segunda-feira, abril 01, 2013



Uma dor difícil de explicar.  A dor de quem já sangrou vezes demais. A dor de quem já não percebe exactamente o que sente!

E as lágrimas. A saudade. A perda. Mais uma perda. Outra perda.

Explicar, como sentir. Mais uma estrela. Outra estrela. Alguém, que olhe por nós. Alguém que continuamos a amar, sem esquecer. Sem pensar. E querer…

Que Deus receba a avó do coração. Que Deus lhe tenha dado finalmente o merecido descanso. Não nos sossega a alma. Não nos acalma a dor. Não nos facilita o sentimento de injustiça. Que fique em paz. Que sinta a paz. Que viva finalmente em paz.

E que a sua memória permaneça hoje. Sempre. Nas nossas vidas, nos nossos sorrisos.

terça-feira, março 19, 2013



O dia passa a correr, e já não é o mesmo. Nem as montras, cheias de lembranças. As memórias. O sorriso, o teu sorriso. A tua presença, ainda que ausente.

É dia do pai, e eu perdoei quem te levou de mim. Quem te levou de nós. Choro, de quando em vez. Tenho-te em muitos sonhos. E tenho medo. Medo de me esquecer das tuas feições. Medo de não voltar nunca mais a ver-te. Medo de nunca mais te poder abraçar.

Já te disse isto, vezes sem conta. Fazes-me falta. Fazes falta a todos. Fazes uma falta incrível ao teu pai. Fazes falta aos teus amigos. Fazes falta às meninas. Fazes falta aqui...

Nunca nada nem ninguém vai preencher este vazio. E eu amo-te sempre. Para sempre. Todo o sempre...

quarta-feira, março 13, 2013

Emocionante...

... ouvir "habemus Papam"! Sem imaginar como será ao vivo. Naquele lugar mágico.

Francisco. A sorrir. O Papa Francisco...

terça-feira, março 12, 2013

Barcelona em 2007...

Parece que foi há alguns anos que me apaixonei de morte por esta cidade.

Onde tive o privilégio de voltar mais duas vezes. Onde ainda existe tanto por descobrir!

(E alguém me explique como é que tive a distinta lata de tirar fotos no Miró...)!


















Sou...



... completamente viciada em música brasileira. De todos os géneros e feitios. Das mais antigas, às mais modernas. Daquelas cheias de clichés.

Ai...

"Tou morrendo de vontade de você"!

segunda-feira, março 11, 2013

Depois...


... da Tunísia. De Valência. Do Japão. Voámos mais uma vez juntos. E corremos cantos e recantos de Barcelona em quatro dias muito cheios de sabor. 


Custa-me descrever o dia, e a sensação. Custa-me assumir que naquele edifício austero, mesmo ao cimo das escadas... ia confiante e vacilei. Quando naquela fracção de segundos, três caras me olhavam e quase sucumbi! De repente, 3 anos em revista. Pedaços do tempo em que não era eu. As minhas fragilidades expostas. O que não estava preparada para ver. Nunca. Sorrir e pensar, "como assim?" Pegar no telemóvel e dizer a medo... está aqui, o meu fantasma! Estou bem, mas não estava...

A espera. O tremer das mãos. A entrada na sala. Sem saber como ser e como estar. Aquelas palavras como que paternais. A pressão. E eu... a desfazer-me. Como em tantas outras vezes. Como em tantos outros dias. As lágrimas que já havia chorado. A falta de ar. A sensação de injustiça. A luta interior... forgive and forget. Ou ficar, e lutar mais uma vez.

Fiz por perdoar. Por mim. Pelo meu amor. Por achar que já merecíamos a paz que não tivemos em três anos. Não foi a melhor solução. Preferia ver aquele agora estranho ser mais castigado. Mais repreendido. Mas isso não apagava a minha mágoa. A minha raiva. O meu rancor.

Se disser que pesei em segundos o que para mim era melhor. A velha máxima. Nada justifica a violência do que me foi feito, o que foi destruído em mim. Na minha família. Na minha vida. Nada me pode trazer a dignidade que perdi. Beneficiei o infractor. Nunca por ele. Que ele é só aquilo que é. Um lixo humano. Mas por mim...

Virei as costas sem remorsos. Senti, vezes sem conta, que não o devia ter feito. Que devia ter continuado, agora que estava tão perto. Mas era uma luta que já não queria ter que sentir.

Avancei. Agora não sou só eu, nem estou sozinha. Pela primeira vez, uma sensação incrível de alívio. De libertação. Não mais este fantasma vai pairar na minha vida nem em mim.

Sou muito mais feliz desde o instante que desci as escadas daquele tribunal.

("Seja selectivo nas suas batalhas. Às vezes estar em paz é melhor do que estar certo"!)

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Um dia...

... a vida muda. Muda tudo. E há mudanças das quais preciso há tempo demais!

Sem forças, nestas tentativas sucessivas que tenho feito ao longo dos tempos. A minha incapacidade de me comprometer. A certeza sempre, de que vou falhar!

Deixou de ser um prazer. Uma roupa nova, ou um espelho. Para se tornar numa rotina, ou numa tortura.

Na certeza de que tenho que começar por mim, por saber, por ter a certeza. De que longa é a caminhada, que ainda agora começou.

De que os insucessos do passado não são certezas no futuro.

Preciso de mudar. Por mim, por ti, por nós. Pela família que somos, pela Helena. Preciso de voltar a gostar de mim. Preciso de ter vontade de correr na praia. Preciso que me segures ao colo!

E como eu preciso de colo...

domingo, janeiro 06, 2013

Espiral destrutiva...

Tem sido assim, na minha solidão. Os dias custam a passar. A frustração de sempre. O medo. Aquele medo que continua a perseguir-me tantos anos depois. A vida que parou naqueles dias. O que morreu em mim, e não mais voltou a renascer...

Sinto-me assim, numa espiral. Sinto-me cair. Sinto-me, por melhor que seja a condição, um ser humano menor. Sinto que não mais vou resolver tudo isto, nem na cabeça, nem no coração!

E não gosto. Nem sei reagir. E tenho saudades de mim...

quarta-feira, novembro 21, 2012

11 anos...

Hoje esqueci tudo.

Lembrei-me só de ti. Um dia dedicado a ti. E enquanto já dormes, serena, na minha cama. Uma das poucas noites em que te tenho, nos últimos meses. Enquanto dormes...

Uma vida cheia. Uma alegria imensa. Uma mudança. O teu espaço no meu coração. Este amor, que só quem sente consegue explicar. A minha decisão mais perfeita. A minha melhor criação!

És tão linda, minha filha!

E eu sou tão mas tão feliz por te saber aqui!

Parabéns, filha. Parabéns...

terça-feira, novembro 20, 2012

Sem saber onde errei. Sem ser perfeita, o que sinto muitas vezes é a injustiça. Pura e dura. Dói-me a alma e o coração. Falta-me o ar. Verdadeiramente. E sinto uma raiva que não consigo descrever!

O desespero contido. O déjà-vu. Aquela vontade crescente de me perder. De fugir. De desaparecer!

A vida, mais uma vez, a escapar-me do controlo. O desespero de não encontrar uma saída. Um desejo quase incontrolável de querer a paz que tenho precisado tanto, e não consigo...

domingo, outubro 14, 2012

32...

... e um dia feliz! Muito feliz! Como sou sempre, quando a vida me permite estar junto das pessoas que amo!

quinta-feira, outubro 04, 2012

Anos para me resolver. Tanto tempo depois, a mesma angústia. Muitos problemas resolvidos. Outros tantos...

Já não ando com uma mão cheia de sonhos. Fiquei mais fria. E muitas vezes não me conheço, e detesto. A capa, a máscara. O que tenho que fingir, para continuar a sorrir...

Tantas preocupações. Noites mal dormidas. Ou noites em que não durmo! Sempre a mesma questão. Sem negar o amor. A felicidade que me trouxe. A estabilidade inegável. Mas... e o resto? A frustração do passado, que não me deixa em paz! A incerteza do futuro. Os dias roubados. A velha questão... como seria se não tivesse sido assim? Se fosse de outra maneira?

Sem filtros... viver neste desespero. Em ficar vezes demais sozinha. Sem encontrar uma saída. Uma porta. Uma brisa.

Dos dias em que dói tanto respirar...

terça-feira, outubro 02, 2012

Hoje era o teu dia. E eu já esgotei as palavras...

A dor atenuou. Já não é dilacerante. Já me permite respirar. Restou a saudade. E um sentimento forte de "como seria?"... Como seria teres visto crescer a tua neta? Como seria teres acompanhado todos estes anos? Como seria a minha vida com a tua presença marcada?

Na certeza de que tudo seria diferente. Que eu provavelmente nunca teria entrado na espiral destrutiva que quase acabou com tudo! Na certeza de que nada seria assim...

Recorro às memórias. A este amor que sinto sempre. Que tenho sempre comigo. À vontade imensa de que Deus nos tivesse permitido muitos mais aniversários juntos.

Parabéns, papá. Parabéns...

quarta-feira, setembro 26, 2012

Em casa...

Sentada, em paz. Cabeça descansada. Miúda na cama. Nos últimos tempos, tem sido um prazer difícil de ter. Sabê-la aqui. Aconchegar-lhe a roupa. Dar-lhe um beijo. Vê-la dormir.

(Não há melhor sítio no mundo do que a nossa casa...)

domingo, setembro 16, 2012

Quando ser mãe dói...

Sempre fui assim.

Sem querer camuflar a minha realidade... hoje sinto-me uma mãe menor!

sexta-feira, setembro 14, 2012

Lembro-me de não termos os meios de agora. A maior alegria chegava pela rádio. Uma estação local de qualidade manhosa, que passava os top's da altura. E o mau gosto era inqualificável. Com o despertar das hormonas, o primeiro amor. Os primeiros suspiros. As primeiras músicas. As horas intermináveis a passar a limpo as letras que adorava. A cópia dos versos. O tempo a cantar ao espelho...

Muitos, muitos anos depois, a mesma história. Vista do lado de fora, num misto de responsabilidade e saudade. As músicas diferentes, mas quase iguais. As mesmas mensagens. Os mesmos suspiros. A mesma alegria. Ela, tão diferente, mas tão igual. Numa euforia desmedida, quando lhe digo que o ídolo maior vai dar um concerto em Portugal! Respiro fundo. Consinto. Levo-a ao concerto, com as amigas. E não mais os dias são iguais...

quarta-feira, setembro 12, 2012

Dos dias...

... que demoram a passar. Em que tudo parece correr mal, desde que acordo!

Faltam-me forças e perspectivas. Ânimo. As lágrimas estão fáceis. Difícil é reagir.

Sem sonhos. Sem esperança. Preocupada. Com o dia-a-dia. Com o futuro. Com o que pode ser amanhã.

Hoje dói.

segunda-feira, setembro 10, 2012

Feeling good...

Voltar a casa...

O filme quase terminava assim. Depois de um ciclo, um amor. Uma menina, a mãe e o avô. As memórias. Regressavam a casa. Às origens. Aos móveis cobertos por lençóis. Às cortinas cheias de pó. Voltavam para uma vida que já não voltava para trás. Com arrependimentos e saudades. Saudades do que tinham sido felizes. Naquele sítio. Naquele lugar. Saudades do que ainda iriam viver.

Ao longo dos últimos quatro anos procurei outros lugares. Conheci outras paragens. Tomei decisões certas e erradas. E a minha vida mudou, para melhor. Sou com toda a certeza uma pessoa melhor.

Do desconforto, de não me sentir em casa noutras paragens. Das lágrimas que chorei há uns dias, quando abri as cortinas desta minha velha casa. Das falta que senti de estar aqui. De mim. Da minha luz. Do que já fui. De tudo aquilo que quis escrever ao longo de todos estes anos. Do que deixei de dizer. Das linhas, para as quais desejo tanto voltar...

É tempo de limpar o pó. E regressar.

domingo, julho 20, 2008

Foram...



...4 excelentes anos! A vida continua (muito) longe daqui!

quarta-feira, julho 16, 2008

Bilhete

"Olá olá mamã sabias qe eu so gosto de ti dote baiginhos os oniqus qe tainho".

(Foi lindo, mas provavelmente tenho que questionar as capacidade da professora)!