se me libertasse, se caminhasse noutro sentido. Sair, ler, fazer projectos, viver a Helena. Manter-me afastada de uma decisão que não é só minha. Ando há muito tempo a evitar sentimentos. Como se fosse possível adiá-los. Como se a minha vida presente se baseasse apenas no aspecto familiar, ou profissional. Ou social. Tenho-me divertido sem remorsos. Ando a cultivar as relações. Sei com quem conto. Mas falta. Falta não sei quem, nem bem o quê! Quando olho para trás e vejo apenas meia dúzia de promessas, nas horas intermináveis de conversas que temos. Falta-me saber o que se sente para além das saudades. Se é que existem. Se é que se sentem. Como quando um dia me disseram que era difícil exprimir a falta que nos faz alguém que não podemos ter fisicamente, todos os dias. Quando nos limitamos a basear uma relação, seja em que vertente for, nas recordações que temos. No que vivemos um dia...
É tudo muito claro, na minha cabeça. Já não sei chorar. Esgotei as lágrimas, ou limitei-me a secá-las. Ocupo todas as horas do dia longe. Muito longe. Sem saber como seria tudo, se fosse diferente. Mais presente.
Ando cautelosamente feliz desta forma. Sei o que tenho, da forma que o tenho, e a insegurança que isso me provoca. Anteriormente ficaria angustiada. Hoje limito-me a ser paciente. E a acreditar. Que um dia vai ser. O que eu quiser. Que quiserem comigo, ou sem mim. Que os dias são sempre diferentes, e reservam-nos surpresas. Que sou obrigada a viver com elas. E a tirar partido. A saber gerir...
Às vezes acaba-se a força, e quero apenas desistir. Outras tantas acredito. E sei. E sabes. Que sim...
quarta-feira, maio 14, 2008
Ando...
segunda-feira, maio 12, 2008
Aos 27 anos...
Hoje, mais do que nunca, ou todos os dias, tenho a certeza que escolhi continuar...
Do fascínio dela...
quinta-feira, maio 08, 2008
Tenho...
segunda-feira, maio 05, 2008
Sem ser comigo...
(Comecei a chorar mal vi a primeira imagem, e ainda não consegui parar)! Há coisas que ninguém deveria ser obrigado a viver!
Mais projectos
Decorre há vários dias a escolha de um pc portátil, com o qual sonho há muitos e longos anos! O que detesto na escolha: há dezenas deles, em montes de lojas diferentes. A opção é difícil, tendo em conta que as lojas insistem em não comercializar os mesmos modelos, para não os podermos comparar!
Acho que vou optar por uma escolha feminina, e compro o mais bonito!
Novos projectos

Estou a precisar de coisas que me ocupem a cabeça.
quinta-feira, maio 01, 2008
segunda-feira, abril 28, 2008
sábado, abril 26, 2008
Same mistake
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice.
Give me reason but don't give me choice.
'Cause I'll just make the same mistake.
sexta-feira, abril 25, 2008
1 hora
Feriado
quarta-feira, abril 23, 2008
Se fosses um poema...
Na escola ensinaram-me a ler além das palavras. Talvez longe do estudo convencional, sentávamo-nos informalmente, e deixávamos a imaginação voar. Era ler a sentir, para além das letras, ou do sentido lato do que nos diziam...
Ensinaste-me, num destes dias, a descobrir de perto Ary dos Santos, que tenho passado horas a saborear. Uma escrita suave, mas com uma força desmedida.
Se fosses um poema, eras concerteza "Cavalo à solta". Na mistura agri-doce dos sabores. As marcas que por vezes não reconheces, mas que nos marcam tanto!
Talvez não to diga muitas vezes, mas brilhas na tua descrição. E brilhas nos nossos dias. Talvez não te diga tantas vezes que há momentos teus que recolho ao acaso, e me fazem pensar. Como quando dizias com segurança que era importante fazermos elogios aos outros, quando merecidos. E que às vezes perdias uma oportunidade de o fazer. A minha visão negativa das coisas, nesse dia, ganhou outro sabor!
Talvez nunca te tenha dito que te admiro a transparência. A sensibilidade extrema. Que na tua idade te permite apreciar o que verdadeiramente bom existe. Um livro, uma tarde no sofá, ou apenas uma canção.
Talvez não saibas que é doce a forma como nos mimas. E te entregas aos outros. E te dás. E que sabe bem receber-te. Ou rir contigo. Ou dizer-te disparates que levas a sério. Levas-me a sério. Ouves-me. Dizes sem pudor o que sentes.
Talvez não saibas que elevaste o sentido de família. Podias ser mais uma tia. Mas, com gestos simples, fazes-nos bem. Acatas os pedidos mais bizarros, seja quando for. És paciente, e disponível. E sensata.
Talvez não saibas que realmente penso. Que és tantas vezes dois opostos. E que é a ti que leio neste poema. E que te entendo as faltas de confiança própria, que também tenho e sinto.
Talvez não saibas que é delicioso ter uma tia que vai à net, e nos lê poemas cantados, e cozinha maravilhosamente. Talvez não te apercebas do que é fora do comum ter uma tia que nos empresta cd's, com quem discutimos livros, com quem temos o prazer de planear férias, ou fins-de-demana, ou apenas serões. Talvez não penses que faça diferença, mas faz.
E sabe bem...
Um das minhas preferidas...
... de todos os tempos (em versão portuguesa...)!
Ez special
(As minhas descobertas, sempre tar de a más horas! Por norma descubro que sou viciada em música que já praticamente ninguém ouve... e sabe bem)!
segunda-feira, abril 21, 2008
Hoje...
Tia...
(A prova de que eu realmente gostei da letra, que me arrepia de cada vez que a ouço)!
(Para memória futura, entre muitas outras sensibilidades que te reconheço, nestes dias ensinaste-me a ler e a apreciar verdadeiramente Ary dos Santos)!

